V.I.D.A.: VIOLÊNCIA INTERROMPIDA - DIREITO E AÇÃO

O projeto V.I.D.A é uma ação ampla que garante mecanismos de fortalecimento das mulheres para romperem com o ciclo da violência e, ao mesmo tempo, intervir junto aos homens para que se responsabilizem pelos atos violentos cometidos. Através de uma ação conjunta e articulada com as instâncias judiciais propicia-se: melhor entendimento às mulheres sobre os trâmites legais fornecendo-se atendimento sistemático através de intervenções grupais; maior controle e comprometimento dos homens que cometeram atos violentos através de audiências coletivas e inclusão em grupos reflexivos de gênereo; multiplicação das ações propostas através dos Fóruns itinerantes nas cidades mineiras.

A maior inovação do projeto é atuar de forma integral (mulher, homem e família), garantindo ações que potencializam a segurança e o fortalecimento das mulheres que buscam as instâncias judiciais para denunciar situações de violência.

Sobre você

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1) Sobre você

Primeiro nome

Instituto

Sobrenome

Albam

Página na internet

Organização

Instituto Albam

País

Brazil, MG

2) Sobre a sua organização

Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?

Sim

Nome da organização

Instituto Albam

Página da organização na internet

Telefone da organização

+55 31 3222-9113

Endereço da organização

Rua Ceará 1111 - sala 04. Funcionários

País da organização

Brazil, MG

Sua organização é

OSC/ONG

Há quanto tempo foi fundada a sua organização?

Há mais de 5 anos

Sobre a sua ideia

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Título da sua inovação

V.I.D.A.: VIOLÊNCIA INTERROMPIDA - DIREITO E AÇÃO

Em que fase está a sua inovação?

Em execução entre 1-5 anos

Quando o projeto teve início ou para quando está previsto que inicie?

O projeto vem sendo aprimorado desde 2005, quando foi iniciado no Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte, ainda no contexto da legislação vigente à época. Ressaltando-se que a contar da vigência da Lei 11.340-06 (Maria da Penha), tal projeto foi adaptado ao novo tratamento legal, e articulado junto à Promotoria Especializada na Defesa da Mulher de Belo Horizonte, que passou a manter em seu espaço físico de funcionamento grupos permanentes destinados às vítimas, para fortalecimento das mesmas, no sentido do enfrentamento pessoal e coletivo da violência em que se encontravam inseridas.

Descreva a sua ideia e explique o que a torna inovadora

O projeto V.I.D.A é uma ação ampla que garante mecanismos de fortalecimento das mulheres para romperem com o ciclo da violência e, ao mesmo tempo, intervir junto aos homens para que se responsabilizem pelos atos violentos cometidos. Através de uma ação conjunta e articulada com as instâncias judiciais propicia-se: melhor entendimento às mulheres sobre os trâmites legais fornecendo-se atendimento sistemático através de intervenções grupais; maior controle e comprometimento dos homens que cometeram atos violentos através de audiências coletivas e inclusão em grupos reflexivos de gênereo; multiplicação das ações propostas através dos Fóruns itinerantes nas cidades mineiras.
A maior inovação do projeto é atuar de forma integral (mulher, homem e família), garantindo ações que potencializam a segurança e o fortalecimento das mulheres que buscam as instâncias judiciais para denunciar situações de violência.

A qual tipo de público se destina a sua iniciativa?

Mulheres, Meninas, Jovens, Sociedade em geral.

Descreva o perfil do público alvo do projeto.

O público alvo do V.I.D.A. é composto por mulheres vítimas de violência doméstica e homens que praticaram atos de violência contra mulheres. O projeto já atendeu cerca de 615 mulheres e 590 homens desde sua implantação. Em média, o projeto atende 240 novos casos ao ano.

Qual é a estratégia de implementação da sua iniciativa?

