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“Parteiras Tradicionais: Inclusão e Qualidade da Assistência ao Parto e Nascimento Domiciliar no SUS”

O Projeto colabora para uma assistência segura, humanizada e que respeite as diversidades geográficas, sociais e étnico-culturais que envolvem parteiras tradicionais, indígenas e quilombolas (PT), agentes comunitários de saúde e demais profissionais da Estratégia Saúde da Família, incluindo dos Distritos Sanitários Indígenas, e destina-se a promover o fortalecimento do vínculo entre PT’s e serviços como estratégia para a promoção da saúde e redução da morbi-mortalidade materna e neonatal no Brasil.

Sobre você

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Sobre você

Primeiro nome

ana paula

Sobrenome

de andrade lima viana

Página na internet

Organização

Grupo Curumim Gestação e parto

País

Brazil, PE

Você tem entre 18 e 35 anos e gostaria de se inscrever para um programa internacional de nove meses de duração - Programa jovens líderes - com mentoria de um empreendedor social da Ashoka?

Não

Sobre sua organização

Nome da organização

Grupo Curumim Gestação e parto

Página da organização na internet

Telefone da organização

55 81 3427 2023

Endereço da organização

Rua Padre Capistrano118 Recife Pernambuco

País da organização

Brazil, PE

Sua ideia

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Name Your Project

“Parteiras Tradicionais: Inclusão e Qualidade da Assistência ao Parto e Nascimento Domiciliar no SUS”

País onde se dará o foco de atuação

Brazil

Describe Your Idea

O Projeto colabora para uma assistência segura, humanizada e que respeite as diversidades geográficas, sociais e étnico-culturais que envolvem parteiras tradicionais, indígenas e quilombolas (PT), agentes comunitários de saúde e demais profissionais da Estratégia Saúde da Família, incluindo dos Distritos Sanitários Indígenas, e destina-se a promover o fortalecimento do vínculo entre PT’s e serviços como estratégia para a promoção da saúde e redução da morbi-mortalidade materna e neonatal no Brasil.

Página na internet

Inovação

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Por que a ideia é única e qual o diferencial em relação aos demais projetos do mesmo campo de atuação?

Os índices de mortalidade materna e neonatal em nosso país ainda se encontram em patamares elevados. Tais indicadores configuram uma situação de violação dos direitos humanos de mulheres e crianças e um grave problema de saúde pública, que atinge desigualmente as regiões brasileiras, com maior prevalência entre populações vulneráreis. A diversidade socioeconômica, cultural e geográfica do País exige, a adoção de diferentes modelos de atenção integral à saúde da mulher e da criança e a implementação de políticas públicas que atendam às especificidades de cada realidade, procurando-se considerar o princípio da equidade e resgatar a dívida histórica existente em relação às mulheres e às crianças assistidas por parteiras tradicionais. O enfrentamento desses problemas exige o envolvimento e a articulação de diferentes esferas de governo, de organizações não-governamentais e de atores sociais na construção de diferentes estratégias e ações. Este é o diferencial deste projeto: não trabalhamos isoladamente com parteiras tradicionais em suas comunidades mas, principalmente integramos, através de metodologia participativa, diversos níveis de gestão do SUS, profissionais de diversas áreas, organizações não governamentais e principalmente as comunidades no processo de promoção da saúde e do resgate de saberes e praticas tradicionais, aliando aos conhecimentos e práticas cientificamente comprovadas para a melhor atenção à saúde da mulher e da criança.

A sua inovação é patenteada?

Não

Impacto

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Quais foram os impactos obtidos até o momento?

este projeto caracterizou se pela forte articulação com as gestões federais, estaduais e municipais de saúde. A partir de 2000, estamos colaborando com o Ministério da Saúde para a implementação desse trabalho em várias regiões e foram capacitadas, aproximadamente, 1.500
parteiras tradicionais e 1000 profissionais de saúde. o projeto foi nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato
Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Roraima e Tocantins e em 150 municípios.
Várias secretarias estaduais e municipais de saúde adquiriram e distribuíram kits
para as parteiras com materiais para a atenção ao parto domiciliar.
Entre tais secretarias se encontram as SES do Acre, do Amapá, de Alagoas, da Bahia, do Maranhão, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba e de Pernambuco e as SMS de Alvarães/AM, Iranduba/AM , Tefé/AM, Imperatriz e Alcântara/MA e Maceió/AL. A Funasa adquiriu kits para as parteiras do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga/GO e para as parteiras indígenas Xavantes/MT e Maxakalis/MG. Já Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), parceiro do Grupo Curumim, adquiriu kits para as parteiras do município de Tefé
e dos municípios que integram as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã (Alvarães, Uarini, Maraã, Fonte Boa, Juruá, Japurá), no estado do Amazonas.
Com base na experiência do município de Melgaço/PA, onde foram realizadas várias
capacitações para as parteiras tradicionais e profissionais de saúde, com monitoramento dos resultados, pode-se afirmar que tais iniciativas podem resultar no aumento dos encaminhamentos ao pré-natal, dos encaminhamentos oportunos nas situações de risco, bem como no incremento da notificação do parto domiciliar.

