Projeto Criança e Consumo
Location
O projeto consiste em fomentar a reflexão na sociedade, incluindo a discussão sobre a regulamentação da publicidade de alimentos obesogêneos na pauta da agenda nacional, para que seja tratado por Políticas Públicas e para que a adequada alimentação seja preocupação não só de pais e responsáveis, mas de escolas, universidades e ongs.
A inovação consiste na criação do Projeto Criança e Consumo, que é hoje um dos Projetos do Instituto Alana, e o único em todo o Brasil que trabalha especificamente a questão relacionada ao consumismo na infância, ou seja, trabalha questões relativas à educação para o consumo sustentável e responsável na infância. Existem organizações pelo país que trabalham questões relativas ao consumo de forma geral e outras que trabalham os direitos e garantias da criança, mas nenhuma outra, 100% do tempo, dedica-se a fomentar a reflexão e sobre as conseqüências negativas que o consumo desenfreado, o consumismo entre crianças, para e pelas crianças gera para elas e também para a sociedade. Além de fazer esse trabalho de disseminação do problema, o Projeto Criança e Consumo atua na propositura de ações que possam contribuir para minimizar tais conseqüências. No caso específico do consumo desenfreado, do consumismo de alimentos processados, com altos teores de gorduras saturadas e trans, de açúcar e sódio, faz um trabalho em diversas frentes: (i) na área de advocacy apóia e fomenta iniciativas como a Consulta Pública nº71 da ANVISA que diz respeito à regulamentação da publicidade desse tipo de produtos alimentícios, bem como projetos de lei específicos sobre a questão, como o PLS 150/2009, que tramita no Senado Federal; (ii) na área jurídica recebe denúncias e as encaminha já com a devida fundamentação legal aos órgãos competentes como Ministério da Justiça, Ministérios Públicos, Procons, e mesmo à ONG Conar; (iii) na área de educação leva até os professores, educadores e profissionais ligados às escolas e universidades palestras informativas e educativas sobre a necessidade de regulação, a necessidade de uma alimentação adequada, chamando a atenção para o fato de que hoje o país já conta com um número expressivo de crianças obesas (15% da população infantil); (iv) na área de pesquisa fomenta a pesquisa acadêmica, concede bolsas de estudo para alunos de graduação que façam trabalhos sobre o tema e constantemente atualiza seu portal com pesquisas internacionais atuais; (v) na área de comunicação e eventos proporciona a discussão sobre tudo isso com adultos, formadores de opinião, divulgando na mídia em geral dados sobre esse problema de saúde pública e dando dicas aos pais e responsáveis de como melhor contornar a situação, idéias como o jogo ‘Prato Certo’ são criadas nesse espírito de ajudar a família e a sociedade.
Sobre você
Sobre você
Primeiro nome
Ana Lucia
Sobrenome
de Mattos Barretto Villela
Página na internet
Organização
IInstituto Alana
País
Brazil
Sobre sua organização
Nome da organização
Instituto Alana
Página da organização na internet
Telefone da organização
11 3472-1831
Endereço da organização
Rua Sansão Alves dos Santos, 102 - 4º andar
País da organização
Brazil
Sua ideia
Name Your Project
Projeto Criança e Consumo
País onde se dará o foco de atuação
Brazil
Describe Your Idea
O projeto consiste em fomentar a reflexão na sociedade, incluindo a discussão sobre a regulamentação da publicidade de alimentos obesogêneos na pauta da agenda nacional, para que seja tratado por Políticas Públicas e para que a adequada alimentação seja preocupação não só de pais e responsáveis, mas de escolas, universidades e ongs.
