Finanças Sociais - Comprovando que existe lucro em negócios sustentáveis e socialmente responsáveis

Áreas Temáticas

Contato para mais informações

Entrevista com líderes por região

Press releases

Imagens, galeria vídeo

Visão geral do Desafio G20: Financiamento para PMEs

Sobre os parceiros

 

Cobrindo as maiores iniciativas econômicas do G20 com foco em finanças sociais

Finanças sociais – conseguindo resultados social e financeiramente positivos– está no topo da lista no apoio às pequenas e médias empresas do mundo (PMEs). Aumentar as oportunidades que as PMEs têm de financiar o seu próprio crescimento e sucesso é, pela sua própria natureza, uma luta social benéfica: as PMEs são responsáveis pela maioria dos empregos criados e por grande parte do PIB mundial, tiram as pessoas da pobreza, fortalecem as comunidades e contribuem significativamente para a estabilidade econômica. É por isso que o G20, em parceria com o Changemakers da Ashoka, tem buscado as melhores ideias do mundo para retirar as barreiras para o financiamento das PMEs do mundo inteiro por meio do Desafio G-20 sobre finaciamento dePMEs.
 
O Desafio representou uma convocatória aberta para que o setor privado tenha a oportunidade de mostrar como, apesar dos setores bancário e financeiro relutarem em financiar as PMEs, investir em negócios pequenos que estão crescendo pode ser ao mesmo tempo um bom negócio e um bem para a sociedade. Organizações que trabalham com finanças sociais já estão provando que isso é possível. Os participantes do Desafio e inovadores que são membros da Ashoka e da comunidade Changemakers mostram soluções pioneiras e bem sucedidas de como aumentar o acesso das PMEs aos financiamentos em todo o mundo. Alguns deles serão selecionados como os vencedores do Desafio Financeiro PME, terão um encontro com o G20 na Coreia do Sul nos dias 11 e 12 de novembro e terão suas soluções financiadas em escala para lograrem impactos ainda maiores.
 
A seguir apresentamos algumas posições e entrevistas para uma cobertura única e interessante das finanças sociais para a Cúpula do G20 e além:

Fazer com que as decisões de investimento estejam nas mãos dos empreendedores – Processos de decisões coletivos entre os grupos de donos de negócios tem sido a chave para o sucesso das microfinanças, mas não é tipicamente aplicado no caso das PMEs. Isso tem mudado, e tem dado novos poderes aos empreendedores ao mesmo tempo em que também são reduzidos os preços de capital inicial para investidores.

  •  Exemplo: Inspirados pela metodologia de empréstimos usados pelos “bancos da vila” nas microfinanças onde grupos de microempreendedores decidem quem  entre eles recebe empréstimos, empreendedores que participam dos programas da Capital da Vila aprendem técnicas de empreendimento em um programa de apoio a iguais, e selecionam os grupos que já estão prontos para receber investimentos. Capital da Vila, um participante no Desafio Financeiro PME do G20, recentemente usou essa metodologia para investir em uma companhia de produção de sal chamada SABRAS em Gujarat, Índia, majoritariamente pertencente aos próprios trabalhadores. SABRAS instalou uma cooperativa que agora inclui 39 trabalhadores, aumentado o rendimento dos trabalhadores em 600% nos últimos três anos.
Desenvolvendo os mercados locais de capital – Identificar e apoiar gestores locais de fundos é uma maneira importante de fazer crescer o investimento no setor nos países em desenvolvimento, e de contribuir para o avanço dos objetivos e impactos sociais dos empreendedores.
 