Problema

As parteiras tradicionais são o elo entre a comunidade e os serviços de saúde. Por isso, um dos principais problemas que solucionamos é a adesão da comunidade aos programas oficiais de saúde reprodutiva, materna e infantil, como o pré natal, vacinação, prevenção de câncer de colo, como exemplos. Além disso, se sentem mais seguras para diagnosticarem problemas com certa antecipação e encaminhar com segurança as mulheres e crianças. Outro ponto é a melhoria da comunicação e relacionamento entre essas lideranças comunitárias e gestores e profissionais da rede pública de saúde, fazendo com que alguns direitos das mulheres e bebês sejam garantidos como por exemplo: direito ao acompanhamento na hora do parto, das consultas pré natais, direito ao registro de nascimento (problema ainda grave no Brasil).
A parteira tradicional presta serviços de saúde que extrapolam o campo da saúde reprodutiva. Muitas vezes são elas que intercedem em casos de violência ou de ameaças de violência doméstica.

Ações

- Articulação com a comunidade
- Articulação com gestores dos diversos níveis
- Diagnóstico coletivo dos problemas
- Priorização dos principais problemas
- Planejamento das ações (recursos necessários, prazos, responsabilização)
- Monitoramento regular das ações empreendidas
- Participação nos espaços de controle social de políticas públicas
- Revisão dos materiais educativos e informativos existentes e criação de novos.

Resultados

- Maior número de parteiras em representações nas instâncias de controle social de políticas públicas de saúde
- Maior número de municípios com ações voltadas para a melhoria da qualidade do parto domiciliar assistidos por parteiras tradicionais
- Planos municipais e estaduais de saúde com inclusão do parto domiciliar entre as prioridades, quando for realidade da região
- Materiais educativos revisados e atualizados
- Materiais educativos e informativos feitos pelas comunidades tradicionais
- Melhor notificação do parto domiciliar no sistema de informação á saúde (DATASUS)
- Cadastramento estadual das Parteiras tradicionais nos estados
- Mais Municípios com experiência de vinculação das parteiras tradicoais em suas equipes de Estratégia de Saúde da Família.

O que é essencial para que sua inovação seja bem sucedida nos próximos 3 anos?

2010 – Avaliação dos estados participantes do programa (AP, AC, AM, AL, MG, TO, PE, PB, MA, PA, RR, BA no encontro naiconal) ate o fim do ano; formação das redes colaboradoras estaduais (PA< AM, PE, PB e RR) ações de continuidade nos estados que já realizaram seus planos de ação (AM, PA, PE, PB, RR); publicação de material para gestores (Diretrizes estratégicas para Parto Domicilia do Ministério da Saúde – 1ª. Parte); aprovação de Projeto de Lei na Camara de deputados para o reconhecimento do trabalho das parteiras tradicionais.
2011 – Publicação da 2ª.parte das Diretrizes Estratégicas para o Parto Domiciliar do Ministério da Saúde com orientações para municípios e estados; Realização d e pelo menos 5 capacitações de parteiras que ainda não realizaram nenhum curso da região norte e nordeste; Publicação de relatório de ação do período de 2000 a 2010.
2012 – Seminários estaduais e municipais; realização de pelo menos 5 cursos com gestores e profissionais de saúde sobre direitos á saúde relacionados ao parto e nascimento domiciliar.

Qual(is) seria(m) os obstáculos para a sua inovação?

Pouca adesão dos municípios e estados
Não publicação de documentos importantes por parte do Ministerio da Saúde que respaldam o trabalho.
Diminuição de recursos públicos para estas ações (não incorporadas aos planos de saúde)

Quantas pessoas, por ano, são beneficiadas pelo sua inovação?

