HerodesCidade

HerodesCidade: A cidade que devora suas crianças ao invés de abraçá-las.

Rio de Janeiro, Brazil
Ano em que foi fundado:
2016
Estágio do Projeto:
Ideia
Orçamento: 
$10,000 - $50,000
Resumo do projeto
Pitch de Elevador (Explicação curta e direta)

Resumo conciso: Ajude-nos a lançar esta solução! Forneça uma explicação dentro de 3-4 frases curtas.

<p>Dica: Este será o primeiro texto introdutório sobre este projeto que será visualizado por quem acessar sua inscrição.</p>
Um álbum gráfico para preservar nos corações dos vivos, as crianças que perdemos, e, sobretudo, para mudar isso.

E SE... - Inspiração: Escreva uma frase que descreve uma forma que seu projeto se atreve a perguntar: "E SE?"

E se proteger a vida das crianças fosse nossa prioridade?
SOBRE O PROJETO

Problema: Este projeto busca solucionar qual problema?

Dentro da lógica da atual política de segurança, sobretudo em áreas de exclusão social como periferias e favelas, a vida das crianças é destruída como "dano colateral" de uma guerra às drogas onde não se reduz o poder do tráfico em nada. Sem o apoio da sociedade, não haverá mudanças nesta política. Através do registro gráfico desta dor, procudo visibiliza-la, e buscar uma mudança de mentalidade sobre como somos todos responsáveis por ela.

Solução: Qual é a solução proposta? Por favor, seja específico!

A solução é formar opinião pública para uma revisão das políticas de segurança e de amparo social nas áreas de conflito. Mostrar que será com a garantia de direitos que se chegará a uma paz verdadeira, de construção coletiva e que cuide do bem estar das crianças. Para isso produzirei um álbum gráfico de quadrinhos, à semelhança de um álbum de figurinhas, retratando as crianças que morreram por conta desta violência de estado. Ele será distribuído à políticos que votam essa política de segurança, agentes de segurança, jornalistas que superexploram a questão da violência, em escolas e comunidades. Formato A4, com 16 páginas, colorido.

Prêmios

Ainda nenhum, pois não foi publicado.
Impact: How does it Work

Exemplo: Compartilhe um exemplo específico de como essa solução faz a diferença, inclua situações práticas.

Essas crianças, mortas na base de uma a três por mês, são logo esquecida, e o problema prossegue, apenas aguardando a próxima vítima. As famílias delas ficam desamparadas, a buscar apoio, reparação, alguma mudança nas políticas, mas nada acontece, por carecer de pressão pública para que os deputados, agentes e mídia se mobilizem pela mudança. Mas sabemos que uma campanha efetiva pode fazer efeito, como no caso recente das audiências de custódia ou o fim da revista vexatória em presídios e a mudança de paradigmas nos ditos "autos de resistência" que devem passar, enfim, a serem investigados na delegacia de homicidios. Campanhas públicas foram necessárias pra isso.

Impacto: Qual tem sido o impacto do seu trabalho até hoje? Descreva também o impacto esperado para o futuro do projeto.

O projeto esta germinando, mas tenho formado um ampla rede de contatos, colhendo depoimentos e demandas, dentre mães de vítimas, advogados defensores de direitos humanos, policiais reformistas, políticos e jornalistas.

Estratégias de Expansão: Avançando o projeto, quais são as principais estratégias para ampliar o seu impacto?

O projeto é produzir o álbum, distribuí-lo e num segundo momento poderiam ser feitas oficinas de criação e produção deste tipo de arte ativista, transformadora, nas comunidades. Há um editor francês cm interesse em publicar em seu país.
Sustentabilidade

Plano de Sustentabilidade Financeira: Qual é o plano para garantir a sustentabilidade financeira do projeto?

É um projeto pontual. Mas poderia ser re-editado por editora e disponibilizado para venda em livraria, bancas e eventos. Há interesse em edita-lo na França. Estamos negociando.

