Meu nome é Adilson Faria e estou como diretor presidente da Ong Educoop, onde ajudei a construir a iniciativa do Cartão c3.
O Cartão c3 é uma iniciativa inovadora pois é o único mecanismo que conhecemos até hoje que visa potencializar as relações de confiança existentes entre os comerciantes e clientes, ou seja, possibilita o acesso a crédito sem os altos juros.
Temos um grande potencial de levar essa iniciativa para outras regiões e a nossa proposta é utilizar esse recurso para consolidar o Cartão c3 em Viçosa – MG, servindo até mesmo como fundo para possíveis atrasos de nossos usuários.
Acreditamos assim, conseguir expandir o Cartão c3 para uma rede credenciada maior, beneficiando os clientes com acesso a crédito mais barato. Hoje realizamos essa iniciativa, porém, somos pequenos frente aos nossos desafios.
Temos sérias dificuldades para conseguir consolidar o Cartão c3 devido a falta de escala, os custos de impressão, envio e compensação de um boleto bancário é muito alto, aliado a esse fato, temos limitações de recursos humanos e financeiro.
Por favor, caso tenham alguma sugestão, crítica e principalmente uma forma de apoiar essa iniciativa, não hesite em entrar em contato através de meus contatos abaixo.
Sua iniciativa parece super inovadora! Será que você poderia explicar um pouco melhor o 'modelo' dela? Não consegui entender muito bem como funciona na prática. Os estabelecimentos fazem a adesão de seus clientes, que não precisam pagar o valor total da fatura? Se eles não pagam tudo, o que acontece com o resto do dinheiro? Quem provê o crédito nesse caso são os próprios comerciantes ou a ONG?
Muito obrigada e desculpa pela quantidade de pergunta ;)
Obrigado pelo comentário. Bom, o Cartão c3 reconhece e parte do princípio que há uma tecnologia social denominada no Brasil como crediário próprio ou o mais popular como fiado.
Além disso, é um acesso a crédito possibilitado a milhares de pessoas, principalmente em comunidades mais miseráveis, a um custo acessível, com fornecedores independentes,
O fiado possibilita o acesso a crédito para a compra de bens, produtos e serviços e por envolver milhares de microempreendedores, demanda uma gama significativa de ferramentas gerenciais para a análise de crédito, gestão da carteira e mecanismos de auto-financiamento, sendo uma prática muito pouco estudada no Brasil e os mecanismos que auxiliam o microempreendedor não visam a expansão dessa prática, mas sim a restrição de crédito por informações cadastrais.
Por essas características restritivas, é uma prática não recomendada pela "boa administração", sendo que deve-se evitar a sua prática com a não oferta de crédito próprio ou a substituição pela terceirização as financeiras através dos cartões de crédito.
Destaca-se também há inúmeras outras características ligadas as práticas do fiado e citadas na proposta.
Dessa forma, ao observar essa realidade e a estudá-la, pensamos num modelo que pudesse centralizar o risco nos comerciantes e também os benefícios, ou seja, os juros, multas e mora, além de ser um mecanismo gerencial prático para a gestão de sua carteira de crédito. Assim, criamos a iniciativa do Cartão c3, o Cartão Gestor da Confiança no Crédito.
Com relação a sua operação, primeiro, gostaria de destacar que há uma demanda significativa dos comerciantes por essa ferramenta, porém, os mesmos visualizam na ferramenta um mecanismo de terceirizar o processo de cobrança e conquistar os melhores clientes dos seus pares, haja vista que é criada uma rede de confiança onde um cliente indicado por um outro comerciante, nesse caso, pode ser até mesmo o seu concorrente, passa a ter crédito disponível em toda a rede. Para os clientes, isso é ótimo, haja vista que eles conseguem acessar a inúmeros comerciantes pela expansão de sua rede de confiança. Destaco que não temos encontrado barreiras de entrada desse clientes em outros estabelecimentos, sendo muito bem recebidos.
Daí, o cliente recebe o seu cartão após a assinatura do contrato de adesão, a análise de crédito e o estabelecimento de um limite único que pode ser utilizada em toda a rede de estabelecimentos credenciados.
Após as suas compras, na data pré-determinada é enviada a sua fatura, podendo pagar o valor mínimo até o valor total da mesma, não sendo considerado assim como inadimplente.
