Desafio G-20: financiamento para as PMEs

Sobre o desafio:

Resumo do Desafio

Anúncio dos vencedores do Desafio G-20: Financiamento para PMEs

Parabenizamos as 14 iniciativas selecionadas pelo painel de jurados internacional. O G-20 se comprometeu a mobilizar recursos necessários para que essas propostas ganhem escala. 

Os 14 vencedores participarão da Cúpula do G-20 na Coréia do Sul nos dias 11 e 12 de novembro de 2010. Eles também serão convidados para integrar a Conferência de PMEs na cidade de Colônia na Alemanha, nos dias 15 e 16 de novembro. 

Escolha e vote nas suas três iniciativas favoritas. As mais votadas receberão o reconhecimento especial por votação popular na Cúpula da Coréia. 

Confira a nossa Sala de Imprensa e conheça exemplos inspiradores de pequenas e médias empresas que estão reduzindo a pobreza e gerando empregos em economias emergentes. 

 
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Carta de Boas-Vindas

Cara Comunidade Changemakers,

As PMEs têm um papel fundamental para o desenvolvimento econômico, particularmente para as economias emergentes. São o mais amplo contributivo para a criação de empregos e funções e parte significativa do PIB nas diferentes regiões do globo.

Ainda assim, a falta de acesso financeiro é o maior obstáculo no crescimento dessas empresas. A estimativa é de que menos de 20% das pequenas e médias empresas, em países de baixa renda, têm acesso a créditos. As PMEs são, geralmente, muito pequenas para atrair bancos comerciais ou o interesse de investidores, mas grandes demais para se beneficiarem de produtos de microfinança. Até hoje, pouquíssimas soluções possíveis, que dão apoio a essa “carência intermediária” nesse segmento de negócios, foram encontradas.

Em Pittsburgh, os líderes dos países do G-20 pediram foco para esse problema, como meio de expandir oportunidades e criar empregos para os menos favorecidos. Eles se comprometeram a lançar o desafio de financiamento para as PMEs – uma convocatória ao setor privado para que passem à frente suas melhores propostas de como as finanças públicas podem maximizar o posicionamento estratégico do financiamento privado com bases sustentáveis e escaláveis. O objetivo desse desafio é identificar intervenções catalíticas e bem-direcionadas a fim de desobstruir o investimento privado para as PMEs. A essência dele está em maximizar a capacidade de alavancagem dos recursos públicos escassos.

Essas intervenções podem ter vários formatos: a inclusão de mudanças de regulamentos e políticas, o fortalecimento da infraestrutura do mercado, a assistência para a capacitação das PMEs ou daqueles que as financiam, as iniciativas de partilha de risco entre os setores público e privado. O objetivo é: (1) identificar os modelos mais bem-sucedidos, (2) escalá-los e (3) estimular a adoção mais abrangente possível desses modelos por uma extensa cadeia de financiadores de ambos os setores, público e privado.

Serão 15 as inscrições vencedoras. Seus representantes, de todas as regiões (África, Leste da Ásia e Ásia-Pacífico, Ásia Central e Europa, América Latina e Caribe, Oriente Médio e Norte da África e Sul da Ásia) serão convidados a participarem do encontro de novembro do G-20, na Coreia, para serem reconhecidos por suas ideias inovadoras. Esses serão, então, colocados em contato com doadores e investidores em uma Conferência de PME na Alemanha após a cúpula da Coreia.

Se você for vencedor desse desafio, o G-20 irá trabalhar junto com você para ajudá-lo(a) a realizar sua proposta. O G-20 está coletivamente comprometido a mobilizar ações públicas de fundos necessários à implementação das propostas vencedoras de bancos de desenvolvimento e doadores bilaterais. A Corporação Financeira Internacional (IFC) e o Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento da Ásia, o Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID), o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) sinalizaram apoio na implementação de propostas financeiras escaláveis e sustentáveis para PMEs, incluindo as do desafio, em parceria com o setor privado.

Os fundos estarão disponíveis na forma compatível às necessidades das propostas vencedoras do desafio e podem incluir doações para assistência técnica ou capacitação, partilha de risco, primeira perda dedutível, capital mezanino e capital de investimento.

Agradecemos a sua disponibilidade e estamos ansiosos por ler a sua proposta!

Orientações e Critérios

O Desafio G-20: financiamento para as PMEs está aberto à participação de todo o setor privado, acolhendo propostas de: instituições financeiras privadas, companhias e investidores privados, investidores em responsabilidade social, fundações e organizações da sociedade civil. As propostas podem ser submetidas na forma de cooperação entre organizações elegíveis. São bem-vindas soluções, que partam do setor privado e reflitam colaboração entre este setor e o público. Entidades e afiliadas envolvidas em processos judiciários não são elegíveis a apresentarem suas propostas.
Todas as propostas recebidas de participantes elegíveis serão consideradas, desde que:

  • Reflitam o tema e objetivos do Desafio G-20: financiamento para as PMEs;
  • Apresentem soluções eficientes para alavancar intervenções públicas que maximizem financiamento privado para PMEs;
  • Demonstrem práticas bem-sucedidas e sustentáveis;
  • Tenham impacto em, pelo menos, uma dessas seis regiões: África, Leste da Ásia e Ásia-Pacífico, Ásia Central e Europa, América Latina e Caribe, Oriente Médio e Norte da África e Sul da Ásia;
  • Inscrevam-se em inglês, espanhol, francês ou português.

Queira, por gentileza, preencher todo o formulário de inscrição e enviá-lo antes das 17 horas do dia 5 de Setembro de 2010.

