Precisamos falar do assédio

Precisamos falar do assédio: toda mulher tem uma história para contar

São Paulo, BrazilSão Paulo, Brazil
Ano em que foi fundado:
2016
Tipo de organização: 
Com fins lucrativos
Estágio do Projeto:
Crescimento
Orçamento: 
$10,000 - $50,000
Scaling strategies launched within the past 6 months:
Campanhas
Resumo do projeto
Pitch de Elevador (Explicação curta e direta)

Resumo conciso: Ajude-nos a lançar esta solução! Forneça uma explicação dentro de 3-4 frases curtas.

Projeto transmídia de coleta e difusão de depoimentos de mulheres que sofreram algum tipo de assédio. 140 depoimentos foram coletados durante a Semana da Mulher e comporão um site e um filme que serão exibidos pública e gratuitamente. Através do site, novos depoimentos serão incorporados ao projeto.

E SE... - Inspiração: Escreva uma frase que descreve uma forma que seu projeto se atreve a perguntar: "E SE?"

E se, através da difusão de histórias reais de assédio vividas por mulheres, conseguirmos combater a cultura do estupro, a cultura machista e a cultura de violência contra a mulher?
SOBRE O PROJETO

Problema: Este projeto busca solucionar qual problema?

A cada hora 11 mulheres são vítimas de estupro no Brasil e incontáveis outras sofrem algum tipo de assédio. Entre muitos fatores que contribuem para isso, está o fato de que a grande maioria dessas ocorrências não vêm a público, inibindo a percepção do problema como algo generalizado e inibindo o desenvolvimento de políticas públicas de combate a essa cultura. Desse modo, a sociedade naturaliza o assédio como se não trouxesse impacto às mulheres.

Solução: Qual é a solução proposta? Por favor, seja específico!

Acreditamos que um passo importante para combater a cultura do assédio e do estupro passa por entender que o problema é generalizado e seus efeitos são reais, eles afetam a vida de quem os sofreu. Para isso, queremos difundir as histórias de mulheres que foram vítimas de assédio. E quanto maior o número de relatos, melhor, pois dá a real dimensão do problema. Durante a Semana da Mulher, uma van-estúdio visitou nove lugares em São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, 140 mulheres de 15 a 84 anos quiseram contar suas histórias. Agora, através de um site e de um filme, distribuídos pública e gratuitamente, precisamos divulgar esse material, e permitir que mais relatos sejam gravados através do próprio site e incorporados ao projeto.

Prêmios

nenhum
Impact: How does it Work

Exemplo: Compartilhe um exemplo específico de como essa solução faz a diferença, inclua situações práticas.

O debate sobre o assédio, sobre a cultura do estupro e seus efeitos, tende a se enriquecer quando ele sai da estatística, do dado genérico, e ganha um rosto, com o qual o espectador pode se identificar e se comover. Assim, recentemente o debate sobre o assédio ganhou força na esfera pública a partir dos relatos em texto compartilhados com as hashtags #meuprimeiroassédio e #meuamigosecreto. No nosso projeto, acrescentaremos uma camada de impacto ao debate ao apresentaremos o rosto e a voz de quem sofreu essa questão na pele, e mostraremos, pela farta quantidade de exemplos - que tende a aumentar com os novos depoimentos incorporados ao site -, através da web ou de exibições públicas seguidas de debate, como o problema não é pontual.

Impacto: Qual tem sido o impacto do seu trabalho até hoje? Descreva também o impacto esperado para o futuro do projeto.

Durante a ação de coleta dos depoimentos, realizada na Semana da Mulher, de 7 a 14 de março de 2016, conseguimos 140 relatos de mulheres de 15 a 84 anos, resultando mais de 12 horas de material bruto. Além disso, o ineditismo da ação impulsionou a publicação de inúmeras reportagens em jornais, revistas, internet e televisão (vide apresentação anexa). Com a ação de lançamento do site e do filme, a ser realizada em mesmo dia, esperamos alcançar igual repercussão na mídia, permitindo assim maior visibilidade para o tema. Além disso, circularemos com o filme por centros culturais, pelo circuito SPCine, e deixaremos o filme disponível para download para quem quiser exibi-lo gratuitamente. A ideia é que a campanha atinja o maior número de pessoas. Também projetaremos o filme ao ar livre, em local onde circulam centenas de milhares de pessoas, para que as histórias circulem de fato pela cidade.

Estratégias de Expansão: Avançando o projeto, quais são as principais estratégias para ampliar o seu impacto?