Mercado ou Setor: Quais projetos ou organizações estão solucionando o mesmo problema que você e como essas propostas diferem da sua?

Não tenho ciência. Existem artistas atuando como ativistas de direito humanos, mas não como agentes de advocacy em políticas de segurança pública. Este projeto poderia se unir com projetos de advocacy e educação popular do DDH – Instituto de Defensores de Direitos Humanos, onde faço trabalho voluntário como comunicadora.
Equipe

História de fundação

Após a morte violenta de um menino, amigo, leitor de meus trabalhos, com o qual trocava ideias, e vendo a escalada de violência tirar cada vez mais vidas de jovens na cidade, desencantei de trabalhar de forma não engajada. Perdeu o sentido o que não fosse produzido de forma a buscar um ideal de sociedade onde todos, sobretudo os jovens, possam viver em paz e sem medo. Ter me unido a defensores de direitos humanos, foi o que me deu forças pra não abandonar tudo, e lutar.

Equipe

Thais Linhares – atuo há alguns anos na área de direitos humanos, para onde transferi meu expertise com arte, comunicação e produção editorial. Cuidarei da pesquisa, roteiro, projeto gráfico e realização do álbum. Produzirei material de divulgação e usarei minha rede de contato a nível político, institucional e artístico para potencializar mais ainda o projeto.
Público Alvo:

Jornalistas, Populações marginalizadas, Formuladores de Políticas Públicas, Jovens.

Outros (Por favor, especifique)
Foco de atuação:

Conscientização, Organização comunitária, Meio de Comunicação, Leis, Pesquisa e informação.

Outros (Por favor, especifique)
Inovação: O que faz que seu projeto seja inovador no setor de Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

Uso a arte e miro em primeiro lugar aos articuladores de políticas públicas. Faço registro de memória onde a mídia convencional produz esquecimento. Busco respeito a quem está acostumado a ser excluído quando o discurso é transportado pelas narrativas visual que alto impacto emocional. Deixo que nas imagens, a criança que teve seu direito à vida negado, fale por si própria.

Conte-nos sobre as parcerias que apoiam o seu trabalho: (450 caracteres ou 75 palavras)

A parceira mais forte é a do Instituto de Defensores de Direitos Humanos. A mais recente é o jornalista Júlio Ludemir, organizador da Batalha do Passinho e Flupp – Festa Literária das Periferias, e o autor de HipHop TR, da Cidade de Deus, que irá articular naquela comunidade um resgate do histórico de assassinatos junto aos familiares. Na França, um editor especializado em HQs de viés independente quer traduzir os balões e buscar financiamento próprio em seu país.

Políticas Públicas: De que modo você está contribuindo ou pensa em contribuir com no âmbito de políticas públicas? (300 caracteres ou 50 palavras)

O que tenho feito nos últimos anos é atuar em alguns coletivos de forma pontual e de forma permanente no DDH – Instituto de Defensores de Direitos Humanos, na comunicação (registro, chamamento e esclarecimento sobre direitos e ações do instituto), educação (elaboração de campanha e projetos em educação em DH) e grupos de trabalho em segurança pública e sistema prisional. Esse projeto é uma ideia antiga, que precisou ser gestada com pesquisa e formação de contatos.

Novas tendências: Além de seu projeto, que fatores, mudanças ou sucessos você acredita que poderiam ter uma forte influência no avanço dos Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

Os coletivos com os quais dialoguei, se formam nas ruas e nas redes. São dois espaços que precisam ser articulados com a política feita nos gabinetes de governo. Ruas e redes são aberta ‘a participação real da população, de forma democrática, horizontal e sem estar submetidas a interesses comerciais (como ocorre na mídia comercial, TV aberta, grande jornais). Daí serem a legítima “ voz do povo”. Sonho em colaborar pra essa conexão, de uma forma mais expressiva do que o tradicional lobby com pastas de documentos e advogados engravatados.

Anexar arquivos: