Favela Orgânica

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Favela Orgânica: Respeito e Amor através do Ciclo do Alimento

Rio de Janeiro, Brasil
Ano em que foi fundado:
2011
Tipo de organização: 
Híbrida
Estágio do Projeto:
Crescimento
Orçamento: 
$10,000 - $50,000
Scaling strategies launched within the past 6 months:
Crescimento organizacional
Treinamento, consultas
Outros
Resumo do projeto
Pitch de Elevador (Explicação curta e direta)

Resumo conciso: Ajude-nos a lançar esta solução! Forneça uma explicação dentro de 3-4 frases curtas.

O Favela Orgânica veio para modificar a relação das pessoas com a natureza, com os alimentos e com elas mesmas. Propõe um olhar consciente sobre o Ciclo do Alimento e da Vida. Gera mais comida, acaba com o desperdício, cuida da natureza e valoriza o poder de cada um de nós para fazer a mudança.

E SE... - Inspiração: Escreva uma frase que descreve uma forma que seu projeto se atreve a perguntar: "E SE?"

E se pudéssemos lutar contra o desperdício e contra a fome de uma forma diferente, divertida, afetiva e consciente?
SOBRE O PROJETO

Problema: Este projeto busca solucionar qual problema?

O projeto surgiu inicial e principalmente como uma alternativa ao desperdício de alimentos das feiras, casas e comunidades do Rio de Janeiro. A falta de informação e a desigualdade fazem com que os alimentos que chegam nas mesas dos brasileiros, principalmente dos mais pobres, seja de menor valor nutritivo e com mais agrotóxicos. O projeto busca, então, solucionar os problemas relacionados ao ciclo do alimento, desde a produção até o descarte.

Solução: Qual é a solução proposta? Por favor, seja específico!

Acreditamos que só é possível promover direitos e impacto social quando valorizamos e resgatamos o amor próprio de todos, unindo pessoas para combater os problemas existentes. A partir dessa premissa, nossa proposta gira em torno do ciclo do alimento, que engloba o consumo consciente, a gastronomia alternativa, a compostagem caseira e as hortas caseiras ou comunitárias. Através de palestras, oficinas, capacitações, construção de hortas comunitárias e serviços de buffet, compartilhamos atitudes práticas que todos podem e devem tomar com o intuito de combater tais problemas. Com uma linguagem simples, alcançamos os mais diferentes públicos, educando organicamente sobre a importância do amor à natureza, ao alimento e a nós mesmos.

Prêmios

Aliança Empreendedora 2012 e 2013, Globalshift Festival 2013, Prêmio SEBRAE Mulher de Negócios 2013 - RJ, Prêmio Toda Extra 2014, Trip Transformadores 2015, We're Smart World Award 2016, Donne Che Ce L’Hanno fatta 2015
Impact: How does it Work

Exemplo: Compartilhe um exemplo específico de como essa solução faz a diferença, inclua situações práticas.

Anitta tem 42 anos e mora na Babilônia. Antes de se engajar no projeto, tinha preconceitos alimentares e descartava boa parte dos alimentos. Depois de participar da primeira e de várias outras oficinas, foi convidada a trabalhar no buffet. No começo, achou que não ia dar muito certo. Hoje, é uma cozinheira de mão cheia, parte essencial de nossa equipe. Em sua casa, não há mais desperdício; seu marido e filha são aliados, aplicando e divulgando os ensinamentos. Relata que o projeto mudou a sua vida, fazendo-a enxergar os alimentos com outros olhos e contribuindo na economia familiar: agora gera mais comida com menos alimentos, aproveitando-os integralmente e plantando alguns em casa, e ainda tem uma renda extra com o trabalho no buffet.

Impacto: Qual tem sido o impacto do seu trabalho até hoje? Descreva também o impacto esperado para o futuro do projeto.

