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Discussão sobre a inscrição:Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa

Comentários

Seg, 02/15/2010 - 09:14

Bom dia equipe do Parto do Princípio,

meu nome é Elenice e trabalho no Changemakers da Ashoka.

gostaria de parabenizá-las pela iniciativa de vocês e solicitar o preenchimento completo da ficha de inscrição. Há perguntas sem respostas e essas são importantes seja para o processo do desafio em si, para articulação de colaborações entre os membros dessa comunidade on-line.

estamos à disposição para qualquer dúvida.

ficamos no aguardo e ansiosos para conhecer todo projeto!

obrigada,
abraços,
Elenice

Qui, 02/18/2010 - 15:01

Elenice,
terminamos a inscrição da PP.
Qualquer dúvida, entre em contao, ok?
bjs
Pati Merlin

Sex, 02/19/2010 - 16:37

PARTICIPANTE DA REDE, ESCREVA AQUI DE QUE MANEIRA A PP AJUDOU A MELHORAR O TRABALHO QUE VOCÊ REALIZA JUNTO ÀS MULHERES EM BUSCA DE UM PARTO ATIVO.

Dom, 03/14/2010 - 08:10

Bom, para começar por ser uma estrutura de Rede em Internet, as pessoas conseguem se comunicar com mais rapidez, com isso idéias sobre como podemos ajudar a mulheres e famílias nas questões sobre Gestação, Parto etc... faz com que estejamos sempre tendo novas idéias, e compartilhando nosso trabalho em diferentes estados do Brasil.

Trocamos muitas informações, pesquisamos e nos atualizamos diariamente, já que tudo se transforma e muda, precisamos sempre estarmos atentas para poder dar a melhor informação possível as pessoas que nos procuram com dúvidas, pedidos de ajuda, etc...

No meu trabalho, que é totalmente voluntário, a Parto do Princípio me possibilitou estar sempre com suporte ou dando suporte a outras ativistas da Rede, aonde buscamos sempre levar informações, sejam tanto sobre fisiologia do parto, informações baseadas em evidências científicas (OMS etc...), informações de cunho jurídico, sobre como proceder em se tendo seu direito castrado pelo sistema.

Com isso a Parto do Princípio e a sua dinâmica mudaram a minha forma de trabalho voluntário.

Sex, 02/19/2010 - 16:33

MULHERES QUE ACOMPANHAM A PP COMO USUÁRIAS DO SISTEMA MÉDICO, CONTEM A SUA EXPERIÊNCIA COM AS ORIENTAÇÕES E APOIO DA PP, SEJA PELO SITE, PELA LISTA DE DISCUSSÃO, PELA INDICAÇÃO DE LEITURA OU DE GRUPOS DE APOIO (GAPPs).

Sab, 03/13/2010 - 10:01

Durante minha gravidez a tres anos atras procurei a rede para ter informações sobre o parto ativo. Descobri livros e grupos de apoios e listas de discussões que me auxiliaram a encontra o melhor caminho para ter um parto normal ativo. me senti fortalecida e confiante para ter um parto natural onde eu fui respeitada em minhas escolhas do começo ao fim.
Sou grata até hoje pelo apoio que recebi.

Sex, 02/19/2010 - 16:38

VOCÊ QUE CONHECE A REDE E QUER DAR A SUA CONTRIBUIÇÃO, DEIXE AQUI A SUA IDÉIA.
SE FOR ALGO TOTALMENTE NOVO, DESCREVA COMO ESPERA QUE A REDE COLOQUE EM PRÁTICA.
SE FOR UMA CRÍTICA, POR FAVOR INCLUA A SUA SOLUÇÃO PARA O "PROBLEMA".

Sex, 03/12/2010 - 10:00

Olá Mulheres do parto do Princípio.

Parabéns pela iniciativa de vocês. O trabalho da rede é realmente fantástico!!
Queria pedir para vocês nos apresentarem maiores informações a respeito das ações e dos resultados da Rede em relação a:
- regulamentação dos planos de saúde
- influência em políticas públicas.

Acredito que esses dois fatores são o que trás maiores inovações ao trabalho realizado por vocês. Além do fato de ser mais que uma rede de mulheres que valoriza e resgata a troca de experiência do "ser mãe" - o que já é muito interessante, é fundamental vocês mobilizarem e realmente trazerem benefícios para a sociedade tornando mais humanizado o serviço de saúde e a política de saúde.

