Dentro da linha do desafio “Ativando a Empatia!”, o “Intolerant? Me?” realmente traz uma perspectiva muito interessante de como lidar com a diversidade e o multiculturalismo. É bom ver iniciativas que envolvem arte e cultura com a educação social e a formação cidadã de alunos e educadores. O uso da música para trabalhar temas como diferenças regionais e identidades étnicas torna mais leve temas polêmicos importantes como o respeito pelo outro e a criação do senso de comunidade na escola. Compartilhar os desafios com os jovens e envolvê-los no planejamento das estratégias de intervenção também é extremamente importante para que haja a adesão de todos. O jovem sente necessidade de se envolver, de contribuir com ideias, de ser protagonista. Não quer somente executar. Parabéns pelo projeto!
Como sugestão, para complementação do descritivo do projeto, aconselho detalhar mais as estratégias, como por exemplo a dinâmica usada na viagem ao mundo em 7 minutos e usar termos mais universais. Sendo brasileira, tive que recorrer à Wikipedia para descobrir o que era a prática do peddy paper (caça ao tesouro). Definir melhor as práticas do projeto pode ser uma boa maneira de complementar a explicação.
Perguntaria aos organizadores do projeto como foram contatados os músicos participantes e mais detalhes sobre a distribuição dos CDs. Também como hoje, este recurso entra no projeto. Não ficou claro.
Por fim, aqui no Brasil, no Instituto Crescer para a Cidadania (organização não-governamental que realiza parcerias entre governo, empresas e instituições educativas para a educação cidadã) trabalhamos em projetos que envolvem jovens, formando-os para ter um olhar mais crítico sobre sua comunidade e pensar como colaborar para mitigar problemas locais. Todo o diálogo com eles e o processo de formação ocorre com suporte de tecnologias digitais e arte. Acredito que seria bem interessante uma aproximação entre nós para troca de experiências, visto que interagimos com um público que tem problemas similares, inclusive de preconceito na migração interna. O Brasil é muito grande e há diferenças entre pessoas que habitam diferentes regiões. Vislumbro que as estratégias utilizadas por vocês, podem colaborar com o nosso trabalho, assim como vice-versa. Vamos manter contato e mais uma vez, parabéns pelo trabalho!
Um abraço,
Luciana Allan
Diretora Técnica – Instituto Crescer
Antes demais pedimos desculpa pela demora na resposta. Tenho estado fora do escritório debruçada sobre este e outros projetos e não me foi possível responder antes.
Quando vi o comentário fiquei super entusiasmada e feliz por saber que o projeto suscitou o seu interesse. De fato, a educação entre pares, a música e a participação ativa dos jovens na direção e condução do projecto têm sido a chave e garantia de sucesso de todo este processo. O projeto continua a bom rumo e ainda no final deste mês teremos mais um Workshop. Na verdade, continuamos à procura de soluções que nos permitam alargar a nossa intervenção e acreditamos um dia conseguir.
Quanto às sugestões que nos coloca, infelizmente já não fomos a tempo de complementar a descrição no desafio, mas aproveito para explicar aqui algumas das suas questões:
1-Como foram contatados os músicos participantes? Na altura optamos por fazer um concurso/desafio a nível nacional onde convidámos qualquer músico ou banda a concorrer. Tínhamos apenas dois critérios: 1) que as suas músicas fossem originais e 2)que tivessem sido construídas com base nos temas da diversidade cultual, racismo, xenofobia, tolerância e direitos fundamentais. Fizemos simultâneamente uma parceria com uma escola de audio-visuais que nos permitiu: a) constituir um júri para seleccionar os vencedores; b)premiar os 3 "melhores" com uma gravação da sua música num estúdio profissional e c)masterizar todas as 11 músicas do CD.
