Unidade de saude parceira do pai

Trata-se de uma iniciativa que visa sensibilizar as unidades de saúde para que, gradativamente, ampliem as oportunidades de envolvimento dos homens/pais. Baseia-se num conjunto de 10 recomendações que abrangem diferentes aspectos: capacitação, acolhimento, inclusão nas rotinas do serviço, estrutura física, horários, ações educativas, rede social. Parte do princípio que a participação ativa do pai contribui para a promoção da saúde e do bem estar da parceira, dos filhos e do próprio homem. Além disso, reconhece o papel fundamental dos serviços de saúde no apoio à família e na formação de um novo modelo de pai, mais afetuoso e participativo. Esta iniciativa vem sendo implantada gradativamente na rede pública de saúde da cidade do Rio de Janeiro. Este ano, está sendo lançada uma publicação que será trabalhada através de oficinas de reflexão e troca de experiências.

Sobre você

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Sobre você

Primeiro nome

Viviane

Sobrenome

Branco

Organização

Secretaria Municipal de Saude e Defesa Civil do Rio de Janeiro

País

Brazil, RJ

Você tem entre 18 e 35 anos e gostaria de se inscrever para um programa internacional de nove meses de duração - Programa jovens líderes - com mentoria de um empreendedor social da Ashoka?

Não

Sobre sua organização

Nome da organização

Secretaria Municipal de Saude e Defesa Civil do Rio de Janeiro

Telefone da organização

5521 22737398

Endereço da organização

R Afonso Cavalcanti 455/804, Rio de Janeiro-RJ, 20211-901, Brasil

País da organização

Brazil, RJ

Sua ideia

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Name Your Project

Unidade de saude parceira do pai

País onde se dará o foco de atuação

Brazil

Describe Your Idea

Trata-se de uma iniciativa que visa sensibilizar as unidades de saúde para que, gradativamente, ampliem as oportunidades de envolvimento dos homens/pais. Baseia-se num conjunto de 10 recomendações que abrangem diferentes aspectos: capacitação, acolhimento, inclusão nas rotinas do serviço, estrutura física, horários, ações educativas, rede social. Parte do princípio que a participação ativa do pai contribui para a promoção da saúde e do bem estar da parceira, dos filhos e do próprio homem. Além disso, reconhece o papel fundamental dos serviços de saúde no apoio à família e na formação de um novo modelo de pai, mais afetuoso e participativo. Esta iniciativa vem sendo implantada gradativamente na rede pública de saúde da cidade do Rio de Janeiro. Este ano, está sendo lançada uma publicação que será trabalhada através de oficinas de reflexão e troca de experiências.

Inovação

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Por que a ideia é única e qual o diferencial em relação aos demais projetos do mesmo campo de atuação?

Trata-se de uma politica pública e esta integrada as atividades do Comitê Vida, que criou o Movimento pela Valorização da Paternidade e desde 2002 vem desenvolvendo iniciativas voltadas para esta questão. Este comitê envolve diferentes secretarias municipais (saúde, educação, esportes e lazer, Assistência Social, entre outras), ONG e universidades.
A rede municipal do Rio de Janeiro é enorme, com mais de 150 unidades e está em expansão através da ampliação da Estratégia Saúde da Família. Uma diretriz que gradativamente modifique as rotinas destes serviços terá um grande impacto na qualidade de vida das famílias.

A sua inovação é patenteada?

Não

Impacto

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Quais foram os impactos obtidos até o momento?

Existe uma grande resistência dos serviços de saúde, tradicionalmente chamados "materno-infantis" em incluir os homens, mas gradativamente tem se percebido maior envolvimento dos pais nas atividades de pre natal e parto, nas enfermarias, nas consultas pediátricas. Alem disso esta temática vem sendo incorporada em diversos treinamentos realizados pela Secretaria, tanto no nível central quanto regional e local.