Por favor, complementem isso na apresentação de vocês.

Forte abraço e MUITO sucesso.

Julia Forlani

Sex, 03/12/2010 - 12:24

Julia, eu fiz a alteração sobre o impacto das ações no projeto. Mas pela falta de espçao, vou complementar aqui na discussão.

Audiência no Ministério Público aponta caminhos para diminuir cesarianas no Brasil

Em julho de 2006, a Rede Parto do Princípio denunciou o excesso de cesarianas no setor de saúde suplementar ao Ministério Público Federal de São Paulo, com um dossiê de 35 páginas e mais de 30 estudos científicos.

O documento falava sobre o corporativismo dos médicos, a ineficiência da Agência Nacional de Saúde (ANS) na fiscalização e na regulamentação do setor, as formas como as mulheres estão sendo enganadas para aceitar cesáreas desnecessárias, o desrespeito à maioria das mulheres brasileiras que querem ter parto normal e não conseguem (80%), a formação intervencionista dos estudantes de medicina, entre outras questões.

Devido à relevância desses questionamentos, o Ministério Público Federal realizou uma audiência na cidade de São Paulo, reunindo, pela primeira vez em torno do tema, autoridades do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde (ANS), Conselho Federal de Medicina, Conselho Regional de Medicina, Associação dos Hospitais Privados, Conselho Federal de Enfermagem, Escola Paulista de Medicina e representantes de planos de saúde.

Estiveram presentes cerca de 200 pessoas na platéia do auditório do MP, além de representantes dos principais hospitais paulistas, como Pro Matre, Santa Joana, Santa Catarina, São Camilo, Albert Einstein, Beneficência Portuguesa, Albert Sabin, Samaritano, Bosque da Saúde e Hospital Universitário. Entre os planos de saúde, estavam representadas as empresas Amil/Amico, Medial, Bradesco Saúde, Dix Amico, Unimed e Samcil.

Em resposta aos questionamentos do Ministério Público, todos os segmentos representados estavam de acordo com relação a dois pontos essenciais:

1 - O PARTO NATURAL É MELHOR PARA A SAÚDE DA MÃE E DO BEBÊ.
2 - A REALIDADE É ALARMANTE: O BRASIL PRATICA CESARIANAS EM EXCESSO.

Partindo destes princípios, o grande desafio da audiência foi analisar o que vem sendo feito por cada uma das partes envolvidas na assistência ao parto no Brasil e formular as próximas medidas para reverter este cenário. Após um dia inteiro de depoimentos e debates, o Ministério Público fechou os principais encaminhamentos do processo, destacando as seguintes prioridades:

1 - Promover acesso à informação:

a) Realizar campanhas de informação, resgatando que “o normal é parto natural”.
b) Elaborar uma cartilha oficial direcionada às usuárias, para ser distribuída por operadoras, médicos e hospitais. Essa cartilha deverá esclarecer os benefícios do parto natural, os riscos das cesarianas e apresentar os direitos das mulheres em relação à Lei do Acompanhante. Deverá esclarecer ainda que doulas não podem ser consideradas acompanhantes, mas parte da equipe de assistência.
c) Promover ação estratégica junto aos meios de comunicação, em conjunto com o Ministério da Saúde para campanha em mídia de massa e merchandising social.

2 - Criar certificação para hospitais que realizem mais partos naturais (inspirado no exemplo dos Hospitais Amigos da Criança).

3 - Assegurar que enfermeiros obstetras possam ser responsáveis por partos naturais.

4 - Solicitar ao Conselho Federal de Medicina que inclua em seu código de ética uma regulação específica para indicações de cesáreas.

5 - Criar mais casas de parto no país, anexas a hospitais.

6 - Investir na revisão da formação dos profissionais de medicina via Ministério da Educação, orientando os futuros profissionais sobre a importância do parto natural.
a)Ampliar capacitação de médicos na assistência ao parto, com base nas evidências científicas.

7 - Viabilizar melhor remuneração do parto normal
a)Eventualmente estabelecer um teto para pagamento de cesáreas e vincular financeiramente a proporção parto natural e cesáreas.

8 - Disponibilizar publicamente as porcentagens de partos naturais e cesáreas realizadas por médicos e hospitais, tornando o acesso transparentes e rápido para o usuário fazer suas escolhas enquanto consumidor.

