Alongando e Crescendo: Escola de Dança e Integração Social Faz a Diferença nas Vidas de Crianças e Adolescentes no Brasil
Dora Andrade criou um programa (EDISCA) que combina formação em dança com outras oportunidades de aprendizagem e serviços de apoio para meninas de comunidades de baixa renda e com pouco acesso à cultura da periferia de Fortaleza, no Brasil. O programa está contribuindo de forma relevante para o desenvolvimento social dessas meninas e as está equipando com a confiança necessária para que entrem na idade adulta com perspectivas positivas e desenvolvam vidas produtivas.

Para meninas crescendo em ambientes profundamente empobrecidos de Fortaleza e de outras cidades do Brasil, oportunidades e experiências que contribuam para um desenvolvimento pessoal saudável e para a autoestima são extremamente raras, assim como são reduzidas as possibilidades de ter uma vida feliz e produtiva . Dora Andrade está convencida, entretanto, de que uma combinação dinâmica entre formação em dança e outros serviços de apoio podem trazer efeitos altamente positivos para o desenvolvimento e aumentar as possibilidades de vida para as meninas e jovens mulheres nessas condições .

Dançarina e professora de dança talentosa, Dora sabe que a formação em dança aumenta a criatividade e a confiança das meninas. Ela também acredita que a dança pode fortalecer valores e habilidades sociais que ajudem as meninas a continuarem na escola, a manter os vínculos emocionais com suas famílias e a resistir à vida nas ruas, às drogas e à prostituição. Atuando a partir dessas convicções, ela estabeleceu uma escola que implementa um treinamento rigoroso em dança, com uma ampla gama de atividades educativas e recreativas e serviços de saúde e aconselhamento.

Estudantes participam de aulas de balé clássico na EDISCA. O programa usa a dança, a arte e a educação para estimular a autoestima e a disciplina em crianças das comunidades periféricas de Fortaleza.


Apesar de a EDISCA ter começado como uma escola para meninas, os fundadores logo reconheceram a necessidade de equilíbrio e recentemente abriram as portas da escola para meninos. O irmão de Dora, Gilano Andrade, também professor e dançarino profissional, está à esquerda na foto.


Estudantes agradecem o alimento no refeitório da EDISCA, onde recebem duas refeições diárias. A EDISCA não é somente uma escola de dança, mas oferece também cursos em educação geral, saúde pessoal e inglês, além de assistência médica e psicológica aos estudantes e seus familiares.
A última apresentação de balé da trupe “Koi Guerra” confronta sérios problemas sobre genocídio indígena e identidade cultural no Brasil.
Photographs by Janet Jarman
