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Assumindo o risco para crescer
“Como conseguiremos dar escala a empreendimentos de negócio social e reduzir a pobreza se não começarmos a pensar primeiro nas formas de tornar nossas organizações sustentáveis?”, pergunta Albina Ruiz Ríos, empreendedora social da Ashoka e ativista em gestão de resíduos.
Através da organização Ciudad Saludable, Ruiz Rios desenvolveu, no Peru, 13 microempresas que criaram empregos para mais de 150 pessoas em 20 cidades. Essas empresas, que beneficiaram cerca de 3 milhões de peruanos, realizam serviços como coleta comunitária de lixo, reciclagem, compostagem, manutenção de aterros sanitários, controle de descarte ilegal de resíduos, e ainda promovem educação ambiental abrangente e participação comunitária.
A organização de Ruiz, estimulada pela promulgação da lei que exige das próprias empresas o pagamento pela gestão sanitária de seus resíduos sólidos, vem considerando desenvolver um negócio para construir e operar o primeiro aterro sanitário ambientalmente sustentável para resíduos industriais e perigosos. A criação e administração do aterro incluiria microempresas de reciclagem.
A extensão dos riscos financeiros é assustadora, explica Ruiz. “Nós juntamos os números e vimos que precisamos de $1 milhão para o investimento. Quando vimos essa quantia, ficamos desanimados, dizendo para nós mesmos ‘vai ser realmente difícil conseguir chegar nesse valor’.
“Entretanto, após ter a oportunidade de testemunhar os riscos que o Grameen assume com cada iniciativa todo dia, eu comecei a me questionar: 'por que não?' Este é provavelmente o momento certo para nós. É um desafio que se apresenta para mim, e isso significa assumir riscos. Talvez eu não consiga dormir por várias noites, mas eu quero e realmente tenho a confiança necessária para tentar isto”.
“Estou tão animada e totalmente convencida de que nossa proposta é viável e de que este é o lugar em que podemos começar a gerar nossos próprios recursos, e deixar de depender de outros. O lucro nos dará a oportunidade de ajudar outras empresas. Nós provavelmente poderemos criar um fundo para oferecer crédito a outras organizações e replicar a experiência”.
“Eu espero que possamos fazer isso em todas as cidades do Peru e talvez em outros países em desenvolvimento, porque é claro para mim que gestão de resíduos é um problema Após um certo tempo, deveremos ser capazes de vender ações e tornar nossas microempresas as proprietárias dessas iniciativas.”
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