GRUPOS DE AUTO AJUDA ABRATA – GAAs
A idéia visa criar ambiente que permita mudança significativa no entendimento e convívio com a doença, por parte de portadores e familiares.
Destaca-se pela estrutura de funcionamento. Facilitadores voluntários - portadores ou familiares, treinados que coordenam reuniões entre iguais. É uma atividade de baixo custo e pode ser reproduzida amplamente.
Sobre você
Sobre você
Primeiro nome
Maria Cristina
Sobrenome
Pereira de Oliveira
abrata@abrata.org.br; cristina.presidente@abrata.org.br
Página na internet
Organização
ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
País
Brazil
Sobre sua organização
Nome da organização
ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
Página da organização na internet
Telefone da organização
55 11 3256 19 10
Endereço da organização
Av. Paulista, 2644, cjs. 71 e 72 – São Paulo – SP – Brasil – 01310-300
País da organização
Brazil
Sua ideia
Name Your Project
GRUPOS DE AUTO AJUDA ABRATA – GAAs
País onde se dará o foco de atuação
Brazil
Describe Your Idea
A idéia visa criar ambiente que permita mudança significativa no entendimento e convívio com a doença, por parte de portadores e familiares.
Destaca-se pela estrutura de funcionamento. Facilitadores voluntários - portadores ou familiares, treinados que coordenam reuniões entre iguais. É uma atividade de baixo custo e pode ser reproduzida amplamente.
Página na internet
Inovação
Por que a ideia é única e qual o diferencial em relação aos demais projetos do mesmo campo de atuação?
Estudos comprovam que a falta de informação, a dificuldade de aceitar um tratamento adequado, isolam os portadores que se sentem cada vez mais estigmatizados.
O trabalho de informação – através da Internet, palestras e publicações - desenvolvido pela ABRATA, ajuda na identificação dos sintomas, na compreensão das características específicas da doença, na manifestação dos sentimentos frente às dificuldades nos relacionamentos ou no planejamento da vida.
A ação de suporte oferecida pela ABRATA através dos Grupos de Auto Ajuda – GAAs, contribui para a conscientização do portador levando-o a participar do controle de sua doença e conviver com as dificuldades por ela geradas facilitando a adesão e continuidade do tratamento e interagindo com seus familiares, facilitando a compreensão e o auxílio nas crises e continuidade do tratamento.
A sua inovação é patenteada?
Não
Impacto
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Quais foram os impactos obtidos até o momento?
Desde a eleição de nova diretoria em novembro de 2007, foram feitas ações visando a ampliação e consolidação do trabalho nos GAAs – considerado um dos carros chefes da associação.
Sob nova orientação, a dinâmica do GAA ficou mais flexível. E a dinâmica de treinamento adotada, agilizou a preparação dos facilitadores, permitindo ampliar a ação dos grupos que são semanais.
No período de fevereiro a dezembro de 2008 foram realizados 62 grupos, com um total de 954 participantes, entre portadores e familiares o que aponta um aumento de aproximadamente 280% na participação, em relação ao mesmo período de 2007.
Importante salientar que a ampliação do espaço físico da sede permitiu a realização simultânea de Grupos de Auto-Ajuda de Portadores e Familiares. Oferecer ao familiar que necessita acompanhar o portador a possibilidade de também reunir-se, contribui para a dinamização dos trabalhos em um ambiente confortável e acolhedor. Atualmente, os GAAs que tinham 1 encontro semanal de portador e familiar, reúnem-se 2 vezes por semana.
Os treinamentos aplicados aos voluntários, estão permitindo a formação de nova abordagem de treinamento e suporte dos voluntários. O voluntário ABRATA, passa por um treinamento geral sobre a associação e se capacita a ter o treinamento de facilitador, a partir da disponibilidade, perfil pessoal e conhecimento da estrutura da associação. Requisito básico para este treinamento: ser familiar ou portador de depressão ou transtorno bipolar ( Transtornos Afetivos ou Transtornos do Humor).
Acredita-se que somente na ação entre iguais – GAA de portador com facilitador portador. GAA de familiar com facilitador familiar, consiga-se uma ação onde a dinâmica do compartilhar sentimentos, informações em um ambiente não terapêutico, mas de suporte, tenha resultado.
Problema
Embora o tratamento farmacológico e psicológico tenha eficácia reconhecida consensualmente, esta eficácia não atinge 100%. Só o tratamento medicamentosos, não reintegra o paciente socialmente. Os GAAs são mecanismos de suporte e apoio aos portadores. Complementam o tratamento farmacológico ou psicológico.
A procura ao tratamento geralmente é feita durante uma crise aguda. O impacto do diagnóstico é muito forte tanto para o portador quanto para os familiares. Nenhum deles sabe lidar bem com a situação do diagnóstico, a crise, o tratamento que não pode ser descontinuado e que leva um tempo para ter eficácia.
Muitas vezes a negação do diagnóstico, a interrupção do tratamento, o descompasso do apoio familiar, geram um atraso no controle da doença e uma perda significativa da qualidade de vida.