2. Detalhes sobre a distribuição dos CDs? - Os CDs foram inicialmente distribuídos na fase de campanha do projeto na qual fomos directamente a 7 festivais de Verão por todo o país (Portugal). Numa lógica de que o que as pessoas procuram, mais do que objectos (CD) são sim experiências, optámos por realizar a tal Viagem LSD e no final as pessoas recebiam um CD. Pela experiência e pelo CD as pessoas pagaram 3 euros. Além deste método de contacto direto com o público colocámos o CD à venda em algumas lojas, associações e locais culturais. Outra das estratégias utilizadas foi a realização de alguns concertos ao vivo com músicos do CD e ainda um Festival de 4 noites com todos os músicos. No final, convidávamos as pessoas a contribuir para o projecto com a compra do CD.
3.Como este recurso entra hoje em dia no projeto? - atualmente a divulgação do CD é feita principalmente de 3 formas: 1)Festa da Tolerância a 16 de Novembro (organizamos todos os anos uma festa em celebração da tolerância e da diversidade com alguns dos músicos participantes e onde o CD está incluído nos 5 euros que as pessoas pagam para entrar); 2) Nas escolas em que intervimos os jovens recebem os CDs e tentam distribuí-lo de forma criativa (alguns já optaram por fazer uma feira na escola, outros decidiram fazer uma campanha para pais e professores, outros foram mesmo para o centro da cidade divulgar o CD e o projecto, etc.); e 3)em todas as acções da Associação PAR divulgamos o CD e o projecto!
Espero que as suas dúvidas fiquem mais esclarecidas.
Entretanto tive oportunidade de visitar o site do Instituto Crescer para a Cidadania e fiquei super impressionada com o vosso trabalho! Parabéns!
Quanto a possíveis colaborações, a Associação PAR está totalmente disponível para que possamos, no mínimo, fazer uma troca de boas práticas e crescer em conjunto nesta constante aprendizagem que é a procura de respostas sociais participativas, inovadoras e eficazes.
Um valente obrigada pelas sugestões e felicitações ao projeto Intolerant?me?.
Um forte abraço,
Andrea Vertessen
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Dentro da linha do desafio “Ativando a Empatia!”, o “Intolerant? Me?” realmente traz uma perspectiva muito interessante de como lidar com a diversidade e o multiculturalismo. É bom ver iniciativas que envolvem arte e cultura com a educação social e a formação cidadã de alunos e educadores. O uso da música para trabalhar temas como diferenças regionais e identidades étnicas torna mais leve temas polêmicos importantes como o respeito pelo outro e a criação do senso de comunidade na escola. Compartilhar os desafios com os jovens e envolvê-los no planejamento das estratégias de intervenção também é extremamente importante para que haja a adesão de todos. O jovem sente necessidade de se envolver, de contribuir com ideias, de ser protagonista. Não quer somente executar. Parabéns pelo projeto!
Como sugestão, para complementação do descritivo do projeto, aconselho detalhar mais as estratégias, como por exemplo a dinâmica usada na viagem ao mundo em 7 minutos e usar termos mais universais. Sendo brasileira, tive que recorrer à Wikipedia para descobrir o que era a prática do peddy paper (caça ao tesouro). Definir melhor as práticas do projeto pode ser uma boa maneira de complementar a explicação.
Perguntaria aos organizadores do projeto como foram contatados os músicos participantes e mais detalhes sobre a distribuição dos CDs. Também como hoje, este recurso entra no projeto. Não ficou claro.
Por fim, aqui no Brasil, no Instituto Crescer para a Cidadania (organização não-governamental que realiza parcerias entre governo, empresas e instituições educativas para a educação cidadã) trabalhamos em projetos que envolvem jovens, formando-os para ter um olhar mais crítico sobre sua comunidade e pensar como colaborar para mitigar problemas locais. Todo o diálogo com eles e o processo de formação ocorre com suporte de tecnologias digitais e arte. Acredito que seria bem interessante uma aproximação entre nós para troca de experiências, visto que interagimos com um público que tem problemas similares, inclusive de preconceito na migração interna. O Brasil é muito grande e há diferenças entre pessoas que habitam diferentes regiões. Vislumbro que as estratégias utilizadas por vocês, podem colaborar com o nosso trabalho, assim como vice-versa. Vamos manter contato e mais uma vez, parabéns pelo trabalho!