A inovação consiste na criação do Projeto Criança e Consumo, que é hoje um dos Projetos do Instituto Alana, e o único em todo o Brasil que trabalha especificamente a questão relacionada ao consumismo na infância, ou seja, trabalha questões relativas à educação para o consumo sustentável e responsável na infância. Existem organizações pelo país que trabalham questões relativas ao consumo de forma geral e outras que trabalham os direitos e garantias da criança, mas nenhuma outra, 100% do tempo, dedica-se a fomentar a reflexão e sobre as conseqüências negativas que o consumo desenfreado, o consumismo entre crianças, para e pelas crianças gera para elas e também para a sociedade. Além de fazer esse trabalho de disseminação do problema, o Projeto Criança e Consumo atua na propositura de ações que possam contribuir para minimizar tais conseqüências. No caso específico do consumo desenfreado, do consumismo de alimentos processados, com altos teores de gorduras saturadas e trans, de açúcar e sódio, faz um trabalho em diversas frentes: (i) na área de advocacy apóia e fomenta iniciativas como a Consulta Pública nº71 da ANVISA que diz respeito à regulamentação da publicidade desse tipo de produtos alimentícios, bem como projetos de lei específicos sobre a questão, como o PLS 150/2009, que tramita no Senado Federal; (ii) na área jurídica recebe denúncias e as encaminha já com a devida fundamentação legal aos órgãos competentes como Ministério da Justiça, Ministérios Públicos, Procons, e mesmo à ONG Conar; (iii) na área de educação leva até os professores, educadores e profissionais ligados às escolas e universidades palestras informativas e educativas sobre a necessidade de regulação, a necessidade de uma alimentação adequada, chamando a atenção para o fato de que hoje o país já conta com um número expressivo de crianças obesas (15% da população infantil); (iv) na área de pesquisa fomenta a pesquisa acadêmica, concede bolsas de estudo para alunos de graduação que façam trabalhos sobre o tema e constantemente atualiza seu portal com pesquisas internacionais atuais; (v) na área de comunicação e eventos proporciona a discussão sobre tudo isso com adultos, formadores de opinião, divulgando na mídia em geral dados sobre esse problema de saúde pública e dando dicas aos pais e responsáveis de como melhor contornar a situação, idéias como o jogo ‘Prato Certo’ são criadas nesse espírito de ajudar a família e a sociedade.
Inovação
Por que a ideia é única e qual o diferencial em relação aos demais projetos do mesmo campo de atuação?
Não se pode negar a influência que as mídias têm na formação das crianças ditando valores e comportamentos e a criança brasileira é a que mais assiste TV no mundo- assiste em média quase 5h de TV por dia. Fica mais tempo diante da televisão do que convivendo com sua família, na escola ou se desenvolvendo por meio da brincadeira.
A publicidade dirigida para criança, não apenas de produtos infantis, mas de qualquer produto, convida para o consumo sem reflexão e antecipa o início do poder destrutivo do planeta via consumo. Valores e hábitos consumistas já custam caro para o Estado. Os problemas causados caminham pela obesidade (15% das crianças brasileiras são obesas), sexualização precoce, alcoolismo, violência pela busca de produtos caros entre outros.
O problema da mercantilização da infância é urgente e não pode mais ficar restrito à esfera familiar, pois suas conseqüências têm impactos graves ligados à economia, sociedade e ao meio ambiente. As grandes catástrofes e problemas ambientais vivenciados hoje tais como devastação de florestas, extinção de espécies animais, destruição dos solos, acúmulo de lixo em localidades urbanas e as mudanças climáticas se devem também ao fato de que as sociedades não tem pensado nas conseqüências de nossas atitudes. Estamos permitindo que nossas crianças sejam educadas para um consumo desenfreado e não para cidadania.
As crianças são o prefácio de um mundo melhor e têm nas mãos o poder de reinventar as relações de consumo para que essas sejam mais sustentáveis do que têm sido.
A sua inovação é patenteada?
Não
Impacto
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Quais foram os impactos obtidos até o momento?
O projeto tem um impacto social difuso, influenciando não apenas uma mudança nos conceitos e comportamentos dos indivíduos como na realização de políticas públicas para defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Como os problemas causados pelo marketing infantil são visivelmente graves, a sua coibição implica, necessariamente, na melhoria da vida das crianças e dos adolescentes, impactando, também, nos valores e comportamentos dessas pessoas ainda em formação. E no final, o próprio Estado acaba sendo beneficiado quando, por exemplo, ao invés de gastar seu orçamento de saúde pública em tratamentos médicos decorrentes da obesidade infantil, nas ações sociais para contenção da delinqüência, da gravidez precoce, da drogadição e da disseminação de doenças, pode destinar essa verba para outras necessidades.
Problema
A idéia é fazer com que todos os atores sociais se sensibilizem e se responsabilizem pela promoção de uma infância plena. Gostaria que a sociedade percebesse a falta de ética na relação que estabelece com as crianças e que criasse novas formas de cuidar, se aproximar e formar as crianças. Por exemplo, as empresas de alimentos precisam fabricar produtos mais saudáveis para a infância, parar de promover produtos que não são saudáveis, ter rótulos e embalagens honestas e claras.