O sistema do Cartão c3, reconhece os pagamentos e realiza os repasses aos comerciantes de acordo com a sua participação no total da fatura do cliente,
Além de repassar o valor dos pagamentos, caso haja a incidência de multa, mora ou juros sobre parcelamentos das compras dos clientes, esses valores são repassados para os comerciantes.
Destaca-se que, na fatura do cliente podemos incidir de juros apenas os juros moratórios e a multa, Totalizando no primeiro mês, 3% e após o segundo mês, 1%, uma prática extremamente injusta. Porém, na hora da venda, há uma relação comercial onde o comerciante e o cliente podem negociar o valor do produto bem como as taxas de juros sobre possíveis parcelamentos.
Hoje, por não termos uma financeira, não podemos cobrar juros pelos pagamentos inferiores ao pagamento total da fatura, porém, podemos cobrar tarifas e assim, estarmos dentro da legislação brasileira.
Hoje, possuímos as seguintes tarifas:
1- Tarifa de cobrança: Tarifa incidente toda vez que o cliente não realizar pelo menos o pagamento mínimo da sua fatura ou deixar de pagar, no valor de 3,5% do valor devido;
2- Tarifa de refinanciamento: Incidente na fatura do cliente após a não realização do pagamento ou um pagamento menor que o valor total da fatura. Taxa de 3,5% do valor devido;
3- Tarifa de utilização: Valor cobrado do cliente pela emissão e envio do boleto e fatura do cliente. Valor fixo de 2,99 que visa custear as despesas desse processamento;
4- Tarifa de intermediação: Valor pago pelo comerciante pela intermediação no meio de pagamento; 5% do valor da venda;
Sem apoios e principalmente, visando criar uma estrutura que não dependa de apoios, temos que conseguir um meio de cobrar tarifas justas para cobrir as despesas com a operação do Cartão c3. Esse é o grande desafio, porém, como estamos hoje, parados, sem capital, precisamos questionar o modelo e baseado nos estudos realizados (temos monografia, plano de negócio, apoio da UFV, principalmente com o professor Edson), propor um modelo de intervenção na realidade capaz de suprir a demanda de crédito das pessoas menos favorecidas e que esse meio seja um incentivador ao comércio local.
Bom, creio que, pensar em um modelo inovador do zero, com recursos próprios, sem apoios financeiros ou humanos, além de propor que esse modelo inicia-se com VIABILIDADE ECONÔMICA, FINANCEIRA E SOCIAL, foi extremamente desafiador e demasiadamente desanimador pela falta de capital de giro capaz de manter as atividades. Assim, se estruturarmos o modelo como uma iniciativa social, ou seja, pelos impactos propostos ser custeada por apoios e patrocínios, creio que os nossos resultados seriam outros hoje.
Para finalizar, gostaria de destacar que as microfinanças demanda de iniciativas inovadoras, principalmente das organizações do terceiro setor e das cooperativas de crédito solidário. Hoje, o que verificamos é a reaplicação do modelo convencional sem a proposição de novos modelos solidários.
Muito bom e inovador o seu projeto do cartão C3. Espero que ele se desenvolva e dissemine a ideia do microcrédito para consumo no Brasil, onde atualmente o microcrédito produtivo tem mais ênfase.
Como diretor presidente da Ong Educoop, instituição que desenvolve a iniciativa de microfinanças inovadora do Cartão c3 que oferece acesso a bens, serviços e produtos sem a necessidade de um banco, agradecemos o seu comentário e apoio.
Temos um grande diferencial, potencializar as relações de confiança entre
os clientes e comerciantes através das vendas no crediário, prática muito
comum no Brasil e em outros países.
Não demandamos fundos ou lastros aos créditos que possibilitamos, pois o
que fazemos é uma análise dos clientes, sua capacidade de pagamento e
emitimos o Cartão c3 para eles. Assim, os clientes obtém crédito para
comprar em toda a rede credenciada sem juros.
Para os comerciantes o cartão c3 é ótimo, pois favorece com maiores vendas
e menor inadimplência.
Esse prêmio possibilitará a consolidação dessa iniciativa inovadora.
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Meu nome é Adilson Faria e estou como diretor presidente da Ong Educoop, onde ajudei a construir a iniciativa do Cartão c3.