Com essa audiência, as considerações e reivindicações da Parto do Princípio foram consideradas LEGÍTIMAS, ou seja, o Ministério Público reconhece que as mulheres têm temos DIREITO a um melhor atendimento no parto. O próximo passo, agora, será sentar em mesas de negociações com as partes, para que sejam firmadas, em documento, ações práticas que tornem possíveis alcançar os objetivos propostos para um melhor atendimento ao parto no país.

Sex, 03/12/2010 - 12:23

A RESOLUÇÃO NORMATIVA 167/2008, QUE ENTRARÁ EM VIGOR NO DIA 02/04/2008, ATUALIZA O ROL DE PROCEDIMENTOS MÉDICOS QUE CONSTITUI A COBERTURA MÍNIMA OBRIGATÓRIA A SER GARANTIDA PELOS PLANOS DE SAÚDE COMERCIALIZADOS A PARTIR DE 2/1/1999 E INCLUI OS PROCEDIMENTOS CONSIDERADOS INDISPENSÁVEIS AO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE TODAS AS DOENÇAS QUE COMPÕEM A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS CID DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE.
O ROL NÃO PRETENDE SER UM CATÁLOGO DE TODOS OS PROCEDIMENTOS EXECUTADOS PELA MEDICINA DO PAÍS E SUA IMPOSIÇÃO É SUBMETIDA A REVISÕES PERIÓDICAS ATRAVÉS DE CÂMARA TÉCNICA DESIGNADA ESPECIFICAMENTE PARA ESTE FIM, COM A PARTICIPAÇÃO DE REPRESENTANTES DAS SOCIEDADES DAS DIVERSAS ESPECIALIDADES MÉDICAS.
- A REFERIDA RESOLUÇÃO EM SEU ARTIGO ART. 5º CAPUT E §1 DO
ARTIGO 5º, DISPÕE QUE OS PROCEDIMENTOS E EVENTOS QUE POSSUEM
COBERTURA OBRIGATÓRIA, LISTADOS NESTA RESOLUÇÃO NORMATIVA E NOS SEUS ANEXOS, PODERÃO SER EXECUTADOS POR QUALQUER PROFISSIONAL DE SAÚDE HABILITADO PARA A SUA REALIZAÇÃO, CONFORME LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA SOBRE AS PROFISSÕES DE SAÚDE E REGULAMENTAÇÃO DE SEUS RESPECTIVOS CONSELHOS DE CLASSE, RESPEITADOS OS CRITÉRIOS DE CREDENCIAMENTO, REFERENCIAMENTO, REEMBOLSO OU QUALQUER OUTRO TIPO DE CONTRATUALIZAÇÃO ESTABELECIDO PELAS OPERADORAS DE PLANOS
DE SAÚDE. E QUE TODOS OS PROCEDIMENTOS LISTADOS NO ANEXO I
DESTA RESOLUÇÃO NORMATIVA PODERÃO SER EXECUTADOS PELOS
PROFISSIONAIS DE SAÚDE, DE ACORDO COM O CAPUT DESTE ARTIGO,
DESDE QUE SOLICITADOS PELO MÉDICO ASSISTENTE, COM EXCEÇÃO DOS PROCEDIMENTOS VINCULADOS AOS DE NATUREZA ODONTOLÓGICA, QUE
- PODERÃO SER SOLICITADOS OU EXECUTADOS DIRETAMENTE PELO CIRURGIÃO DENTISTA.
- DE ACORDO COM O PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 16, PARA FINS
DE COBERTURA DO PARTO NORMAL LISTADO NO ANEXO I, ESTE
PROCEDIMENTO PODERÁ SER REALIZADO POR ENFERMEIRO OBSTÉTRICO,
HABILITADO DE ACORDO COM AS ATRIBUIÇÕES DEFINIDAS PELA LEI Nº7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986, QUE REGE O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ENFERMEIRO, REGULAMENTADA PELO DECRETO Nº 94.406, DE 08 DE JUNHO DE 1987, CONFORME DISPOSTO NO ARTIGO 5º DESTA RESOLUÇÃO NORMATIVA.
- OU SEJA, DE ACORDO COM O NORMATIVO, OS PROCEDIMENTOS E
EVENTOS QUE POSSUEM COBERTURA OBRIGATÓRIA EXECUTADOS PODERÃO SER EXECUTADOS POR QUALQUER PROFISSIONAL DE SAÚDE HABILITADO PARA A SUA REALIZAÇÃO, CONFORME LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA SOBRE AS PROFISSÕES DE SAÚDE E REGULAMENTAÇÃO DE SEUS RESPECTIVOS CONSELHOS DE CLASSE. COMO, POR EXEMPLO, O ENFERMEIRO OBSTÉTRICO NOS CASOS DE PARTO NORMAL, DESDE QUE SOLICITADO PELO MÉDICO ASSISTENTE.