Para tanto, nós podemos dizer o que acreditamos, podemos pressioná-las com ações e com a mídia, mas também precisamos da sociedade pressionando para que as empresas terem um maior comprometimento com os consumidores e se inovarem, de leis boas, da academia embasando o que deve ou não ser feito.
Ações
As ações consistem em propagar a noção de que o consumo irresponsável e desenfreado pelo público infanto-juvenil é prejudicial ao seu desenvolvimento e de que o fim da publicidade infantil é imprescindível para assegurarmos um futuro melhor para as crianças. O projeto consiste basicamente em:
• Criar, através de um site da instituição que sedia o projeto (o novo está em fase de arte final), um canal interativo onde o público acesse às informações e notícias sobre o assunto e saiba como agir em relação aos abusos por parte do marketing infanto-juvenil.
• Fazer chegar ao conhecimento da população que a publicidade dirigida ao público infantil é maléfica e deveria ser proibida no país através de uma lei expressa, assim como a publicidade dirigida aos adolescentes deve ser mais responsável.
• Sensibilizar os formadores de opinião. Exemplificando: distribuímos uma explicação do projeto e o livro “Crianças do Consumo” para todas as universidades estaduais e federais, jornalistas de diversos estados, e outros formadores de opinião. Organizamos um Fórum Internacional sobre o assunto em 2006, que gerou boa discussão na mídia sobre o assunto e regras específicas do CONAR para regular publicidade voltada para crianças.
• Fazemos reuniões com personalidades para evitarem colocar seus personagens infantis ou darem seus testemunhos para influenciar a compra por parte de crianças.
Resultados
È um projeto para proteger os mais vulneráveis; cuidar dos bebês, das crianças e dos adolescentes fomentando hábitos mais saudáveis e passando valores mais humanos do que os valores agregados ao consumo que leva o prejuízo de sua saúde e / ou a do planeta. Neste sentido, é projeto de formação, de educação, não tendo assim, um fim, mas uma melhoria gradual e importância contínua.
De qualquer forma, dentro dessa melhora gradual da sociedade, sonho um país que não tenha marketing dirigido para crianças, seja na televisão ou numa embalagem de salgadinho, que não tenha meninas se espelhando no modelo de mulher objeto, uma nova geração que recicla lixo, que compra de forma consciente, que trabalha de maneira integrada (ser pai e ser empresário, por exemplo, serão experiências que partem dos mesmos valores).
Sonho um país que de fato faça valer o art. 227 de sua Constituição Federal que prioriza as crianças e adolescentes.
O que é essencial para que sua inovação seja bem sucedida nos próximos 3 anos?
É essencial que o trabalho seja realizado de forma coordenada e perante as diversas frentes em que tem atuado de forma concomitante. A redução do problema da obesidade infantil, por exemplo, que é uma das conseqüências da publicidade voltada ao público menor de 12 anos de idade e faz parte da discussão do consumo desenfreado de produtos, acontecerá se houver o fim da publicidade de alimentos com altos teores de sódio, gorduras saturadas, gorduras trans e açúcar, mas também se houver nas escolas a educação nutricional constante. Por isso trabalhamos estratégias de advocacy perante órgãos como a ANVISA e o Poder Legislativo, mas também atuamos nas escolas levando material informativo, fazendo palestras e divulgamos o jogo ‘Prato Certo’ por meio do site do Projeto Criança e Consumo.
Qual(is) seria(m) os obstáculos para a sua inovação?
O grande obstáculo para o Projeto Criança e Consumo e, especificamente, para a discussão que promove no âmbito da publicidade de alimentos voltada às crianças diz respeito à dificuldade de o setor alimentício brasileiro, bem como suas associações e conselhos entenderem que a limitação da publicidade ao público infantil é absolutamente necessária para se garantir uma infância saudável no país e que, conseqüentemente, isso garantirá o consumidor adulto de seus produtos. O mercado tem dificuldade de entender que se trata de uma mudança de paradigma e que eventual redução na sua lucratividade será momentânea porquanto terá condições de se reinventar e destinar suas publicidades ao público maior de 12 anos de idade. Isso sem falar que essa limitação contribuirá para que o setor alimentício desenvolva produtos mais saudáveis e utilize técnicas de produção mais sustentáveis para se adaptar às necessidades da sociedade atual.