Problema

A família mudou. Homens e mulheres estão sendo levados a repensar seu papel em busca de maior simetria nos trabalhos com a casa e os filhos. No entanto os homens têm poucas oportunidades de receber informações e trocar experiências sobre o cuidado com os filhos. Como praticamente todas as famílias tem contato com o serviço de saúde este e um local estratégico para acolher os homens, validar e ampliar sua capacidade de cuidado.

Ações

Elaboração, com a participação de diferentes setores da sociedade e de representantes de diversas unidades de saúde, de um conjunto de 10 recomendações para tornar as unidades de saúde parceiras do pai.
Divulgação das recomendações para as unidades de saúde através do e-mail institucional, publicações (ver em www.saude.rio.rj.gov.br/paternidade) e eventos
Mobilização das unidades de saúde e parceiros no Mês de Valorização da paternidade (instituído oficialmente na cidade através de decreto municipal)
Lançamento do boletim Circulador com experiencias de inclusão dos homens nos serviços de saúde, educacao e esportes
Realização de seminários, e outras atividades de educação permanente
Lançamento da publicação Unidade de Saúde Parceira do Pai
Site
Oficinas regionais (proposta para 2010)

Approximately 150 words left (1200 characters).

Resultados

As gerências da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (Programas da Mulher, Criança e Adolescente, Programa de DST/Aids, etc.) têm incorporado a discussão sobre a inserção dos homens na abordagem de diferentes temas, em especial: prevenção da transmissão vertical da Aids, sífilis congênita, prevenção da violência infrafamiliar, aleitamento materno,desnutrição, acompanhante no parto,paternidade adolescente, entre outros.
Observa-se gradativamente maior interesse das unidades de saúde em discutir o tema, que se reflete no aproveitamento de oportunidades como as campanha de vacinação, Dia B do Bolsa Família, entre outros para incluir mais os homens e debater o tema da paternidade

O que é essencial para que sua inovação seja bem sucedida nos próximos 3 anos?

Fazer as oficinas regionais porque a inclusão dos pais envolve uma mudança de postura e uma reflexão sobre a historia pessoal dos profissionais, aspectos que precisam ser trabalhados com cuidado em atividades presenciais e participativas.
Além disso, estreitar as relações com a comunidade e o empresariado para fortalecer o controle social, captar recursos e incorporar novos parceiros.

Qual(is) seria(m) os obstáculos para a sua inovação?

Resistência institucional, sobretudo com relação a presença do acompanhante no momento do parto. Alem disso é importante manter aceso o debate porque uma mudança tão significativa precisa de incentivo constante.

Approximately 250 words left (2000 characters).

Quantas pessoas, por ano, são beneficiadas pelo sua inovação?

1001‐10,000

Qual é a renda familiar média da comunidade que a sua inovação beneficia, em U$?

$100 ‐ 1000

A sua inovação influencia políticas públicas?

Sim

Sustentabilidade

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Em que fase está a sua inovação?

Em execução por mais de 5 anos

Sua organização é

Governamental

Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?

Sim

Se "Sim", nome da organização

Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro

Há quanto tempo foi fundada a sua organização?

Há mais de 5 anos

Sua organização possui Diretoria ou Conselho Consultivo?

Sim

Sua organização possui alguma parceria não financeira com organizações sociais?

Sim

Sua organização possui alguma parceria não financeira com empresas?

Sim

Sua organização possui alguma parceria não financeira com o governo?

