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Difundindo a empatia com passos de bebê.

Um bebê pode derreter nossos corações e colocar um sorriso em nossos rostos em um instante. Com um pouco mais de tempo, este bebê pode nos ensinar uma das mais complexas e importantes coisas que jamais poderemos aprender: a linguagem emocional.

Normalmente, conceitos complicados necessitam da experiência e das habilidades de um professor competente para serem explicados. Mas é exatamente a inabilidade de um bebê em prover explicações que os tornam perfeitos para ensinar a empatia. E é exatamente isso que os bebês envolvidos no programa The Roots of Empathy/ROE (Raízes da Empatia) fazem quando realizam suas visitas mensais em algumas escolas de ensino fundamental do Canadá.

Junto com seus pais e um instrutor capacitado, os bebês ajudam os estudantes a entender melhor os  sentimentos e as frustrações humanas e a ter empatia por outros,  como têm por esses pequenos seres humanos em sua luta para aprender, crescer e se comunicar.

Porque bebês não  são capazes de articular seus sentimentos, os estudantes são encorajados a sugerir os motivos que possam  estar deixando-os chateados, bravos ou alegres e assim a desenvolver respostas apropriadas para esses sentimentos. A resposta dos pais zelosos aos bebês serve como exemplo de aproximação e demonstração de carinho. 

Instrutores especializados também trabalham com os estudantes para ajudá-los a reconhecer as emoções e necessidades dos bebês. Eles orientam exercícios para expandir o vocabulário emocional dos estudantes e permitem que estes explorem seus próprios sentimentos.
 
 “O programa me ensinou que todos temos sentimentos diferentes e a sempre respeitar a individualidade de cada um,” disse um dos estudantes de 13 anos.

 “A idéia é criar uma sociedade mais cuidadosa, a partir da sala de aula”, explica a fundadora e presidente do ROE, Mary Gordon.

Enquanto receber uma grande dose de gracinhas torna as coisas divertidas para os estudantes, o objetivo do programa é muito mais sério: abordar as causas primárias de abusos e violência na escola e também entre adultos.

E está funcionando. Crianças participantes do programa ROE têm melhores resultados em todos os indicadores que avaliam compreensão emocional, de acordo com estudos.  Essas crianças mostraram-se capazes de dar mais explicações, de forma espontânea, sobre as possíveis razões de um bebê chorar e conseguiram gerar mais estratégias emocionais para responder ao momento de angústia do bebê.

Gordon explica que ela foca na empatia porque  acredita que esta compreende todos os outros atributos que os pais esperam incutir em seus filhos, tais como honestidade e integridade. Uma criança que tenha um real entendimento de como os outros se sentem e de como suas ações afetam os outros tem mais probabilidade de agir de forma honesta e íntegra. Empatia, na opinião de Gordon, é a chave para todas as outras virtudes.

No longo prazo, Gordon espera que os estudantes atualmente beneficiados pelo programa tornem-se pais que demonstrem e ensinem a próxima geração a praticar a empatia.

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Roots of Empathy (Raízes da Empatia) procura por famílias voluntárias e instrutores no Canadá.