Sex, 03/12/2010 - 12:45

publicada em 04/03/2008

Em razão do alarmante percentual de partos cesáreos realizados na saúde suplementar - que ultrapassa 80% - a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está lançando um movimento em favor do parto normal e pela redução das cesarianas desnecessárias. O objetivo é informá-las sobre os benefícios do parto normal e os riscos das cesarianas sem indicação precisa.

O primeiro passo foi incentivar o envio, pelas operadoras, de uma carta elaborada pela ANS, às mulheres que possuem planos médico-hospitalares com cobertura obstétrica.

www.ans.gov.br/portal/site/_hotsite_parto_2/index.asp

Sex, 03/12/2010 - 13:16

O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais, considerando:
a necessidade de garantir o acesso à assistência ao parto nos Serviços de Saúde do Sistema Único de Saúde-SUS, em sua plena universalidade;
que a assistência à gestante deve priorizar ações que visem à redução da mortalidade materna e perinatal;
a necessidade de humanização da assistência à gravidez, ao parto e ao puerpério no âmbito do SUS, e
a necessidade da melhoria de qualidade da assistência pré-natal e do parto, objetivando a diminuição dos óbitos por causas evitáveis, resolve:
Art. 1º Criar o Centro de Parto Normal-CPN, no âmbito do Sistema Único de Saúde/SUS, para o atendimento à mulher no período gravídico-puerperal.

§ 1º Entende-se como Centro de Parto Normal a unidade de saúde que presta atendimento humanizado e de qualidade exclusivamente ao parto normal sem distócias.
§ 2º O Centro de Parto Normal deverá estar inserido no sistema de saúde local, atuando de maneira complementar às unidades de saúde existentes e organizado no sentido de promover a ampliação do acesso, do vínculo e do atendimento, humanizando a atenção ao parto e ao puerpério
§ 3º O Centro de Parto Normal poderá atuar física e funcionalmente integrado a um estabelecimento assistencial de saúde
– unidade intra-hospitalar ou como estabelecimento autônomo
–unidade isolada, desde que disponha de recursos materiais e humanos compatíveis para prestar assistência, conforme disposto nesta Portaria.

Sab, 03/13/2010 - 09:55

Os grupos de apoio ao parto normal são de uma ajuda imensa para as mulheres que querem ter um bom parto no Brasil. A mulher brasileira está hoje inserida em uma cultura onde a cesarea é vista como a solução para a dor do parto. Este fato deriva de uma historia de desrespeito a mulher em trabalho de parto nas ultimas décadas. Ultimamante muitas mulheres foram deixadas sozinhas em hospitais durante seu trabalho de parto, sendo tratadas como doentes, sem receber nenhuma explicação sobre o processo em que estão vivendo, sem receber nenhuma informação sobre as intervenções médicas que são feitas, sem nenhum acompanhante, sem nenhum apoio e carinho.
Dentro deste contexto brasileiro, onde o parto é envolto nesta história de medo e sofrimento as mulheres precisam obter informações de qualidade sobre o assunto. Além disto ela precisa de apoio de outras mulheres que passaram pelo parto normal sendo respeitadas e tendo então uma história bem positiva de parto para contar para as outras.
O trabalho feito pela Parto do Princípio de rastrear, incentivar e apoiar estes grupos é muito importante para a saúde da mulher gravida e seu bebe.
Neste momento na obstetricia brasileira muitos médicos se sente mais seguros e consideram mais convenientes fazer uma cesareana rápida do que assistir à um parto que leva varias horas.
Para que a mulher gravida consiga ir em outra direção que este contexto mais uma vez os grupos de apoio são um otimo auxilio, por permitir que as mulheres encontrem a assistência ao parto que elas desejam.