A primeira oficina contou com 6 mães de família e, em poucas semanas, já tinha recebido 40 participantes. Hoje, a quantidade de impactados pelas atuações no Brasil e em outros países é de cerca de 30 mil pessoas, participantes de oficinas ou palestras, que relatam terem sido inspirados a fazer a mudança em suas vidas e a adaptar os ensinamentos em seu cotidiano. Na Babilônia, são cerca de 500 moradores beneficiados pelos mutirões e pelas oficinas sem custos. Acreditamos que nossa maior conquista é fazer com que enxerguem o problema de dentro para fora; vendo o poder de mudar a cultura do alimento em suas mãos. O empoderamento trazido com os saberes do ciclo do alimento é evidente entre todos os impactados e, principalmente, entre os moradores da Babilônia, hoje muito mais engajados nas hortas caseiras ou comunitárias e conscientes sobre a utilização dos alimentos em suas casas.

Estratégias de Expansão: Avançando o projeto, quais são as principais estratégias para ampliar o seu impacto?

Nossa maior meta é tornar a Babilônia a primeira favela sustentável do mundo e expandir para outras favelas. Para isso, nossa meta atual é construir nossa sede na comunidade; onde realizaremos os cursos e oficinas e prepararemos os buffets. Além disso, teremos um projeto educacional voltado para crianças, que farão um curso a longo prazo, aprendendo sobre cada etapa do ciclo do alimento, direitos humanos e outras atividades, para que possam sair como adolescentes multiplicadores. Teremos, ainda, nossa cantina, essencial para a geração de renda, visando a autossustentabilidade do projeto.
Sustentabilidade
Financiamento: Como o seu projeto está sendo apoiado financeiramente?: 
salário (proveniente de vendas, licenciamento, franchising, consultoria, financiamento, etc.) - 100%

Plano de Sustentabilidade Financeira: Qual é o plano para garantir a sustentabilidade financeira do projeto?

O projeto se mantém hoje pelos serviços prestados fora da comunidade. A remuneração oriunda de oficinas, buffets e palestras que prestamos "no asfalto" servem para sustentar as ações realizadas dentro da comunidade, como mutirões de horta comunitária e oficinas gratuitas. Como mencionado anteriormente, a cantina implantada na futura sede do Favela Orgânica será uma fonte ainda mais estável e constante de renda para as outras ações do projeto.

Mercado ou Setor: Quais projetos ou organizações estão solucionando o mesmo problema que você e como essas propostas diferem da sua?

Destacamos duas iniciativas que trabalham no combate ao desperdício de alimento, com base na educação alimentar: o Banco de Alimentos e o SESI Cozinha Brasil. Acreditamos que nosso diferencial está em trabalhar todo o ciclo do alimento, não enxergando a comida de forma isolada. Temos sempre em mente que nosso objetivo é devolver para terra, com amor, o que ela nos dá; valorizando os diferentes saberes e culturas locais. Nunca chegamos para uma atividade com tudo pronto; as vivências são sempre construídas em conjunto com quem irá participar, proporcionando uma real troca de saberes.
Equipe

História de fundação

Empregada doméstica desde que chegou ao Rio, Regina Tchelly foi cozinhando uma ideia para combater o desperdício na cidade, com base nas vivências do ciclo do alimento que aprendeu na Paraíba. Em agosto de 2011, em uma seleção de projetos da Agência de Redes para a Juventude na Babilônia, recebeu um não como resposta. Um 'não' que, um mês depois, se transformou na melhor iniciativa de sua vida. Com apenas 140 reais, arrecadados com outras mães da comunidade, Regina realizou a primeira oficina de gastronomia alternativa em sua casa. Ensinando as participantes a cozinhar com cascas, talos e sementes, em poucas semanas já tinha recebido mais de 40 participantes em suas oficinas, inclusive alguns internacionais, atraídos pelas redes sociais.

Equipe

Somos profissionais de diversas áreas, que ainda não possamos nos dedicar em tempo integral, temos sonhos próprios que são complementados pelos do projeto. Nos dividimos nas funções: administrativa (Eliane), projetos (Janice), hortas e educação ambiental (Dani e Mateus), arquiteta urbanista (Julia), mídias sociais (Nathalia e Carol), traduções (Carol), nutrição (Vanessa), buffets (Anitta), geral (Regina). Além disso, somos todos oficineiros.
Público Alvo:

Populações marginalizadas, Jovens.