Quantas pessoas, por ano, são beneficiadas pelo sua inovação?
Mais de 10,000
Qual é a renda familiar média da comunidade que a sua inovação beneficia, em U$?
Não sei
A sua inovação influencia políticas públicas?
Sim
Sustentabilidade
Em que fase está a sua inovação?
Em execução entre 1-5 anos
Sua organização é
OSC/ONG
Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?
Sim
Se "Sim", nome da organização
Instituto Alana
Há quanto tempo foi fundada a sua organização?
Há mais de 5 anos
Sua organização possui Diretoria ou Conselho Consultivo?
Sim
Sua organização possui alguma parceria não financeira com organizações sociais?
Sim
Sua organização possui alguma parceria não financeira com empresas?
Não
Sua organização possui alguma parceria não financeira com o governo?
Sim
Conte-nos mais por que as parcerias acima são essenciais para a execução ou desenvolvimento da sua inovação
Os Parceiros do Projeto trabalham questões ligadas ao tema tais como: ONGs de proteção do consumidor adulto (ex. IDEC e PROTESTE); de proteção da infância na mídia (ex. ANDI); de proteção à prática de amamentação (ex.: www.aleitamento.org.br); de defesa da paz e não violência (ex. www.soudapaz.org); de defesa da cidadania perante a programação televisiva (ex. TVer e Ética na TV) de direitos humanos (ex. CONECTAS), dentre outras. Com essas organizações são trocadas informações, realizados eventos, cursos e seminários, bem como projetos de trabalho conjunto a exemplo do projeto a ser efetivado com o IDEC sobre pesquisa de mercado relativa a embalagens de produtos alimentícios não saudáveis dirigidos às crianças.
Quais são as três ações mais relevantes e necessárias para o crescimento da sua inovação ou organização?
-Ter o jogo Prato Certo refeito, o que demanda uma verba muito maior do que foi usada para fazê-lo como está, para ser mais atrativo para crianças e adolescentes;
-Fazer uma campanha propositiva (propaganda social) de alimentação saudável de maneira criativa para ser veiculada na mídia;
-Ter uma pesquisa nacional sobre o impacto da retirada da publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis na diminuição dos índices de obesidade e sobre-peso infantil no país e o quanto isso seria de economia para os gastos da saúde pública.
A história
Em que momento decidiu criar/liderar esta inovação? Conte-nos a sua história
Ao longo da minha trajetória, quando iniciei meu trabalho com famílias de um nivel socio-economico baixo, no projeto do Jardim Pantanal e do Vera Cruz, ficava a cada dia mais assustada com o impacto da mídia e da publicidade na vida das pessoas e em especial, das crianças.
Trabalhando diariamente no “Jardim Pantanal”, coletei inumeros exemplos perversos do consumismo infantil, como crianças que não saíam de casa sem passar batom, meninos que participavam do tráfico de drogas para poder comprar determinado tênis ou perceber que a maioria das meninas eram “loiras”.
Nos grupos focais que realizei com adolescentes e jovens do “Jardim Pantanal” para o meu mestrado, escutei que a maioria ficava mais tempo na televisão do que na escola ou convivendo com a família. Diziam que sabiam que eram influenciados pelos comerciais, mas não tinham controle na hora da compra, pois queriam mostrar para os outros que podiam ter o que era anunciado na televisão.
A influência da mídia e em especial do marketing atinge todas as crianças. Observei este mesmo problema na escola publica e na particular. Trabalhei com crianças que preferiam, por exemplo, ficar em casa a sair de férias por medo de ficar longe do vídeo-game e da televisão, ou ainda, que sentiam vergonha de sair num carro velho.
O que me move é a certeza de ser imprescindível uma mudança de valores na nossa sociedade, para tentar, banir de vez a publicidade infantil, e aos poucos, tirar as crianças das telas – da semi-hipnose e apatia - para praticar mais esportes, ter uma alimentação saudável, conviver mais com a família e com os amigos, estar em contato com a natureza, ler e brincar mais.
