Juventude Fazendo Gênero
. O projeto que será apresentado para apreciação tem como objetivo desenvolver ações voltadas à prevenção da violência contra as mulheres (violência de Gênero) e outras temáticas afins, através do trabalho com a juventude, como um dos eixos transversais dentro do Consórcio Regional de Promoção da Cidadania Mulheres das Gerais. Porém, para que haja um perfeito entendimento do caráter inovador e do impacto dessa ação, torna-se necessário explicar do que se trata o consórcio e de que forma o projeto será desenvolvido de forma “consorciada”. O que ,de fato, é a grande inovação dessa proposta.
Para além do compartilhamento de equipamentos públicos, o consórcio pretende desenvolver ações de prevenção, de caráter emancipatório e inclusivo, no enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres, ações para combater todas as formas de discriminação contra as mulheres, promoção da educação, formação e capacitação na perspectiva de gênero, capacitação técnica do pessoal encarregado de prestação de serviços voltados à prevenção e ao combate da violência contra as mulheres nos entes consorciados.
Legalmente o consórcio se constitui como uma autarquia de direito público e se estrutura financeiramente através de um contrato de rateio entre as cidades partícipes.
Sobre você
1) Sobre você
Primeiro nome
Andréa Maria
Sobrenome
de Oliveira Chelles
Correo electrónico
Página na internet
Organização
Consórcio Regional de Promoção da Cidadania Mulheres das Gerais
País
Brasil, MG
2) Sobre a sua organização
Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?
Sim
Nome da organização
Consórcio Mulheres das Gerais
Página da organização na internet
Telefone da organização
55-31-32779758
Endereço da organização
Rua Espírito Santo 505/9º andar
País da organização
Brasil, MG
Sua organização é
Governamental
Há quanto tempo foi fundada a sua organização?
Há 1-5 anos
Sobre a sua ideia
Título da sua inovação
Juventude Fazendo Gênero
Em que fase está a sua inovação?
Implementada há menos de 1 (um) ano
Quando o projeto teve início ou para quando está previsto que inicie?
O projeto foi desenvolvido em 2008 como um piloto, dentro do projeto bilateral "Melhorando a Governança Metropolitana Através de Novos Consórcios Públicos", com financiamento da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (CIDA), em parceria com a Universidade British Columbia e a ONG EYA. Após a exitosa experiência, se tornou um programa do Consórcio Regional de Promoção da Cidadania Mulheres das Gerais no eixo de prevenção à violência de gênero.
Descreva a sua ideia e explique o que a torna inovadora
. O projeto que será apresentado para apreciação tem como objetivo desenvolver ações voltadas à prevenção da violência contra as mulheres (violência de Gênero) e outras temáticas afins, através do trabalho com a juventude, como um dos eixos transversais dentro do Consórcio Regional de Promoção da Cidadania Mulheres das Gerais. Porém, para que haja um perfeito entendimento do caráter inovador e do impacto dessa ação, torna-se necessário explicar do que se trata o consórcio e de que forma o projeto será desenvolvido de forma “consorciada”. O que ,de fato, é a grande inovação dessa proposta.
Para além do compartilhamento de equipamentos públicos, o consórcio pretende desenvolver ações de prevenção, de caráter emancipatório e inclusivo, no enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres, ações para combater todas as formas de discriminação contra as mulheres, promoção da educação, formação e capacitação na perspectiva de gênero, capacitação técnica do pessoal encarregado de prestação de serviços voltados à prevenção e ao combate da violência contra as mulheres nos entes consorciados.
Legalmente o consórcio se constitui como uma autarquia de direito público e se estrutura financeiramente através de um contrato de rateio entre as cidades partícipes.
A qual tipo de público se destina a sua iniciativa?
Mulheres, Jovens.
Descreva o perfil do público alvo do projeto.
2INFORMAÇÃO GERAL SOBRE O perfil dos.
PARTICIPANTES no projeto piloto de 2008:
160 participantes, sendo 60% mulheres e 40% de homens.
Idade
Sabará:
Média: 18 anos
Âmbito: 14 aos 27
Betim:
Média: 16 anos
Âmbito: 15 aos 19
Contagem:
Média: 19 anos
Âmbito: 15 aos 30
Belo Horizonte:
Média: 22 anos
Âmbito: 18 aos 34
DISTRIBUIÇÃO ETNICO-RACIAL
85% pardos e negros e 15% brancos
FACILITADORES: 33
2 pessoas•
TOTAL: 33 FACILITADORES
O perfil do público alvo do projeto é o da faixa etária que representa demograficamente a juventude brasileira (15 à 29 anos)
A proposta visa atingir o maior número de jovens que não estejam acobertados por programas sociais e pertençam as regiões mais vulneráveis nos municípios do consórcio, e onde haja possibilidade de mobilização e agrupamento dos jovens para o desenvolvimento da prática. Anualmente pretende-se alcançar 160 jovens como beneficiários diretos das 4 cidades partícipes do consórcio e aproximadamente 1600 jovens como beneficiários indiretos ,ou seja, 10 jovens alcançados por cada jovem multiplicador.
00 palavras
Qual é a estratégia de implementação da sua iniciativa?
