Grafiteiras Pela Lei Maria da Penha
O projeto pretende usar o graffiti como ferramenta para divulgar a nova lei brasileira contra violência doméstica nas comunidades do Rio de Janeiro além de estimular este tipo de arte entre as mulheres.
Sobre você
1) Sobre você
Primeiro nome
Panmela
Sobrenome
Castro
Página na internet
Organização
País
2) Sobre a sua organização
Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?
Sim
Nome da organização
Rede Nami
Página da organização na internet
Telefone da organização
Endereço da organização
País da organização
Brazil, RJ
Sua organização é
Não registrada
Há quanto tempo foi fundada a sua organização?
Há 1-5 anos
Sobre a sua ideia
Título da sua inovação
Grafiteiras Pela Lei Maria da Penha
Em que fase está a sua inovação?
Em execução entre 1-5 anos
Quando o projeto teve início ou para quando está previsto que inicie?
O projeto aconteceu de forma pontual durante 6 meses em 2008 e com o seu sucesso e os diversos convites que recebíamos continuamos com ações independentes. Para isso usamos uma metodologia considerada inovadora com o diálogo dinâmico e fácil de jovem para jovem.
Descreva a sua ideia e explique o que a torna inovadora
O projeto pretende usar o graffiti como ferramenta para divulgar a nova lei brasileira contra violência doméstica nas comunidades do Rio de Janeiro além de estimular este tipo de arte entre as mulheres.
A qual tipo de público se destina a sua iniciativa?
Mulheres, Jovens, Sociedade em geral, Meios de Comunicação.
Descreva o perfil do público alvo do projeto.
Sabendo-se que a problemática da violência doméstica emgloba todo tipo de classe social, lugar e raça, o projeto tem em vista dois grupos de mulheres:
1. Artistas urbanas que recebem capacitação em direitos humanos e sobre a lei e que são estimuladas em sua produção criando visibilidade para seus trabalhos.
2. Mulheres que necessitam entender e conhecer seus direitos para não serem violentadas e agredidas física e psicológicamente.
Qual é a estratégia de implementação da sua iniciativa?
Em um primeiro momento, uma especilista capacita jovens artistas urbanas na lei Maria da Penha, que é uma lei brasileira contra a violência doméstica muito nova e que necessita muita divulgação e conhecimento, mesmo entre os policiais. Jovens em geral consideram direitos e leis assuntos distantes da sua realidade, e muitas vezes, desenteressantes. Para atrair a atenção das jovens, convidamos-as a participar de uma oficina de graffiti com o tema da Lei e assim conquistamos o interesse das meninas. No primeiro dia da oficina, a especialista na lei promove uma conversa entre as grafiteiras e as meninas das comunidades orientando-as sobre a lei e fazendo-as refletir sobre sua posição em nossa sociedade. No segundo dia, as meninas que participaram da capacitação pintam um mural em sua comunidade com a temática discutida no dia anterior. Assim este muro se torna uma nova ferramenta de multiplicação da lei, uma vez que as meninas tornam-se promotoras da lei multiplicando o seu aprendizado através das história da pintura do muro e suas imagens com os demais integrantes de sua comunidade.
Além de falar sobre a lei, o projeto estimulou o desenvolvimento e ampliou o número de artistas ativistas uma vez que a mulher não é estimulada a participar do ambiente público, principalmente na convivência com a rua, como é necessário para este tipo de artista.
Com a visibilidade criada pelas artistas do projeto, o assunto é colocado em pauta na mídia criando um estímulo para pensar novas políticas públicas destinadas as artes e aos direitos da mulher.
Qual, na sua opinião, é a principal dificuldade ou barreira enfrentada em relação a essa temática?
A dificuldade de se aplicar uma lei, uma vez que as mulheres não conhecem seus direitos e os policiais não conhecem totalmente na lei e suas ferramentas de proteção além de encontrar o obstáculo culturais em relação aos seus valores criados em nossa sociedade machista e patriarcal.
Quais tipos de instituições você tem ou prevê ter parcerias estratégicas para o desenvolvimento da sua iniciativa? Indique todas as opções correspondentes.
Entidades públicas, Organizações Não Governamentais, Escolas, Outros.
Descreva com quem você já construiu parcerias e de que forma.
Em seu primeiro momento, o projeto foi financiado e orientado pela ONG Fase e executado pela ONG Comcausa. Para desenvolver o projeto contamos com a parceria com diversas redes como a Rede das Graffiteiras BR. O projeto foi aplicado em escolas e centro de mulheres em geral. Hoje para manter ações independentes, continuamos com parceira com diversos tipos de organizações.
Quais são os principais resultados até o momento e/ou quais resultados você espera criar com essa iniciativa?
Durante 2 anos de execução do projeto, conseguimos colocar em pauta na mídia a temática da lei e o trabalho das grafiteiras criando uma maior visibilidade para ambas. Multiplicamos a lei e suas ferramentas em diversas comunidades no Rio de Janeiro. Criamos a Rede Nami que funciona como uma associação de artistas urbanas capacitas em direitos humanos estimulando uma arte mais engajada na problemática da mulher. Dobramos o número de grafiteiras na cidade. Multiplicamos nossa metodologia com artistas de outros estados e países.
Qual você acredita ser o principal impacto que a sua iniciativa poderá gerar?
Transformar a maneira como as mulheres entendem seus direitos e percebem sua posição em nossa sociedade, contribuindo assim para um Brasil mais igualitário.
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