Idea exChange

O ponto de conexão entre mídias sociais e inovações sociais

Coca-Cola dá mais vida? Sim.

Authored by:Changemakers Blogger

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Nota da editora: Este artigo foi escrito por Alison Craiglow Hockenberry, editora contribuidora do Changemakers® da Ashoka.

O slogan "Coca-Cola dá mais vida" está entre os mais fortes e memoráveis da história da publicidade. Simon Berry quer fazer com que ele seja também o mais verdadeiro.

Visionário por trás da ColaLife, Berry utiliza os poderosos canais de distribuição da Coca-Cola para entregar medicamentos nos lugares mais remotos do planeta e salvar vidas.
 
"A inovação na área da sobrevivência infantil é necessária porque, se continuarmos no ritmo atual de progresso, as taxas de mortalidade na África Subsaariana precisarão de 185 anos para poderem se equiparar aos níveis da Europa e dos Estados Unidos", disse Berry em conversa recente, conduzida pelo Changemakers da Ashoka, no “Google Hangout” sobre inovação em saúde.
 
ColaLife começou como uma ideia simples há quase 25 anos, quando Berry refletiu sobre o absurdo de a Coca-Cola estar disponível onde quer que fosse no mundo em desenvolvimento, enquanto que medicamentos básicos e baratos não estavam presentes. Uma em cada cinco crianças morriam de desidratação em lugares onde você poderia ter sempre uma Coca e um sorriso.
 
Em janeiro de 2012, o primeiro grande teste do “Aid Pod” ColaLife (que em breve será renomeado para ser culturalmente mais relevante) será realizado na Zâmbia. Esses kits antidiarréia são engenhosamente empacotados para transportar medicamentos nos espaços não utilizados dos engradados de garrafas de Coca Cola.
 
Como a ColaLife cresceu a partir de uma ideia brilhante de uma pessoa para uma colaboração público-privada poderosa que inclui grandes corporações, agências governamentais e empresários locais? Em parte, foi abrindo o processo para muita colaboração.
 
"A nossa abordagem tem sido a de sermos muito abertos e transparentes sobre o que fazemos, abertos de um jeito que permite que as pessoas nos transformem -  também para contribuir com suas próprias ideias", disse Berry. Ele passou por frustrações durante vários anos pela sua incapacidade de se conectar com os tomadores de decisão da Coca-Cola, experiência que o fez mudar de tática: ele lançou a ideia da ColaLife em seu blog e no Facebook e abraçou a abordagem "inovação aberta". 
 
"Nós colocamos o esqueleto do conceito ColaLife online cerca de três anos atrás e milhares de pessoas têm comentado e nos desafiado" , disse Berry. "Atraímos algumas das melhores cabeças do planeta em áreas da saúde pública e logística da saúde pública." Ele e sua parceira Jane Berry explicaram que sempre estiveram dispostos a aperfeiçoarem – e, às vezes, até rejeitarem -  suas próprias ideias para melhorar seu plano e evoluir com os seus objetivos.
 
A ideia agora decolou, ganhando atenção da grande mídia e, finalmente, o apoio da Coca-Cola, do governo da Zâmbia e de uma engarrafadora de bebidas importante em âmbito mundial, dentre outros. Uma fase experimental de seis meses começa em janeiro, período em que a equipe ColaLife continuará a ouvir sugestões de todos ao longo da cadeia de abastecimento - desde consumidores e varejistas até executivos e políticos - para fazer melhorias na iniciativa. 
 
A equipe já mudou os materiais utilizados na embalagem a pedido das mães, que preferem um recipiente reutilizável em vez da versão descartável biodegradável originalmente prototipada. Esse é apenas um dos muitos ajustes e mudanças que a ColaLife tem implementado ao longo do caminho. Entre os comentários que eles vão incorporar estão sugestões dos consumidores para dar um nome para os pacotes.

Esse é o caminho de como uma inovação acontece. A ColaLife foi recentemente anunciada como uma das vencedoras do desafio “Mais Saúde: melhorando a vida de pessoas, famílias e comunidades”. Os outros dois vencedores – a Unidos pela Visão e a Saúde Criança— também participaram da conversa no canal Google Hangout. Saiba mais sobre como esses inovadores pioneiros estão tornando realidade a ideia de serviços em cuidados de saúde mais disponíveis para mais pessoas todos os dias..

Há aqueles que argumentam que é problemático “carregar” produtos projetados para melhorar a saúde na sombra de um produto que teria efeitos nocivos à ela. Mas esses tipos de parcerias representam oportunidades inegáveis de fazer a diferença e estão acontecendo mais e mais.

Simon Berry está focado em seu objetivo de salvar vidas. Chegar lá através da parceria com a fabricante de bebidas, a segunda mais popular do mundo (depois da água), não é problemático, é imperativo. Além disso, diz ele, "a compra dos medicamentos não será vinculada à Coca-Cola de nenhuma forma, eles estão apenas usando o espaço Coca-Cola como canal de distribuição."”

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