O projeto é fruto de ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, desenvolvida desde 2005 em parceria com diversos segmentos públicos. Naquela época se traduzia numa transação penal, na qual o agressor se via inserido num sistema de grupos, de conteúdo responsabilizante, e por isso se diferenciava das banalizações da violência (cestas básicas). Com o advento da legislação em vigor (lei 11.340/06), este projeto ganhou maior projeção, visto que, também, passou a preocupar-se com o atendimento à vítima, criando-se, destarte, mecanismos cuja principal função tem sido informar, orientar e garantir ações que promovam a segurança das mulheres em situação de risco pessoa.

Qual, na sua opinião, é a principal dificuldade ou barreira enfrentada em relação a essa temática?

As principais dificuldades encontradas foram, e têm sido, os fatores de ordem financeira, que são os maiores dificultadores para a implementação e sustentabilidade da presente prática.

Quais tipos de instituições você tem ou prevê ter parcerias estratégicas para o desenvolvimento da sua iniciativa? Indique todas as opções correspondentes.

Entidades públicas, Organismos internacionais, Organizações Não Governamentais, Universidades, Escolas, Outros.

Descreva com quem você já construiu parcerias e de que forma.

O Instituto Albam faz parte da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do Estado de Minas Gerais, do Fórum da Juventude, da Rede Feminista de Saúde – Direitos Sexuais e Reprodutivos, é membro consultivo do Conselho Municipal da Mulher e membro da Câmara Técnica do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres compondo, assim, articulações estratégicas na sociedade.
São parceiros diretos do Albam: a Superintendência de Prevenção à Criminalidade da Secretaria Estadual de Defesa Social, o Programa Ceapa - Central de Apoio e Acompanhamento e Medidas Alternativas, o Programa Mediação de Conflitos, a Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, o Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte, a Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, as Subsecretaria de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE) e a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres (CEPAM), também da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social.
Na área acadêmica mantém convênio e parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade Federal de Santa Catarina, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a Universidade Complutense de Madri e a Universidade de Girona, recebendo estagiários para intercâmbio na área de Gênero e Desenvolvimento.

Quais são os principais resultados até o momento e/ou quais resultados você espera criar com essa iniciativa?

A curto prazo percebeu-se a melhoria imediata na abordagem, encaminhamento e seguimento do público que procurava a Promotoria Especializada Especializada da Mulher. A médio prazo, constatou-se que ocorreu uma melhoria nas políticas públicas disponíveis, uma vez que, a partir da introdução desta nova metodologia conferiu-se eficácia e mudança na rotina do atendimento à mulher vitimizada. Por fim, vem acontecendo o fortalecimento das das mulheres que tramitam no ambiente hostil, que é o próprio sistema de justiça, que por vezes representa um obstáculo independente para o enfrentamento da violência a que a mulher se encontra inserida.
Como viés natural, percebeu a necessidade de se criar um espaço próprio para atenção às crianças que acompanham as vítimas, de sorte a preservar a unidade familiar. Neste sentido, foi elaborado e executado concomitantemente ao programa de grupos uma ação destinada ao atendimento do público infantil.

Qual você acredita ser o principal impacto que a sua iniciativa poderá gerar?

O Projeto V.I.D.A. - Violência Interrompida - Direito e Ação, oferece às vítimas de violência doméstica um sistema imediato de apoio ao uso de mecanismos garantidores da Lei Maria da Penha, a fim de que estas prossigam no sistema judicial de forma segura e se estruturem, a partir de subsídios emocionais e jurídicos, facilitadores do rompimento do ciclo de violência. A inclusão dos homens na prática ora exposta se dá por meio de TAC (termo de ajustamento de conduta) cujo objetivo é incluí-los nos grupos, no sentido de conscientizá-los pelos atos violentos cometidos e, simultaneamente, criando um entorno de segurança para as vítimas, visto que eles são monitorados pelo programa.
O impacto gerado pelo programa é extremamente bem sucedido, com baixas taxas de reincidência dos agressores e melhoria da qualidade de vida das vítimas e seus núcleos familiares.