A ação de suporte oferecida pela ABRATA contribui para a conscientização do portador levando-o a participar do controle de sua doença e conviver com as dificuldades por ela geradas facilitando a adesão e continuidade do tratamento psicofarmacológico.
Ações
A estrutura do Grupo de Auto Ajuda requer a ação simultânea de 2 facilitadores, um coordenador e outro co-facilitador, na função de suporte. O facilitador, como diz o nome - facilita, da oportunidade para que o grupo se manifeste ou respeite quem queira apenas escutar.
Os participantes em torno de 15 pessoas, se inscrevem na semana do evento, sem obrigatoriedade de continuidade. Os temas são escolhidos pelo grupo, no dia do encontro. É a conversa/desabafo entre iguais que permite suavização ou esclarecimento da situação do portador ou familiar.
O conceito de uma ação entre iguais, exige treino dos voluntários portadores ou familiares, independente de sua profissão. Este treinamento necessita de uma coordenação feita por profissionais da área de saúde mental;
É indispensável a este tipo de trabalho – que faz acolhimento, apoia e recebe portadores e familiares- que a associação mantenha um suporte terapêutico coletivo, de lazer, cultural além do convívio com as informações a respeito dos Transtornos Afetivos para seus voluntários.
O Conselho Científico da ABRATA – parte do corpo diretivo da associação, fornece profissionais voluntários de renome na área de saúde mental, que coordenam esta ação.
Documentar e avaliar os procedimentos de captação de voluntários para serem facilitadores, seu treinamento e suporte, permitirá transformar em material educacional;
O estudo sobre mecanismos de ensino à distância intercalado com aulas presenciais, facilitará a ampliação desta ação.
Resultados
Sistematização da experiência permitindo a socialização deste conhecimento através da abertura de novos centros de ação da ABRATA;
Acompanhamento da ação do GAA, permitindo a avaliação de resultados e estudo de melhorias em sua estrutura de funcionamento;
Ampliação do raio de ação dos GAAs – familiares e portadores, permitindo que um maior número de pessoas sejam beneficiadas nesta ação;
Formação de voluntários capacitados para irradiar este conhecimento;
O que é essencial para que sua inovação seja bem sucedida nos próximos 3 anos?
Em 2010
Consolidação do trabalho que já vem sendo desenvolvido, com foco na estrutura da organização dos GAAs; contratação de uma pessoa que ordene ( junto com a ajuda de voluntários) :
- trabalho de secretaria dando suporte na convocação, entrevista inicial dos voluntários candidatos; seu treinamento e suporte; agenda e controle do material das reuniões;
- trabalho de coordenação por área ( familiar e portador ) além da agenda, controle de ação, sistematização dos temas abordados e dados sobre a freqüência nos GAAs.
- aumento de + 1 dia na semana das reuniões na sede, abertura em 2 bairros da cidade – tipo plano piloto de trabalho à distância;
- abertura de 2 núcleos ABRATA , com trabalho de GAA em 2 capitais do Brasil, onde já existem membros do Conselho Científico da ABRATA.
- melhoria no sistema de inscrição dos grupos;
Em 2011
Avaliação do trabalho desenvolvido no ano anterior, correções necessárias;
- publicação de material educacional sobre estrutura de funcionamento dos GAAs;
- formação de um núcleo de treinamento e suporte dos GAAs, com extensão regional, dentro do Brasil.
- ampliação dos GAAs na sede, na região de S. Paulo e em mais 1 ou 2 cidades do Brasil.
- Estudo de viabilização deste trabalho utilizando recursos via website ou similares;
Em 2012
Continuidade e desenvolvimento desta ação, com ampliação da ação, consolidando os núcleos existentes, avaliando resultados e organizando um Simpósio a nível nacional, que incorpore este aprendizado e permita publicação de material educacional a respeito.
Qual(is) seria(m) os obstáculos para a sua inovação?
A ABRATA, tem 10 ANOS de ação, com diversas atividades . Neste período, cerca de 12 mil pessoas assistiram às palestras psicoeducacionais, mais de 7 mil foram atendidas por telefone, cerca de 3.000 participaram dos grupos de autoajuda. Foram contados mais de 48 mil acessos ao website nos últimos 12 meses. Esses números demonstram o interesse nos serviços de utilidade pública prestados pela Associação .
São os voluntários que dirigem a ABRATA, que conta com uma Diretoria Executiva e um Conselho Científico formado por profissionais da área de saúde. Todas as suas atividades também são conduzidas por voluntários que recebem treinamento e suporte terapêutico, cultural e de lazer.
A experiência mostra que a dificuldade de se ter uma estrutura gestora profissionalizada que dê continuidade as ações definidas por sua diretoria é hoje um dos maiores entraves a este trabalho, bem como a dificuldade em se ter parcerias que permitam a sustentação da sede que é alugada.
Quantas pessoas, por ano, são beneficiadas pelo sua inovação?
101‐1000
Qual é a renda familiar média da comunidade que a sua inovação beneficia, em U$?