  • Exemplo: A Parceria de Risco Jacana promove o investimento inicial e o conhecimento necessário para ajudar seus parceiros a crescerem, reduzindo o risco para investidores do setor público e privado, e maximizando o impacto social através da criação de empregos. Jacana, um dos participantes do Desafio G-20: financiamento para PMEs , tem trabalhado com seus gestores de fundos parceiros em Quênia para desenvolver um plano social de impacto detalhado com uma empresa local de mineração que inclui objetivos específicos de pagamento, condições de trabalho, saúde, segurança e questões ambientais. O gestor de fundos parceiro concordou em diminuir o custo efetivo da estrutura do financiamento quando a companhia financiada conseguir atingir os impactos sociais propostos.
Inovadores locais tendem a ser bons administradores de seus ambientes e comunidades – Para os investidores interessados nas finanças sociais, as PMEs são um atrativo natural: comumente elas são ambientalmente amigáveis e zelam pela justiça social por natureza uma vez que seus donos vivem, trabalham, empregam trabalhadores de suas comunidades.
 
  • Exemplo: A Aavishkaar Serviços de Gerenciamento de Riscos na Índia trabalha com entidades privadas e governamentais solicitando propostas de investimento para empresas que beneficiam as pessoas que vivem em ambientes rurais, economias da Índia e empresas que têm consciência social, são ambientalmente amigáveis e comercialmente viáveis. Seu fundador Vineet Rai, Empreendedor Social da Ashoka, tem provado que o espírito inovador do “fundo da pirâmide” é lucrativo em mais maneiras do que se pode esperar.
Encontrando e fazendo parcerias com investidores inexplorados – àqueles com um interesse potencial – Se a informalidade ou a falta de garantias financeiras das PMEs as tornam geralmente inelegíveis para os bancos tradicionais, uma opção é desenvolver produtos em instituições outras que bancos - instituições que se importem com o crescimento das PMEs.
 
  • Exemplo: A Empresa de Instalações Rurais do Leste Africano fez uma parceria com uma companhia que fabrica equipamentos rurais para criar produtos de empréstimos em longo prazo para uma parcela desprovida das PMEs: empresas rurais incapazes de conseguir financiamentos acessíveis para esses equipamentos. Essa é apenas uma de um grande número de maneiras iniciadas pela Empresa de Instalações Rurais do Leste Africano, um participante do Desafio G-20: financiamento de PMEs.
Combinando investimento financeiro de longo prazo com educação em negócios para empreendedores – Administrar um negócio – especialmente um que está a ponto de fazer o salto de uma empresa recém criada para uma PME – requer treinamento e habilidade. Conseguir essas habilidades pode ajudar significativamente quando se defende uma idéia frente a credores ou investidores em potencial.
 
  • Exemplo: As Parcerias Agora têm ambos: um fundo de risco que investe em PMEs nos países em desenvolvimento e um braço sem fins lucrativos que junta donos de pequenos negócios com estudantes de MBAs cujas  consultorias são oferecidas a preços acessíveis. Seu fundador Bem Powell é um Empreendedor Social da Ashoka e está investindo atualmente em PMEs na Nicarágua e em El Salvador, com planos de expansão na América Central.
Identificando ativos nas PMEs negligenciadas pelos bancos tradicionais - Muitos agricultores e produtores não têm as garantias que os bancos tipicamente requerem quando estão avaliando um empréstimo, efetivamente impedindo esses agricultores de terem acesso a empréstimos comerciais. Mas eles têm negligenciado os ativos que podem ser usados para alavancar financiamentos, especialmente para os investidores com uma visão de futuro.
 
  • Exemplo: Root Capital é um fundo de investimentos pioneiro que usa preços fixos em contratos futuros entre pequenos fornecedores de produtos e seus respectivos compradores como garantias dos empréstimos. Isso distribui os riscos e ajuda à Root Capital a fazer investimentos viáveis que estão servindo como modelos de sucesso que o fundador William Foote, um Empreendedor Social da Ashoka, espera serem emulados por bancos comerciais.

Essa é apenas uma fração dos recursos disponíveis através da Ashoka e do Changemakers. Para mais informações e para acessar a nossa comunidade global de mais de 140 mil agentes de transformação (changemakers) em todo o mundo, por favor, entre em contato com:

Julia Forlani
julia@ashoka.org.br
+55 11 3085 9190 ext. 234