Combate,Prevenção à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Negras/os: em Comunidades Quilombolas

Não há registro de projetos anteriores realizados com o objetivo de trabalhar a violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes quilombolas que faz desse uma iniciativa pioneira Esse elemento nos coloca diante de um desafio para o Malunga que tem dez anos de trabalho em comunidades quilombolas

Sobre você

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1) Sobre você

Primeiro nome

grupo de mulheres negras malunga

Sobrenome

malunga

Página na internet

Organização

Grupo de Mulheres Negras Malunga

País

Brasil

2) Sobre a sua organização

Sua inovação/iniciativa está vinculada a uma organização estabelecida?

Sim

Nome da organização

Grupo de Mulheres Negras Mlaunga

Página da organização na internet

Telefone da organização

55 (62) 3626-5362

Endereço da organização

rua c 161 quadra 319 lote 015 jardim america Goiania Goias

País da organização

Brasil

Sua organização é

OSC/ONG

Há quanto tempo foi fundada a sua organização?

Há mais de 5 anos

Sobre a sua ideia

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Título da sua inovação

Combate,Prevenção à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Negras/os: em Comunidades Quilombolas

Em que fase está a sua inovação?

Implementada há menos de 1 (um) ano

Quando o projeto teve início ou para quando está previsto que inicie?

O REFERIDO PROJETO ESTA PREVISTO PARA COMEÇAR EM FEVEREIRO DE 2010.

Descreva a sua ideia e explique o que a torna inovadora

Não há registro de projetos anteriores realizados com o objetivo de trabalhar a violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes quilombolas que faz desse uma iniciativa pioneira Esse elemento nos coloca diante de um desafio para o Malunga que tem dez anos de trabalho em comunidades quilombolas

A qual tipo de público se destina a sua iniciativa?

Mulheres, Meninas, Jovens.

Descreva o perfil do público alvo do projeto.

O publico que será beneficiado pelo projeto é na sua grande maioria meninas e jovens com baixa escolaridade, negras/os e quilombolas com idade entre 04 a 20 anos alem destas crianças e jovens que serão trabalhadas e capacitadas pretendemos também capacitar as matriarcas do quilombo vão de alma, são elas: parteiras, bezendeiras e curandeiras, que detém um conhecimento impar sobre saúde popular e o poder que as ervas medicinais tem, pois, como o acesso da comunidade ao serviço de saúde publica SUS são precário elas tiveram que por si só conhecer o poder das ervas. A comunidade Vão D Alma é formada hoje por 120 famílias. Hoje as crianças e adolescentes das comunidades representam uma quantidade considerável da população total, o que da relevância às ações direcionadas a esse público. No entanto, para que os objetivos do projeto sejam atingidos é necessário o envolvimento dos familiares e das lideranças da comunidade local como as parteiras, benzedeiras e curandeiras, bem como, a rede local de educação e saúde dos municípios a serem trabalhados.

Qual é a estratégia de implementação da sua iniciativa?

META 01: prevê o lançamento do projeto para toda a comunidade quilombola Vão D Alma do estado de Goiás e órgãos do poder executivo e legislativo do estado de Goiás Mês abril e maio de 2010.
META 02: prevê a realização de três atividades, sendo 04 oficinas e a elaboração de um Relatório sobre a percepção das comunidades sobre a violência sexual. A dinâmica das oficinas prevê 03 educadoras responsáveis pelas atividades e uma pessoa de apoio/ suporte para registro escrito e fotográfico, organização do espaço e do material utilizado (material didático - textos, lúdico, material de consumo, etc.) e serão realizadas da seguinte forma: Objetivo: Identificar como a comunidade percebe a violência sexual a partir de diferentes expressões (colagens, desenhos, relatos escritos/narrados, técnicas de dinâmicas de grupo). Mês junho e julho de 2010.
META 03: prevê a sensibilização e capacitação das lideranças locais e profissionais da saúde e da educação e será realizada por meio de uma palestra e duas oficinas: Objetivo: Capacitar as lideranças locais e profissionais da saúde e da educação para conhecer os direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e os direitos da comunidade quilombola. Toda equipe técnica Julho de 2010
META 04: prevê a realização de (04) quatro oficinas no formato de roda de conversa com crianças e adolescentes quilombolas. Objetivo: promover a discussão conjunta de temas de interesse comum às crianças e adolescentes quilombolas como: auto-estima com transversalidade em saúde, nas relações de gênero, raça/etnia, formas de violência (sexual, cultural, doméstica, institucionais, conjugais, emocionais.). Mesclam-se no andamento das atividades informações e lazer. Mês agosto e setembro de 2010.
META 05: prevê a apresentação dos resultados do projeto por meio de um seminário e da distribuição da cartilha produzida. Objetivo: Reunir todas/os participantes das oficinas e marca o encerramento das atividades em campo do projeto com a apresentação dos resultados à comunidade. Mês novembro de 2010.