Não sei
A sua inovação influencia políticas públicas?
Não
Sustentabilidade
Em que fase está a sua inovação?
Em execução por mais de 5 anos
Sua organização é
OSC/ONG
Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?
Sim
Se "Sim", nome da organização
ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
Há quanto tempo foi fundada a sua organização?
Há mais de 5 anos
Sua organização possui Diretoria ou Conselho Consultivo?
Sim
Sua organização possui alguma parceria não financeira com organizações sociais?
Sim
Sua organização possui alguma parceria não financeira com empresas?
Sim
Sua organização possui alguma parceria não financeira com o governo?
Não
Conte-nos mais por que as parcerias acima são essenciais para a execução ou desenvolvimento da sua inovação
As parcerias, feitas com os diversos segmentos sociais, 1º, 2º ou mesmo 3º setor permitem uma rede social de ampliação, crescimento e troca de conhecimento.
Nada se faz isoladamente, principalmente uma ação social com tão pouca história como a do Brasil.
As parcerias com as universidades, permitem ao mesmo tempo que geram um trabalho que beneficia a associação, a formação da cidadania nos jovens e sua consequente consciência social.
A troca de experiência, equipamentos e informação entre as associações, fundações e instituições, suaviza a dura trajetória do voluntariado cidadão, ao mesmo tempo que forja uma “cultura” cidadã.
Quais são as três ações mais relevantes e necessárias para o crescimento da sua inovação ou organização?
Consolidação do trabalho voluntário
Sustentação financeira de suas atividades de rotina;
Parcerias que permitam o crescimento e consolidação da amplitude de suas ações sociais.
A história
Em que momento decidiu criar/liderar esta inovação? Conte-nos a sua história
Os grupos de Auto Ajuda iniciados em 2000, são uma das principais atividades da Associação. Até final de 2003, a atuação foi exclusiva junto aos portadores de depressão e transtorno bipolar.
2001 e 2002 tiveram como meta, o recrutamento e treinamento dos voluntários, com aperfeiçoamento das técnicas e materiais aplicados, melhorando a qualidade de atuação junto aos Grupos.
Em 2003, o GAA de familiares veio para dar o suporte prometido na Missão da ABRATA.
2004 – foi o ano que a estrutura de treinamento foi aprimorada, com inclusão de Workshops semestrais entre facilitadores e treinandos.
2005 e 2006 foram anos em que começou a decrescer o trabalho dos GAAs; com dificuldades em convocar novos voluntários e de estrutura – sede pequena, que não comportava reuniões simultâneas dos GAAs de portadores e familaires.
2007 foi um ano de conscientização das dificuldades e da necessidade de renovação, que culminou com a eleição de nova diretoria
2008 Foi o ano da INOVAÇÃO - iniciou-se sob nova coordenação, a formação de novos facilitadores, a ampliação dos grupos, com a locação de um espaço adicional que permite além da prática dos grupos simultâneos, o treinamento mais profissionalizado dos voluntários.
Como já descrito em relato acima, aumentamos em quase 300% a capacidade de funcionamento dos GAAs, em relação a 2007.
Conte-nos a biografia do(a) inovador(a) social que criou ou lidera esta inovação
Um dos fundadores da ABRATA, o psicólogo Adriano Prestes Persone de Camargo foi o mentor e coordenador dos Grupos de Auto Ajuda, na sua concepção inicial, desde o ano 2000.
A partir de 2003, teve como coordenadora auxiliar destes trabalhos, a voluntária Maria Cristina Pereira de Oliveira, atual presidente da Associação.
A partir de 2008, a coordenação e treinamento ficou a cargo a Dra. Elisabeth Maria Sene-Costa, que incorporou à equipe, o psicólogo Luis Russo, ambos membros do Conselho Científico – ela, vice presidente.
Dra. Elisabeth Sene-Costa
Médica psiquiatra colaboradora do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo. Mestre em Psiquiatria pelo IPQHCFMUSP. Coordenadora dos Grupos de Auto-Ajuda e Membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA). Membro fundador da Associação Brasileira de Transtornos Bipolares (ABTB). Membro da Comissão Organizadora e Palestrante dos Encontros Psicoeducacionais promovidos pelo GRUDA do IPQHCFMUSP. Psicodramatista didata supervisora pela Sociedade de Psicodrama de São Paulo (SOPSP) e pelo Instituto de Psicodrama J.L.Moreno de Buenos Aires. Membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Psicodrama. Autora dos livros: “Gerontodrama: a velhice em cena” e “Universo da Depressão”.
Antonio Luis Tychonski Russo, Psicólogo, Psicodramatista Didata , Professor Supervisor SOPSP – SOCIEDADE BRAS. DE PSICODRAMA –SP, / FEBRAP - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PSICODRAMA., supervisor dos trabalhos dos facilitadores dos Grupos de Auto Ajuda da ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos.
Como soube do Changemakers?
Por meio de outra organização
Se for de alguma outra fonte de informação, por favor, mencione o nome da organização ou da pessoa que indicou o Changemakers
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