Critérios de Avaliação

Os vencedores do Desafio G-20: financiamento para as PMEs serão aqueles que melhor atendam aos seguintes critérios:

Inovação: o inscrito deve expor uma solução sistêmica e/ou transformadora que ainda não é amplamente aplicada, mas que demonstra potencial para desobstruir financiamento privado para as PMEs em larga escala. As propostas devem atingir as PMEs, mantendo o foco na ponta do processo.

Alavancagem: as inscrições vencedoras serão aquelas que propõem soluções que maximizam a capacidade de alavancagem dos recursos públicos escassos em catalisar financiamento privado.

Impacto Social e Econômico: as propostas devem ter registro documentado dos resultados mensuráveis. Elas devem exibir, de forma clara, o impacto de acesso financeiro mensurável, demonstrado por resultados de testes piloto ou de outros testes empíricos. Devem também estimar com acuidade: o número de PMEs não atendidas e que poderão ser beneficiadas durante um período determinado de tempo; o volume de financiamento privado para PMEs que pode ser catalisado, a soma financeira que estará disponível para cada PME, os novos mercados e áreas a serem beneficiados pela proposta e o potencial para a geração de empregos (quando possível).

Sustentabilidade e Prazo de Validade: as propostas devem demonstrar, com acuidade, um potencial de escalonamento e sustentabilidade no longo prazo, visto que o apoio do setor público é gradualmente suprimido. Devem, também, apresentar um prazo realista para a sua implementação. Se o financiamento público é necessário a elas, essas propostas de implementação devem ser adaptadas à capacidade técnica, legal e financeira das instituições financeiras internacionais (p. ex. Banco Mundial e bancos regionais de desenvolvimento) e das bilaterais (IFDs). Todas as propostas devem, ainda, atender às normas e políticas reguladoras dos sistemas financeiros saudáveis e transparentes a fim de prevenir tanto a lavagem de dinheiro quanto o financiamento do terrorismo.

Estrutura de Premiação

Prêmio de inscrições antecipadas: a melhor inscrição enviada até às 17 horas do dia 6 de agosto de 2010 será elegível para ganhar o prêmio de US$ 1000 do Changemakers da Ashoka. Ser vencedor das inscrições antecipadas não exclui a possibilidade de ser vencedor do desafio em forma alguma nem garante a posição de finalista – todas as inscrições serão igualmente avaliadas pelos critérios do Changemakers quando o período de envio de propostas terminar.

Vencedores do Desafio G-20: financiamento para as PMEs: no dia 27 de outubro, o painel de jurados especializados selecionará de 12 a 15 vencedores, dentre todos os inscritos no desafio. Esses vencedores – que representarão, pelo menos, uma solução de cada uma das seis regiões seguintes: África, Leste da Ásia e Ásia-Pacífico, Ásia Central e Europa, América Latina e Caribe, Oriente Médio e Norte da África e Sul da Ásia serão convidados a participar da cúpula dos líderes do G-20 na Coreia, durante os dias 11 e 12 de novembro, onde apresentarão suas ideias. O G-20 irá trabalhar junto com os vencedores para ajudá-los a realizar suas propostas.O G-20 está coletivamente comprometido a mobilizar ações públicas de fundos necessários à implementação das propostas vencedoras de bancos de desenvolvimento e doadores bilaterais. A Corporação Financeira Internacional (IFC) e o Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento da Ásia, o Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID), o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) sinalizaram apoio na implementação de propostas financeiras escaláveis e sustentáveis para PMEs, incluindo as do desafio, em parceria com o setor privado.

Os fundos estarão disponíveis na forma compatível às necessidades das propostas vencedoras do desafio e podem incluir doações para assistência técnica ou capacitação, partilha de risco, primeira perda dedutível, capital mezanino e capital de investimento.

Vencedores da votação pública

Depois de os jurados selecionarem de 12 a 15 vencedores, a comunidade do Changemakers votará on-line para escolher os três finalistas dentre aqueles selecionados pelos jurados. O período de votação vai de 29 de outubro a 8 de novembro, e as três soluções com maior número de votos ganharão reconhecimento no Chagemakers.com e na cúpula da Coreia.

Cumprimento de Restrições Legais

A Ashoka cumpre integralmente todas as leis e regulamentos dos Estados Unidos, incluindo o controle de exportações e as leis de prevenção à lavagem de dinheiro do Office of Foreign Assets Control. Todas as doações realizadas devem estar de acordo com essas leis. A Ashoka não fará nenhuma doação que possa configurar ato ilegal. Isso pode impedir a distribuição de prêmios em alguns países e/ou para certos indivíduos ou entidades. Todos os beneficiários devem atender às questões legais que lhes sejam pertinentes. Nenhum beneficiário poderá agir de forma que leve a Ashoka a violar a lei. A Ashoka também não fará qualquer doação a empresas envolvidas na promoção do uso de tabaco e armas.

Painel de Jurados

Elizabeth Wallace

Director and President, Frontier Finance International

Kurt Hoffman

Former Director, Shell Foundation

Mutle Mogase

Co-founder and Executive Chairman, Vantage Capital Group

Nachiket Mor

Chairman, Sughavazhvu Healthcare

Nancy Lee

General Manager, Multilateral Investment Fund

Stewart Paperin

Executive Vice President, Open Society Institute Soros Foundation

Thorsten Beck

Professor of Economics, Tilburg University

Yongbeom Kim

Director General of Global Financial Architecture Bureau, Presidential Committee for the G-20 Summit