Conte-nos mais por que as parcerias acima são essenciais para a execução ou desenvolvimento da sua inovação

Esta iniciativa é um desdobramento das atividades do atual Comitê Vida (antiga Macrofunção Vida). Este comitê é aberto a participação de qualquer interessado e portanto, tem uma presença flutuante. Os parceiros mais frequentes são:
secretarias e instituições municipais:
Saúde, Educação, Esportes e Lazer, Assistência Social, Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Gênero (antigo Rio Mulher), MultiRio.
outras parcerias:
Maternidade Escola da UFRJ,Escola de Serviço Social da UFRJ Instituto NOOS, Instituto Promundo

Especificamente para a iniciativa Unidade de Saúde Parceira do Pai, a parceria mais importante é a da Maternidade Escola da UFRJ.
Todos os parceiros do Comitê Vida são fundamentais para enriquecer o debate, ampliar o espectro das atividades, trazer novas ideias, trocar experiências e recursos, qualificar tecnicamente, aproximar as propostas das necessidades da população e dar legitimidade às ações.

Quais são as três ações mais relevantes e necessárias para o crescimento da sua inovação ou organização?

Oficinas de sensibilização dos gestores e profissionais
Supervisão e apoio técnico aos profissionais
Mobilização dos próprios pais para fortalecer o controle social

A história

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Em que momento decidiu criar/liderar esta inovação? Conte-nos a sua história

A Macrofunção Vida foi criada pelo prefeito em 2001 com o objetivo de trabalhar o planejamento familiar e a gravidez na adolescência. Era um grupo de trabalho composto por representantes de diferentes instituições municipais. Quando eu assumi a coordenação do grupo em 2002, sugeri mudar o foco para trabalhar homens, masculinidades, saúde e direitos reprodutivos, por reconhecer a lacuna nas políticas públicas com relação a este tema, bem como por entender que este investimento teria um impacto na saúde das mulheres, crianças, adolescentes, dos próprios homens e da sociedade de forma geral. Abri então o grupo a participação de ONG, universidades, etc, o que trouxe mais qualidade ao debate. Em 2002 criamos a Semana de valorização da paternidade e em 2004 o Mês de valorização da paternidade. Neste período,em agosto, incentivamos as diferentes instituições a promoverem atividades de integração pais e filhos e a ampliar o debate sobre a paternidade nos dias atuais. Para evitar que as atividades se restringissem a eventos em agosto, posteriormente foram criados os 10 Passos para ampliar a participação do pai nas políticas públicas. Como desdobramento desta iniciativa, criamos para o setor saúde 10 recomendações para tornar a unidade de saúde parceira do pai.

Conte-nos a biografia do(a) inovador(a) social que criou ou lidera esta inovação

Viviane Manso Castello Branco é pediatra, formada pela UFRJ em 1979, com mestrado em Saúde Coletiva. Trabalhou inicialmente com acompanhamento de bebês, crianças e adolescentes. Foi quando atendia bebês que percebeu a relevância do pai na promoção da saúde das crianças e no apoio às mulheres, bem como o despreparo dos profissionais de saúde para lidar com os homens. Foi gerente do Programa do Adolescente na Sec. Mun. Saúde do Rio de Janeiro por quatorze anos, assessora de Promoção de Saúde por quatro anos e atualmente é coordenadora de Políticas e Ações Intersetoriais. Foi conselheira municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente por dez anos e diretora da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro por nove anos. Implantou diferentes projetos inovadores no Rio de Janeiro como o Projeto Vista essa Camisinha, a ficha de notificação contra crianças e adolescentes (a primeira do Brasil, segundo o CLAVES/Fiocruz), os Adolescentros Paulo Freire e Augusto Boal, a Rede de Adolescentes Promotores da Saúde -RAP da Saúde, a série de postais Colecione Saúde,o Mês de valorização da Paternidade, entre outros. Tem atuado como consultora do Ministério da Saúde, OPAS, OMS, Unicef em diferentes projetos. É professora de Medicina Social na Escola de Medicina Souza Marques e da Pós Graduação em saúde da família da Universidade Castelo Branco. Tem 2 filhos: Tatiana e Eduardo.

Como soube do Changemakers?

Outro

Se for de alguma outra fonte de informação, por favor, mencione o nome da organização ou da pessoa que indicou o Changemakers

Instituto Promundo