Uma força de voluntários recrutados na internet .
Escrito por Freda Wolf de Romero
No Peru, onde metade da população vive abaixo da linha da pobreza, sempre existirá muito trabalho para os muitos voluntários do país. O desafio é encontrá-los, conectá-los às causas que os interessam e organizar esses esforços para que eles causem impacto.
Os peruanos não estranham ajudar os outros, um em cada três peruanos já fez algum tipo de trabalho voluntário durante o ano (33% em oposição a somente 26% nos Estados Unidos). Ainda assim, até recentemente muitos não haviam pensando em si mesmos como “voluntários”. A tradição do voluntariado prosperou, por um lado, entre as mulheres de classe média alta urbana, que trabalhavam através de suas igrejas, e, por outro lado, entre moradores de comunidades rurais, nas quais a sobrevivência depende da cooperação mútua.
Isso deixa uma grande grupo de pessoas no meio. Jaime Ulloa, um especialista em marketing social viu na Internet a ferramenta perfeita para ajudar a organizar esse grupo em uma escala que poderia fazer uma diferença real no país. Em 2001, ele deixou seu emprego corporativo para começar a primeira organização nacional de voluntariado do Peru.

Junto com quatro amigos com experiência em engenharia e gestão, ele fundou o Trabajo Voluntario, um website que opera como uma espécie de centro de comando para atividades voluntárias. O website recruta voluntários e os direciona para grupos cidadãos que precisam deles. “As pessoas gostam de fazer trabalho voluntário”, explica Ulloa, “Nós vivemos em um país com imensos problemas, fazer trabalho voluntário nos faz sentir parte da solução”.
O site foi um sucesso imediato. Na primeira semana, registrou 500 assinantes. Três anos depois, havia crescido para mais de 18.000, dos quais 7.000 eram voluntários ativos. Além de oferecer oportunidades de treinamento, o site deu visibilidade a projetos de voluntariado e deu ao ato de ser voluntário – algo para que as pessoas podiam agora se candidatar em um internet café – uma roupagem arrojada.
Depois de elevar o status do voluntariado, Ulloa também tratou de aumentar os números voltando-se para as corporações. Grandes corporações empregam a maior parte das pessoas de elevado nível educacional do Peru. Essas empresas descobriram que o voluntariado social ajudava a aumentar o moral de seus funcionários e dava a eles um propósito na vida, maior do que somente os objetivos comerciais sozinhos. Também ofereceu uma forma muito interessante de integração entre as classes sociais no espaço de trabalho, e de fazer os executivos saírem do escritório e entrar no mundo. Um bônus adicional: programas de voluntariado ajudaram a promover uma imagem corporativa e uma percepção pública positivas.
Enquanto o voluntariado se provou bom para a cultura corporativa, a Trabajo Voluntario também encontrou formas de a cultura corporativa nutrir as organizações voluntárias. Grupos cívicos poderiam aprender algo sobre estratégias corporativas de gestão que melhoravam o uso de seus recursos de voluntariado. “Nós percebemos cedo que os programas de voluntários não sofrem pela falta das pessoas necessárias para atingir impacto social, mas das habilidades de gestão que uma organização sem fins lucrativos necessita para tornar efetivo o uso dos voluntários”.
Assim o grupo começou a trazer estratégias corporativas para líderes de organizações sem fins lucrativos através de panfletos e oficinas de treinamento, ensinando como os dois setores poderiam ser parceiros para chegar a melhores resultados.
Looking to the future, Trabajo Voluntario wants to set up hubs in every city in the country and move beyond “just looking for more and more volunteers” Ullao says, “to foster a culture of social responsibility among Peruvians.”
Olhando para o futuro, a Trabajo Voluntario, espera estabelecer eixos em todas as cidades do país e ir além, “buscando mais e mais voluntários” conta Ullao, “para promover a cultura de responsabilidade social entre os peruanos”.
Comentário do autor: Como o voluntariado e especialmente o voluntariado corporativo é afetado durante crises econômicas?