A estratégia de implementação da iniciativa se dá através do trabalho conjunto entre os quatro municípios partícipes do consórcio. O projeto é desenvolvido em seis etapas distintas, que serão documentadas por meio de audiovisuais incluindo, mapas, fotos e vídeo. As seis etapas visam não só o processo de conscientização dos jovens em relação às questões de gênero, mas também, tem como objetivo o fortalecimento de gerências e coordenadorias municipais de juventude(parceiros no projeto) além de outros programas e secretarias municipais participantes. Cada uma das etapas propostas envolvem parcerias e atores distintos com o intuito de facilitar, consolidar e institucionalizar as iniciativas apresentadas. As etapas incluem:
1) Apresentação institucional do projeto, identificação de parcerias, e consolidação da equipe técnica
2) Apresentação das metodologias, readequação a realidade local e pactuação do cronograma de implementação das iniciativas
3) Mapeamento Comunitário – “Caminhada da Semana”
4) Oficinas Comunitárias
5) Avaliação das temáticas mapeadas e transformação das temáticas em ações comunitárias desenvolvidas para os jovens e pelos jovens (Dança-teatral, peça teatral com o tema de violência doméstica, apresentação musical com a temática de gênero, palestras sobre a violência contra a mulher em escolas da comunidade,etc...)
6)Confraternização Intermunicipal (Festa de confraternização unindo os jovens das quatro municípios para apresentação dos projetos desenvolvidos pelos
Qual, na sua opinião, é a principal dificuldade ou barreira enfrentada em relação a essa temática?
A maior dificuldade enfrentada está diretamente relacionada à pouca visibilidade dada às questões de gênero nas políticas públicas , principalmente à violência de gênero. Outra questão é a ausência da perspectiva de gênero na transversalidade dentro do setor público, o que dificulta o avanço dos resultados almejados para o empoderamento e cidadania das mulheres.
Quais tipos de instituições você tem ou prevê ter parcerias estratégicas para o desenvolvimento da sua iniciativa? Indique todas as opções correspondentes.
Entidades públicas, Organismos internacionais, Organizações Não Governamentais, Universidades, Escolas.
Descreva com quem você já construiu parcerias e de que forma.
Coordenadoria de Direitos da Mulher de Belo Horizonte /COMDIM,
Setor de Apoio à Mulher (SAM) de Betim
, Coordenadoria dos Direitos da Mulher de Contagem,
Coordenadoria Municipal dos Direitos da Mulher de Sabará,
Coordenadoria da Juventude de Belo Horizonte,
Assessoria de Juventude de Betim,
Assessoria de Juventude de Contagem,
Coordenadoria da Juventude de Sabará,
Secretaria de Educação de Belo Horizonte,
Secretaria de Educação de Contagem,
Secretaria de Educação de Sabará,
As parcerias foram desenvolvidas no processo de construção da metodologia regional. Durante dois meses a equipe intermunicipal e intersetorial
(abordagem tripé: Coordenadorias da Mulher e da Juventude
junto com a Secretaria de Educação) planejou uma ferramenta
pedagógica de desenvolvimento comunitário para fortalecer as
políticas públicas de gênero e da juventude.
As experiências e metodologias canadenses foram cruzadas com
as brasileiras para construir uma metodologia pioneira, a fim de
coletar sistematicamente as perspectivas da juventude em relação
às questões de gênero, raça, comunidade e autonomia juvenil.
Avaliamos, que a metodologia desenvolvida, com toda certeza, pressupõe o fortalecimento das parcerias, que inclusive, já foram consultadas em relação à continuidade e replicação do projeto como um programa do Consórcio e, se mostraram receptivas.
Quais são os principais resultados até o momento e/ou quais resultados você espera criar com essa iniciativa?
? As oficinas despertaram nos jovens um grande interesse e desejo
de se expressar. As temáticas abordadas são pouco exploradas
nos espaços disponíveis nas comunidades periféricas (escolas,
programas da política nacional de juventude, etc.), portanto é
importante propiciar tais espaços e oportunidades. Segundo algumas
anotações dos facilitadores: “(Existe) a necessidade de falar e ser
ouvido pelos jovens, pois muitos enfrentam situações complicadas
na vida”, e; “Os temas gênero, identidade, sexualidade, raça/etnia,
participação comunitária, responderam positivamente às demandas
dos jovens participantes.” Assim, para um Consórcio cujo objetivo
é o enfrentamento da violência contra a mulher, discussões como
essas são de extrema importância na promoção da eqüidade de
gênero, raça e etnia nas relações sociais.
Qual você acredita ser o principal impacto que a sua iniciativa poderá gerar?
Em curto e médio prazo envolveu os jovens das comunidades (escolhidas de forma consorciada entre os Municípios de Belo Horizonte, Contagem, Betim e Sabará) em iniciativas educativas, participativas e de capacitação e valorização individual e coletiva
Benefícios Intermediários:
1) Aprendizagem e reflexão por meio do processo integral na implementação do projeto;
2) Inserção da perspectiva dos jovens em programas do Consórcio Mulheres das Gerais
3) Capacitação de jovens das escolas inseridas nas comunidades das periferias escolhidas (especialmente mulheres adolescentes), por meio da mobilização e participação em atividades de mapeamento comunitário, e do Teatro;
4) Mobilização comunitária;
5) Valorização, pela própria comunidade, das habilidades e talentos dos jovens;
Em longo prazo, a partir da implementação continuada destas iniciativas, pretende-se incrementar a participação dos jovens como multiplicadores e agentes de mudança na perspectiva da prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. E também cruzar as ações dos jovens com outras políticas do consórcio com o foco no empoderamento de mulheres líderes em suas comunidades.
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