Qual, na sua opinião, é a principal dificuldade ou barreira enfrentada em relação a essa temática?

A principal barreira enfrentada por nos do Grupo de Mulheres Negras Malunga sempre foi o racismo, que no Brasil acontece de uma forma extremamente velada. E também a falta de conhecimento das comunidades que enfrentam hoje uma realidade negativa quando se fala de violência contra a mulher, jovens e crianças, com a falta de informação e formação da sociedade civil quanto do poder publico. As jovens e crianças negras quilombolas só reconhecem como violência, atos de violência física, ignorando, assim, os demais tipos de violência: emocional, moral, psicológica, verbal, desigualdade salarial e principalmente a violência e exploração sexual. Desta forma, cresce cada vez mais o número de vitimas, tanto jovens quanto crianças. E principalmente a negligencia do poder publico.
Não por acaso, é fácil observar que a população brasileira não sabe, ou melhor, não reconhece a sua cor. A pressão e a desvalorização da raça sofrida outrora, mas que persiste até a atualidade, levou muitas (os) afro-descendentes à alienação e à negação da sua identidade racial. Falar de direitos humanos das mulheres, crianças e homens, é falar da mudança de imagem e de auto-imagem. Para mudar a auto-estima racial, devemos trabalhar de forma permanente para contrapor a associação pejorativa entre a cor negra e a marginalidade, a violência física e psíquica, ou seja, com tudo que é ruim e inferior, contrapondo-nos à própria mídia, que exalta os traços europeus como padrão de beleza para toda a população brasileira e que ainda explora a beleza das mulheres negras como símbolo de permissividade sexual.
A pobreza tem cor e sexo. Estatísticas oficiais demonstram que em torno de 36,3 milhões de mulheres (pouco menos que a metade das brasileiras) são afro-descendentes. Percebemos que somos muitas, mas sabemos bem o que significa ter pele negra no último país a abolir a escravidão.

Quais tipos de instituições você tem ou prevê ter parcerias estratégicas para o desenvolvimento da sua iniciativa? Indique todas as opções correspondentes.

Entidades públicas, Organizações Não Governamentais, Outros.

Descreva com quem você já construiu parcerias e de que forma.

São nossos parceiros hoje: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente; Conselho Estadual da Criança e do Adolescente; Conselho Estadual da Mulher- CONEM; Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial; Secretaria da Saúde; Ministério da Publico do Estado de Goiás e Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH essa parcerias iram contribuir com recuso para material grafico, camiseta e assesoria.

Quais são os principais resultados até o momento e/ou quais resultados você espera criar com essa iniciativa?

Esperamos formar jovens quilombolas multiplicadores sobre as temáticas de violência e exploração sexual; cria uma metodologia modelo de trabalho que sirva para todas as outras comunidades quilombolas do Brasil e que se crie uma rede de proteção estadual primeiramente e depois nacionalmente para atender crianças e jovens quilombolas vitimas da violência e da exploração sexual, pois, sabemos que a grande maioria das mulheres e jovens que são aliciadas pelas grandes redes de prostituição seja ela nacional ou internacional são jovens de baixa escolaridade e poder aquisitivo a na sua grande maioria, afros descendentes.

Qual você acredita ser o principal impacto que a sua iniciativa poderá gerar?

Em nossa opinião, o principal impacto que nos queremos atingir é a tomada de consciência não só das jovens quilombolas, lideranças quilombolas, mais também do poder publico em relação aos direitos e deveres que esta resquadado no Estatuto da Criança e do Adolescente

119 weeks agogrupo de mulheres negras malunga malunga said: boa tarde gostei muito dessa iniciativa acho que mais inovadora nao ha, infelismete estamos de boca aberta pois ate mesmo nas comunidae ... about this Competition Entry. - leia mais >
120 weeks agogrupo de mulheres negras malunga malunga said: boa tarde Julia Forlani, Primeiramente nos estamos fazendo parceria com todos os espaços publicas existentes no estado de Goias, os ... about this Competition Entry. - leia mais >
121 weeks agoJulia Forlani said: Olá Grupo de Mulheres Negras Malunga. Parabéns pela iniciativa! Muito inovadora. Queria saber mais informações sobre o projeto: - ... about this Competition Entry. - leia mais >
122 weeks agogrupo de mulheres negras malunga malunga updated this Competition Entry.
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