Comentarios sobre esta presentación:Grafiteiras e grafiteiros pelo fim da violência contra as mulheres / Female and male graffiti artists confronting VAW
Eu não consigo ver como isto vai diminuir a violência contra as mulheres, me parece um desperdício de recursos. Mas eu não tenho uma idéia melhor, por isso apoiei.
Olá, esse como muitos outros projetos buscam disseminar informação sobre as violências contra as mulheres. Ao meu ver, isto ainda é muito importante, já que há muitas pessoas que continuam não enxergando esta forma de violência como um problema, ainda acreditando ser uma questão doméstica/familiar que deve ser tratada apenas nestes âmbitos. Meu interesse em trabalhar com o grafite vem de uma admiração pessoal desta forma de arte e do movimento hip-hop. Acredito que este movimento pode contribuir muito para uma conscientização deste tema.
Vi que você comentou sobre o projeto do jogo de celular. Eu também achei uma idéia bem interessante, tendo em vista a força da tecnologia e das mídias de comunicação na internet e nos celulares.
Ah, tinha esquecido, a idéia não apresenta uma promessa ä ser cumprida. Até pelo contrário... como toda idéia que ainda não foi testada (ao menos não neste exato formato), esta será implementada e avaliada. Caso seus resultados não sejam os esperados, não gerem o impacto esperado, então aprenderemos com as coisas que deram certo e mais ainda com os erros cometidos.
Daniel, não sei se você conhece esta ação que foi (ou está sendo) executada lá na Philadelphia: http://blog.parachutefonts.com/?p=1434 . O projeto "Love Letter" é de um artista que teve a idéia de decorar muros e paredes mal conservadas na cidade (na verdade de um trecho, quase uma rua) com 'anúncios' pintados. Ele propõe utilizar a linguagem publicitária comum na cidade, já assimilada pelos moradores, para passar mensagens de amor (e com isso passar uma mensagem positiva).
Do ponto de vista social (fora as próprias mensagens), ele treina jovens que antes faziam pichações nas ruas. Assim, capacita os jovens como pintores de anúncios publicitários, numa tentativa de levá-los para longe da marginalidade.
Vale a pena conhecer a iniciativa, que inclusive foi assimilada por parte da população que começou a fazer suas próprias "Love Letters".
Opa, valeu pelo toque! Os murais são mesmo ótimos! Bem interessante... Pensando na nossa proposta, cabe pensar como esta abordagem (este visual publicitário retrô, ou qualquer outro que parece 'agradável' aos olhos) funciona com um tema que é o oposto do amor, a violência. Há tempos atrás, vi um estudo que mostrou que a maioria dos homens e das mulheres rejeitam campanhas sobre a violência contra a mulher que se utilizam de imagens fortes que retratam esta violência. O tema é muito difícil e de forma geral, ninguém gosta de olhar para isso, portanto, é importante pensar em formas alternativas e criativas de retratar o assunto. Este será um dos pontos de avaliação para o concurso de grafite. abraço!
A proposta desse desafio é também estimular um maior debate e colaboração entre os projetos inscritos. Nesse sentido gostaria de apresentá-lo para dois outros projetos:
- Um que aborda a violência contra as mulheres a partir da linguagem do HipHop e é um projeto de mulheres: http://www.changemakers.com/en-us/node/69284
- Um outro projeto de grafiteiras contra a violência contra a mulher que está chamando a atenção de muita gente no Rio de Janeiro e mundo a fora. http://www.changemakers.com/en-us/node/72044
Oi Julia, tudo bem? Eu já entrei em contato com a Atiele, do Hip Hop Mulher Sem Violência e também com a Panmela, do Grafiteiras pela Lei Maria da Penha. Também votei nos dois projetos. Já estou em contato com a Atiele mas ainda não tive resposta do contato que fiz com a Panmela.
Foi uma pena que a Panmela entrou com o projeto dela muito tarde, já perto do fim do desafio. Eu moro no Rio de Janeiro há menos de um ano e fiquei sabendo do Grafiteiras pelo Fim da Violência uma semana antes de submeter a minha proposta. Até tentei conversar com ela, por meio de uma amiga em comum, para ver se conseguíamos enviar uma proposta conjunta, mas não consegui. Na mensagem que enviei para ela, reforcei o meu desejo de conhecer o trabalho dela e de, se possível, unirmos os nossos projetos. Por sinal, fiquei sabendo há uns 10 dias que a prefeitura de Nova Iguaçu apagou vários dos grafites feitos pelo projeto dela. Uma vergonha!
Eu conheço e trabalho junto de outras organizaçoes que participaram do desafio, em especial, o Instituto Papai, onde trabalhei durante 6 anos, e o Promundo, de quem sou consultor. Essas instituições, assim como o Noos e o Coletivo Feminista (que também enviaram propostas) fazem parte da Rede de Homens pela Equidade de Gênero/RHEG, rede da qual faço parte e que certamente será envolvida no meu projeto.