101‐1000

Qual é a renda familiar média da comunidade que a sua inovação beneficia, em U$?

$50 - 100

A sua inovação influencia políticas públicas?

Sim

Sustentabilidade

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Em que fase está a sua inovação?

Em execução por mais de 5 anos

Sua organização é

OSC/ONG

Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?

Não

Se "Sim", nome da organização

Há quanto tempo foi fundada a sua organização?

Há mais de 5 anos

Sua organização possui Diretoria ou Conselho Consultivo?

Sim

Sua organização possui alguma parceria não financeira com organizações sociais?

Sua organização possui alguma parceria não financeira com empresas?

Não

Sua organização possui alguma parceria não financeira com o governo?

Sim

Conte-nos mais por que as parcerias acima são essenciais para a execução ou desenvolvimento da sua inovação

Nos 20 anos de atuação nesta área pudemos perceber que uma das grandes dificuldades é a falta de continuidade das ações, junto com a rotatividade de gestores e profissionais técnicos. Acreditamos que as parcerias com organizações afins, com órgãos governamentais e com empresas locais fazem a diferença para que essas dificuldades seja reduzidas.
Além disso, constatamos que o grande diferencial é o trabalho continuo na comunidade e para isso as forças locais são as alavancas para o enraizamento dos propósitos e para a continuidade de ações estratégicas.

Quais são as três ações mais relevantes e necessárias para o crescimento da sua inovação ou organização?

- Manutenção da articulação Política com movimentos organizados de mulheres, de profissionais de saúde, e de populações tradicionais e de Direitos Humanos
- Publicação de materiais e documentos específicos sobre o tema para divulgação e respaldo
- Dar visibilidade ao trabalho através de ações estratégicas de mídia

A história

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Em que momento decidiu criar/liderar esta inovação? Conte-nos a sua história

Os índices de mortalidade materna e neonatal em nosso País ainda se encontram em patamares elevados. Tais indicadores configuram uma situação de violação dos direitos humanos de mulheres e crianças e um grave problema de saúde pública, que atinge desigualmente as regiões brasileiras, com maior prevalência entre as mulheres e crianças das classes sociais com menor acesso aos bens e serviços.
No Brasil, embora a maioria dos partos ocorra em ambiente hospitalar, o parto e nascimento domiciliar assistidos por parteiras tradicionais é uma realidade, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo nas áreas rurais, ribeirinhas, de floresta, de difícil acesso e em populações tradicionais quilombolas e indígenas.
Contudo, por não ser ainda respeitada a diversidade étnico-cultural, e ainda não estar sendo incluído no SUS e nem mesmo ser reconhecido como uma ação de saúde que se desenvolve na comunidade, ocorre de forma precária e em situação de exclusão e isolamento, sem respaldo e apoio da rede de atenção integral à saúde da mulher e da criança. A grande maioria das parteiras tradicionais não recebe capacitação, não dispõe de materiais básicos para a assistência ao parto domiciliar e não é remunerada pelo seu trabalho.
Portanto, é um projeto que, articulado com diversas esferas governamentais (municipais, estadual e DSEI/FUNASA) e não governamentais (associações de mulheres indígenas, principalmente), destina-se a colaborar no desenvolvimento de ações para a efetivação de políticas locais, com a participação direta da população e que possa ser replicado em outras regiões do Brasil.
O Grupo Curumim sempre trabalhou articulado as iniciativas de grupos de mulheres e a partir de relatos e vivências de maus tratos, mal atendimento e de má qualidade da atenção obstétrica de muitas mulheres que fazem e fizeram o Grupo Curumim e parceiras, iniciamos o trabalho com parteiras por entender que elas são elementos importantes para que haja o exercício de cidadania de mulheres e crianças.

Conte-nos a biografia do(a) inovador(a) social que criou ou lidera esta inovação

Ana Paula de Andrade Lima Viana – Enfermeira, aprendeu com as parteiras uma nova obstetrícia. Com esse aprendizado tem disseminado saberes e práticas tradicionais para serviços e promovido a troca de saber e experiência colaborando com a humanização da assistência ao parto e nascimento no Brasil. Coordena o Programa Parteira do Grupo Curumim.

Como soube do Changemakers?

Boletim ou email do Changemakers/Ashoka

Se for de alguma outra fonte de informação, por favor, mencione o nome da organização ou da pessoa que indicou o Changemakers

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