Um abraço,
Luciana Allan
Diretora Técnica – Instituto Crescer
Cara Luciana,
Antes demais pedimos desculpa pela demora na resposta. Tenho estado fora do escritório debruçada sobre este e outros projetos e não me foi possível responder antes.
Quando vi o comentário fiquei super entusiasmada e feliz por saber que o projeto suscitou o seu interesse. De fato, a educação entre pares, a música e a participação ativa dos jovens na direção e condução do projecto têm sido a chave e garantia de sucesso de todo este processo. O projeto continua a bom rumo e ainda no final deste mês teremos mais um Workshop. Na verdade, continuamos à procura de soluções que nos permitam alargar a nossa intervenção e acreditamos um dia conseguir.
Quanto às sugestões que nos coloca, infelizmente já não fomos a tempo de complementar a descrição no desafio, mas aproveito para explicar aqui algumas das suas questões:
1-Como foram contatados os músicos participantes? Na altura optamos por fazer um concurso/desafio a nível nacional onde convidámos qualquer músico ou banda a concorrer. Tínhamos apenas dois critérios: 1) que as suas músicas fossem originais e 2)que tivessem sido construídas com base nos temas da diversidade cultual, racismo, xenofobia, tolerância e direitos fundamentais. Fizemos simultâneamente uma parceria com uma escola de audio-visuais que nos permitiu: a) constituir um júri para seleccionar os vencedores; b)premiar os 3 "melhores" com uma gravação da sua música num estúdio profissional e c)masterizar todas as 11 músicas do CD.
2. Detalhes sobre a distribuição dos CDs? - Os CDs foram inicialmente distribuídos na fase de campanha do projeto na qual fomos directamente a 7 festivais de Verão por todo o país (Portugal). Numa lógica de que o que as pessoas procuram, mais do que objectos (CD) são sim experiências, optámos por realizar a tal Viagem LSD e no final as pessoas recebiam um CD. Pela experiência e pelo CD as pessoas pagaram 3 euros. Além deste método de contacto direto com o público colocámos o CD à venda em algumas lojas, associações e locais culturais. Outra das estratégias utilizadas foi a realização de alguns concertos ao vivo com músicos do CD e ainda um Festival de 4 noites com todos os músicos. No final, convidávamos as pessoas a contribuir para o projecto com a compra do CD.
3.Como este recurso entra hoje em dia no projeto? - atualmente a divulgação do CD é feita principalmente de 3 formas: 1)Festa da Tolerância a 16 de Novembro (organizamos todos os anos uma festa em celebração da tolerância e da diversidade com alguns dos músicos participantes e onde o CD está incluído nos 5 euros que as pessoas pagam para entrar); 2) Nas escolas em que intervimos os jovens recebem os CDs e tentam distribuí-lo de forma criativa (alguns já optaram por fazer uma feira na escola, outros decidiram fazer uma campanha para pais e professores, outros foram mesmo para o centro da cidade divulgar o CD e o projecto, etc.); e 3)em todas as acções da Associação PAR divulgamos o CD e o projecto!
Espero que as suas dúvidas fiquem mais esclarecidas.
Entretanto tive oportunidade de visitar o site do Instituto Crescer para a Cidadania e fiquei super impressionada com o vosso trabalho! Parabéns!
Quanto a possíveis colaborações, a Associação PAR está totalmente disponível para que possamos, no mínimo, fazer uma troca de boas práticas e crescer em conjunto nesta constante aprendizagem que é a procura de respostas sociais participativas, inovadoras e eficazes.
Um valente obrigada pelas sugestões e felicitações ao projeto Intolerant?me?.
Um forte abraço,
Andrea Vertessen
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