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Eu não consigo ver como isto vai diminuir a violência contra as mulheres, me parece um desperdício de recursos. Mas eu não tenho uma idéia melhor, por isso apoiei.
Olá, esse como muitos outros projetos buscam disseminar informação sobre as violências contra as mulheres. Ao meu ver, isto ainda é muito importante, já que há muitas pessoas que continuam não enxergando esta forma de violência como um problema, ainda acreditando ser uma questão doméstica/familiar que deve ser tratada apenas nestes âmbitos. Meu interesse em trabalhar com o grafite vem de uma admiração pessoal desta forma de arte e do movimento hip-hop. Acredito que este movimento pode contribuir muito para uma conscientização deste tema.
Vi que você comentou sobre o projeto do jogo de celular. Eu também achei uma idéia bem interessante, tendo em vista a força da tecnologia e das mídias de comunicação na internet e nos celulares.
Ah, tinha esquecido, a idéia não apresenta uma promessa ä ser cumprida. Até pelo contrário... como toda idéia que ainda não foi testada (ao menos não neste exato formato), esta será implementada e avaliada. Caso seus resultados não sejam os esperados, não gerem o impacto esperado, então aprenderemos com as coisas que deram certo e mais ainda com os erros cometidos.
Daniel, não sei se você conhece esta ação que foi (ou está sendo) executada lá na Philadelphia: http://blog.parachutefonts.com/?p=1434 . O projeto "Love Letter" é de um artista que teve a idéia de decorar muros e paredes mal conservadas na cidade (na verdade de um trecho, quase uma rua) com 'anúncios' pintados. Ele propõe utilizar a linguagem publicitária comum na cidade, já assimilada pelos moradores, para passar mensagens de amor (e com isso passar uma mensagem positiva).
Do ponto de vista social (fora as próprias mensagens), ele treina jovens que antes faziam pichações nas ruas. Assim, capacita os jovens como pintores de anúncios publicitários, numa tentativa de levá-los para longe da marginalidade.
Vale a pena conhecer a iniciativa, que inclusive foi assimilada por parte da população que começou a fazer suas próprias "Love Letters".
Link pra o 'mural de murais': http://www.aloveletterforyou.com/?page_id=198
Opa, valeu pelo toque! Os murais são mesmo ótimos! Bem interessante... Pensando na nossa proposta, cabe pensar como esta abordagem (este visual publicitário retrô, ou qualquer outro que parece 'agradável' aos olhos) funciona com um tema que é o oposto do amor, a violência. Há tempos atrás, vi um estudo que mostrou que a maioria dos homens e das mulheres rejeitam campanhas sobre a violência contra a mulher que se utilizam de imagens fortes que retratam esta violência. O tema é muito difícil e de forma geral, ninguém gosta de olhar para isso, portanto, é importante pensar em formas alternativas e criativas de retratar o assunto. Este será um dos pontos de avaliação para o concurso de grafite. abraço!
Olá Daniel,
Queria parabenizar o trabalho de vocês.
A proposta desse desafio é também estimular um maior debate e colaboração entre os projetos inscritos. Nesse sentido gostaria de apresentá-lo para dois outros projetos:
- Um que aborda a violência contra as mulheres a partir da linguagem do HipHop e é um projeto de mulheres:
http://www.changemakers.com/en-us/node/69284
- Um outro projeto de grafiteiras contra a violência contra a mulher que está chamando a atenção de muita gente no Rio de Janeiro e mundo a fora.
http://www.changemakers.com/en-us/node/72044
Abraço,
Julia Forlani
Oi Julia, tudo bem? Eu já entrei em contato com a Atiele, do Hip Hop Mulher Sem Violência e também com a Panmela, do Grafiteiras pela Lei Maria da Penha. Também votei nos dois projetos. Já estou em contato com a Atiele mas ainda não tive resposta do contato que fiz com a Panmela.
Foi uma pena que a Panmela entrou com o projeto dela muito tarde, já perto do fim do desafio. Eu moro no Rio de Janeiro há menos de um ano e fiquei sabendo do Grafiteiras pelo Fim da Violência uma semana antes de submeter a minha proposta. Até tentei conversar com ela, por meio de uma amiga em comum, para ver se conseguíamos enviar uma proposta conjunta, mas não consegui. Na mensagem que enviei para ela, reforcei o meu desejo de conhecer o trabalho dela e de, se possível, unirmos os nossos projetos. Por sinal, fiquei sabendo há uns 10 dias que a prefeitura de Nova Iguaçu apagou vários dos grafites feitos pelo projeto dela. Uma vergonha!
Eu conheço e trabalho junto de outras organizaçoes que participaram do desafio, em especial, o Instituto Papai, onde trabalhei durante 6 anos, e o Promundo, de quem sou consultor. Essas instituições, assim como o Noos e o Coletivo Feminista (que também enviaram propostas) fazem parte da Rede de Homens pela Equidade de Gênero/RHEG, rede da qual faço parte e que certamente será envolvida no meu projeto.
Um abraço e muito obrigado pela atenção. Daniel
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