Em 2005 iniciei o Projeto Criança e Consumo com o objetivo de trazer para o debate e agenda social do país o problema urgente do consumismo na infância e a discussão sobre os efeitos nocivos da publicidade dirigida às crianças no desenvolvimento infantil. Em função do outro projeto que coordeno (Espaço Alana) e que atende uma comunidade carente no Jardim Pantanal, no bairro de São Miguel Paulista em São Paulo, pude observar o quanto as crianças de lá estavam sofrendo e trazendo desarmonia a seus lares em função do assédio da publicidade e da comunicação de mercado dirigida a elas incessantemente Era comum ver cestas básicas sendo trocadas por brinquedo que eram desejados e desprezados em questão de dias. Na mesma época esse assunto estava começando a ganhar força também nos EUA então fui até lá e filiei o Instituto Alana para fazer parte dessa rede de trabalho.
Em março de 2006 realizamos o I Forum Internacional Criança e Consumo trazendo especialistas no assunto do exterior e pessoas que já tinham discutido o assunto em teses, livros ou projetos de lei. O assunto começou então a ser debatido e ganhou vários adeptos, assim como grande espaço na mídia o que foi muito importante para infância brasileira, pois até 2005 o assunto praticamente não estava em pauta no Brasil.
A idéia do Projeto Criança e Consumo é não só nova como inovadora porque não há, no Brasil, nenhuma outra organização que tenha como foco de atuação estudar e trabalhar a questão do consumo especificamente na infância e na adolescência, divulgando e debatendo questões relacionadas ao consumismo nessa fase de vida, apontando meios e desenvolvendo ações efetivas para minimizar e prevenir os prejuízos decorrentes do marketing voltado para o púbico infanto-juvenil.
Conte-nos a biografia do(a) inovador(a) social que criou ou lidera esta inovação
Desde muito nova sabia que queria trabalhar com educação. Para isto, fiz Pedagogia na PUC-SP, um semestre de Psicologia nos Estados Unidos e uma especialização com habilitação para Normal, de dois anos, no Centro de Estudos da Escola Vera Cruz e cursos curtos na Argentina e Espanha. Durante esse tempo, também trabalhei como professora em escolas públicas e particulares no Ensino Infantil e no Fundamental e, ainda, como voluntária em organizações sem fins lucrativos. Simultaneamente, em 1994, iniciei com meu irmão a formação do Instituto Alana, que tinha como objetivo o desenvolvimento de projetos sociais, educativos e culturais. Na época, o foco era apenas o desenvolvimento da comunidade “Jardim Pantanal”, na periferia de São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo. Participava apenas das reuniões quinzenais.
Em 2001, decidi me dedicar exclusivamente ao Terceiro Setor. Apesar de todos dizerem que o conhecimento adquirido na minha experiência em escolas poderia ser proveitoso para o trabalho educacional no projeto social, na prática, eu o sentia como uma via distinta e até distante. Por quê? Ir atrás de órgãos governamentais para a legalização e urbanização da área ocupada, alfabetizar adultos, ajudar na formação de “mães crecheiras”, formar lideranças comunitárias, assegurar a organização de mutirões para a construção de um local para desenvolver atividades, entre outras demandas, tudo isso era diferente da preocupação com a didática e, principalmente, com as aulas para crianças de classe média e alta. Percebi que precisava procurar referenciais mais específicos para organizações do Terceiro Setor.
Também insistia na idéia de dinamizar minha formação administrativa para organizar uma gestão eficiente e eficaz no projeto social. Por este motivo, voltei para o curso de Administração de Empresas, que tinha abandonado, e fiz uma Pós-Graduação em Administração do Terceiro Setor, na FGV.
Meu desejo de segurança quanto as minhas escolhas e ao meu conhecimento me fez decidir a fazer meu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Educação da PUC-SP.
Visitei várias associações e fundações, tanto no Brasil como no exterior. Apesar da existência de outras possibilidades de trabalho, resolvi começar por uma “pendência”: Assumi a gestão da associação sem fins lucrativos que tinha iniciado no “Jardim Pantanal”. Em 2001 e 2002, também coordenei à noite no Ilha de Vera Cruz, uma associação sem fins lucrativos que oferece educação de Jovens e Adultos.
Como soube do Changemakers?
Boletim ou email do Changemakers/Ashoka
Se for de alguma outra fonte de informação, por favor, mencione o nome da organização ou da pessoa que indicou o Changemakers
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