O Cartão c3 é uma iniciativa inovadora pois é o único mecanismo que conhecemos até hoje que visa potencializar as relações de confiança existentes entre os comerciantes e clientes, ou seja, possibilita o acesso a crédito sem os altos juros.
Temos um grande potencial de levar essa iniciativa para outras regiões e a nossa proposta é utilizar esse recurso para consolidar o Cartão c3 em Viçosa – MG, servindo até mesmo como fundo para possíveis atrasos de nossos usuários.
Acreditamos assim, conseguir expandir o Cartão c3 para uma rede credenciada maior, beneficiando os clientes com acesso a crédito mais barato. Hoje realizamos essa iniciativa, porém, somos pequenos frente aos nossos desafios.
Temos sérias dificuldades para conseguir consolidar o Cartão c3 devido a falta de escala, os custos de impressão, envio e compensação de um boleto bancário é muito alto, aliado a esse fato, temos limitações de recursos humanos e financeiro.
Por favor, caso tenham alguma sugestão, crítica e principalmente uma forma de apoiar essa iniciativa, não hesite em entrar em contato através de meus contatos abaixo.
Adilson Faria
031 3891-5518
adilson.faria@cartaoc3.com.br
Oi Adilson, tudo bem?!
Sua iniciativa parece super inovadora! Será que você poderia explicar um pouco melhor o 'modelo' dela? Não consegui entender muito bem como funciona na prática. Os estabelecimentos fazem a adesão de seus clientes, que não precisam pagar o valor total da fatura? Se eles não pagam tudo, o que acontece com o resto do dinheiro? Quem provê o crédito nesse caso são os próprios comerciantes ou a ONG?
Muito obrigada e desculpa pela quantidade de pergunta ;)
Michelle
Oi Michelle,
Obrigado pelo comentário. Bom, o Cartão c3 reconhece e parte do princípio que há uma tecnologia social denominada no Brasil como crediário próprio ou o mais popular como fiado.
Além disso, é um acesso a crédito possibilitado a milhares de pessoas, principalmente em comunidades mais miseráveis, a um custo acessível, com fornecedores independentes,
O fiado possibilita o acesso a crédito para a compra de bens, produtos e serviços e por envolver milhares de microempreendedores, demanda uma gama significativa de ferramentas gerenciais para a análise de crédito, gestão da carteira e mecanismos de auto-financiamento, sendo uma prática muito pouco estudada no Brasil e os mecanismos que auxiliam o microempreendedor não visam a expansão dessa prática, mas sim a restrição de crédito por informações cadastrais.
Por essas características restritivas, é uma prática não recomendada pela "boa administração", sendo que deve-se evitar a sua prática com a não oferta de crédito próprio ou a substituição pela terceirização as financeiras através dos cartões de crédito.
Destaca-se também há inúmeras outras características ligadas as práticas do fiado e citadas na proposta.
Dessa forma, ao observar essa realidade e a estudá-la, pensamos num modelo que pudesse centralizar o risco nos comerciantes e também os benefícios, ou seja, os juros, multas e mora, além de ser um mecanismo gerencial prático para a gestão de sua carteira de crédito. Assim, criamos a iniciativa do Cartão c3, o Cartão Gestor da Confiança no Crédito.
Com relação a sua operação, primeiro, gostaria de destacar que há uma demanda significativa dos comerciantes por essa ferramenta, porém, os mesmos visualizam na ferramenta um mecanismo de terceirizar o processo de cobrança e conquistar os melhores clientes dos seus pares, haja vista que é criada uma rede de confiança onde um cliente indicado por um outro comerciante, nesse caso, pode ser até mesmo o seu concorrente, passa a ter crédito disponível em toda a rede. Para os clientes, isso é ótimo, haja vista que eles conseguem acessar a inúmeros comerciantes pela expansão de sua rede de confiança. Destaco que não temos encontrado barreiras de entrada desse clientes em outros estabelecimentos, sendo muito bem recebidos.
Daí, o cliente recebe o seu cartão após a assinatura do contrato de adesão, a análise de crédito e o estabelecimento de um limite único que pode ser utilizada em toda a rede de estabelecimentos credenciados.
Após as suas compras, na data pré-determinada é enviada a sua fatura, podendo pagar o valor mínimo até o valor total da mesma, não sendo considerado assim como inadimplente.
