Quando se trata de saúde reprodutiva, a abordagem correta para uma trabalhadora independente que vive na cidade não funcionará para uma mãe indígena de 5 crianças vivendo em uma vila rural cujos habitantes são extremamente unidos . Diana Damien sabe disto. Ela vem desenvolvendo estratégias para ensinar direitos reprodutivos e melhorar a saúde reprodutiva em Chiapas, no México, onde por anos iniciativas de saúde da mulher falharam.Primeiro, Damien reconhece a importância de se comunicar com as comunidades de mulheres em sua língua nativa, já que muitas não falam espanhol. Segundo, ela encoraja essas mulheres a levar sua saúde e suas necessidades a sério, lembrando-as de sua herança indígena em vez de discursar sobre princípios feministas modernos.O eixo central da estratégia de Damien é revisitar e reviver antigas ideias indígenas sobre o valor igual de homens e mulheres. Ela usa essas noções para fundamentar uma ‘nova ’ ideia de respeito pelas mulheres e por seus direitos na comunidade. Em suas oficinas, as participantes voltam a uma era anterior à influência do Catolicismo, para lembrar costumes indígenas, em homenagem às mulheres e a seu papel de geradoras da vida, que estavam esquecidos. Seus agentes de saúde especialmente treinados trabalham a partir desses princípios quando oferecem cuidados e educação sobre saúde através de nove bem sucedidas clínicas no sul do México.
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