Outros (Por favor, especifique)

O projeto não tem um público-alvo específico, sendo voltado para todos os cidadãos, visto que o direito à alimentação e ao meio ambiente é universal, devendo alcançar todos os atores sociais, independente de classe social, raça, gênero etc. Buscamos, portanto, levar atenção e conhecimento sobre o ciclo do alimento em todos os setores da sociedade. Entretanto, destacamos aqui as nossas atuações voltadas aos profissionais da alimentação, sobretudo em nossas capacitações, por serem agentes multiplicadores que possibilitam maior divulgação dessa metodologia na indústria alimentícia. E, claro, não podemos deixar de ressaltar as atuações voltadas aos moradores da Babilônia e de outras favelas, onde tudo começou e onde pretendemos deixar nosso maior impacto; visto que, devido à desiguldade, são as populações mais pobres e periféricas que têm menor acesso a esse tipo de informação e que, com as soluções do projeto, poderão aumentar significativamente sua qualidade de vida, ao aproveitar integralmente os alimentos e plantar em pequenos espaços, reduzindo os custos, melhorando o orçamento familiar, além de ajudar na preservação do meio ambiente.

Foco de atuação:

Conscientização, Organização comunitária, Educação, Produtos ou serviços.

Outros (Por favor, especifique)

Revitalização de áreas ociosas (hortas comunitárias na Babilônia); palestras motivacionais

Inovação: O que faz que seu projeto seja inovador no setor de Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

Ao pensar em Direitos Humanos, muitas vezes se esquece dos direitos à alimentação, ao meio ambiente e até mesmo à felicidade. Buscamos levar, com nossa metodologia orgânica, empoderamento através do ciclo do alimento. Ao valorizar cada etapa do ciclo e cada ator desse processo, resgatamos a capacidade que cada um tem de, com pequenos gestos conscientes, melhorar sua qualidade de vida e de sua comunidade. Aprendendo a nos integrar melhor com a natureza, com o próximo e com o nosso interior, caminhamos rumo ao combate à fome e ao desperdício através de atos responsáveis, de amor e união.

Conte-nos sobre as parcerias que apoiam o seu trabalho: (450 caracteres ou 75 palavras)

Nesses quase cinco anos de projeto, contamos com o apoio de muitos parceiros, sempre nos inspirando a crescer e fazer ainda mais a diferença. Ressaltamos o Movimento Slow Food, a Revolução dos Baldinhos, o SEBRAE, o Verdejar Socioambiental, a área de Sustentabilidade da Itaipu Binacional e a Aliança Empreendedora. Somamos juntos de formas diferentes, seja na troca de conhecimentos, na organização de cursos e eventos juntos, seja na melhor organização da parte comercial.

Políticas Públicas: De que modo você está contribuindo ou pensa em contribuir com no âmbito de políticas públicas? (300 caracteres ou 50 palavras)

Uma das metas do projeto é que a nossa metodologia se torne uma política pública, capaz de atingir um maior número de pessoas, sobretudo em escolas. Já realizamos algumas ações desse gênero, levando oficinas de capacitação para universidades e para merendeiras de escolas públicas, por exemplo.

Novas tendências: Além de seu projeto, que fatores, mudanças ou sucessos você acredita que poderiam ter uma forte influência no avanço dos Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

Acreditamos que inovações com capacidade de avançar na promoção de direitos relacionados ao meio ambiente e à alimentação são aquelas que buscam divulgar conhecimento sobre biodiversidade de alimentos, alimentos nativos, sementes crioulas, permacultura, dentre outros. Essencial também é o diálogo com os povos originários, com aqueles que buscam preservar a cultura tradicional, com os produtores, com cozinheiras e merendeiras. Nenhuma inciativa será capaz de obter sucesso na luta por esses direitos se não incluir a base na sua atuação. É preciso aprender com esses atores para construir uma luta por direitos horizontal e que combata as violações desde a raiz.