O sistema do Cartão c3, reconhece os pagamentos e realiza os repasses aos comerciantes de acordo com a sua participação no total da fatura do cliente,
Além de repassar o valor dos pagamentos, caso haja a incidência de multa, mora ou juros sobre parcelamentos das compras dos clientes, esses valores são repassados para os comerciantes.
Destaca-se que, na fatura do cliente podemos incidir de juros apenas os juros moratórios e a multa, Totalizando no primeiro mês, 3% e após o segundo mês, 1%, uma prática extremamente injusta. Porém, na hora da venda, há uma relação comercial onde o comerciante e o cliente podem negociar o valor do produto bem como as taxas de juros sobre possíveis parcelamentos.
Hoje, por não termos uma financeira, não podemos cobrar juros pelos pagamentos inferiores ao pagamento total da fatura, porém, podemos cobrar tarifas e assim, estarmos dentro da legislação brasileira.
Hoje, possuímos as seguintes tarifas:
1- Tarifa de cobrança: Tarifa incidente toda vez que o cliente não realizar pelo menos o pagamento mínimo da sua fatura ou deixar de pagar, no valor de 3,5% do valor devido;
2- Tarifa de refinanciamento: Incidente na fatura do cliente após a não realização do pagamento ou um pagamento menor que o valor total da fatura. Taxa de 3,5% do valor devido;
3- Tarifa de utilização: Valor cobrado do cliente pela emissão e envio do boleto e fatura do cliente. Valor fixo de 2,99 que visa custear as despesas desse processamento;
4- Tarifa de intermediação: Valor pago pelo comerciante pela intermediação no meio de pagamento; 5% do valor da venda;
Sem apoios e principalmente, visando criar uma estrutura que não dependa de apoios, temos que conseguir um meio de cobrar tarifas justas para cobrir as despesas com a operação do Cartão c3. Esse é o grande desafio, porém, como estamos hoje, parados, sem capital, precisamos questionar o modelo e baseado nos estudos realizados (temos monografia, plano de negócio, apoio da UFV, principalmente com o professor Edson), propor um modelo de intervenção na realidade capaz de suprir a demanda de crédito das pessoas menos favorecidas e que esse meio seja um incentivador ao comércio local.
Bom, creio que, pensar em um modelo inovador do zero, com recursos próprios, sem apoios financeiros ou humanos, além de propor que esse modelo inicia-se com VIABILIDADE ECONÔMICA, FINANCEIRA E SOCIAL, foi extremamente desafiador e demasiadamente desanimador pela falta de capital de giro capaz de manter as atividades. Assim, se estruturarmos o modelo como uma iniciativa social, ou seja, pelos impactos propostos ser custeada por apoios e patrocínios, creio que os nossos resultados seriam outros hoje.
Para finalizar, gostaria de destacar que as microfinanças demanda de iniciativas inovadoras, principalmente das organizações do terceiro setor e das cooperativas de crédito solidário. Hoje, o que verificamos é a reaplicação do modelo convencional sem a proposição de novos modelos solidários.
Adilson Faria
Diretor Cartão c3
Adilson,
Muito bom e inovador o seu projeto do cartão C3. Espero que ele se desenvolva e dissemine a ideia do microcrédito para consumo no Brasil, onde atualmente o microcrédito produtivo tem mais ênfase.
Oi Lucas,
Como diretor presidente da Ong Educoop, instituição que desenvolve a iniciativa de microfinanças inovadora do Cartão c3 que oferece acesso a bens, serviços e produtos sem a necessidade de um banco, agradecemos o seu comentário e apoio.
Temos um grande diferencial, potencializar as relações de confiança entre
os clientes e comerciantes através das vendas no crediário, prática muito
comum no Brasil e em outros países.
Não demandamos fundos ou lastros aos créditos que possibilitamos, pois o
que fazemos é uma análise dos clientes, sua capacidade de pagamento e
emitimos o Cartão c3 para eles. Assim, os clientes obtém crédito para
comprar em toda a rede credenciada sem juros.
Para os comerciantes o cartão c3 é ótimo, pois favorece com maiores vendas
e menor inadimplência.
Esse prêmio possibilitará a consolidação dessa iniciativa inovadora.
Obrigado novamente!
Adilson Faria
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