As principais estratégias para ampliar o impacto do projeto envolvem: 1) captação de novos depoimentos através do site; 2) exibições públicas do filme seguidas de debate; 3) exibição do filme ao ar livre em local de intensa movimentação de pessoas; 4) disponibilização do filme para download gratuito para quem quiser exibi-lo; 5) realização da mesma ação de coleta de depoimentos numa van-estúdio em outras cidades do Brasil, evidenciando que o problema pode ser identificado em qualquer cidade, e que esses locais precisam pôr o tema também em pauta.
Sustentabilidade
Financiamento: Como o seu projeto está sendo apoiado financeiramente?: 
subsídio de fundação ou ONG - 75%
outro - 25%

Plano de Sustentabilidade Financeira: Qual é o plano para garantir a sustentabilidade financeira do projeto?

Até agora, para a fase de coleta de depoimentos na van, conseguimos patrocínio de uma fundação. Para a edição do documentário e produção do site estamos em busca de novo patrocínio junto a fundações e empresas. Estamos buscando outros parceiros e editais, e pretendemos, em breve, colocar o projeto em um site de crowdfunding.

Mercado ou Setor: Quais projetos ou organizações estão solucionando o mesmo problema que você e como essas propostas diferem da sua?

Existem diversas ONGs e organizações que atuam no tema da violência contra a mulher como a ONG Think Olga, dedicada ao empoderamento feminino por meio da informação e o Coletivo Geni, criado dentro da Faculdade de Medicina da USP como resposta à violência dos ambientes universitários. Nosso projeto é inovador por, de um lado, dar rosto e voz a histórias de assédio e violência. E de outro, é inovador no sentido de fazer essas histórias chegarem a um público maior. Algo como "vejam só o que acontece todos os dias com as mulheres, não está na hora de começarmos a lutar contra isso?".
Equipe

História de fundação

Depois das hashtags #meuprimeiroassédio, #meuamigosecreto e #agoraéquesãoelas terem ganhado as redes sociais ficou claro que as mulheres querem falar cada vez mais sobre os assédios dos quais são vítimas. Precisamos Falar do Assédio é um projeto transmídia que nasceu nesse contexto e pretende ampliar esse movimento, tirando o tema apenas das redes e ocupando também os espaços urbanos. A ideia surgiu depois de observarmos todo o movimento que foi criado nas redes sociais sobre este tema. É urgente e necessário criarmos cada vez mais espaço para debater este assunto e para compartilharmos histórias. Assim, Carmem Maia, Gustavo Rosa de Moura e Paula Sacchetta idealizaram o projeto, que começaria com a van-estúdio e terminaria em site e filme.

Equipe

Atualmente, somos quatro pessoas trabalhando no projeto sem remuneração, dentro da Mira Filmes. A direção está a cargo de Paula Sacchetta, documentarista e jornalista cujo trabalho está voltando para o tema dos direitos humanos. Além dela, um montador, uma produtora e uma webdesigner tocam o projeto. A ideia, com o prêmio, é de poder sobretudo usar o dinheiro para lançar o projeto, pagando as exibições públicas e a produção do site.
Público Alvo:

Jornalistas, Populações marginalizadas, Formuladores de Políticas Públicas, Jovens.

Outros (Por favor, especifique)

Mulheres

Foco de atuação:

Conscientização, Educação.

Outros (Por favor, especifique)
Inovação: O que faz que seu projeto seja inovador no setor de Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

O inovador do projeto é a forma como ele pode se apresentar para alcançar seu objetivo e atingir o maior número de pessoas. Depois de coletados os depoimentos, eles podem virar um website, um documentário para ser exibido ao ar livre e de graça, ou até mesmo um livro para ser distribuído. O inovador é que todo mundo sabe o que acontece com uma mulher todos os dias, mas pouca gente fala disso. A inovação dele consiste exatamente em tirar esse assunto das redes sociais e ocupar os espaços da cidade com ele, para encorajar outras mulheres a falar e dar força a outras iniciativas. O site interativo permite que vejamos rostos e sentimentos das mulheres que passam pelo assédio, pela violência. A discussão deixa de ser abstrata e aproxima o tema de pessoas reais visando a sensibilização e conscientização do público.

Conte-nos sobre as parcerias que apoiam o seu trabalho: (450 caracteres ou 75 palavras)

A Fundação Gamaro foi quem patrocinou a ida da van para as ruas. Doaram 50 mil reais para o projeto, que foram usados para o aluguel e adesivagem da van e toda a infra-estrutura para coletar depoimentos durante 7 dias entre Rio de Janeiro e São Paulo.
A SPCine também é parceira, ajudou a levantar os locais de grande circulação de pessoas onde seria bom filmar e ajudou nas autorizações para estacionar a van para a coleta de depoimentos.
A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres também apoiou o projeto. Durante as filmagens, uma funcionária da instituição ficava do lado de fora da van e oferecia atendimento social e encaminhamento para as mulheres que precisassem.

Políticas Públicas: De que modo você está contribuindo ou pensa em contribuir com no âmbito de políticas públicas? (300 caracteres ou 50 palavras)

O projeto já ocupou os espaços da cidade com este tema e já sensibilizou inclusive a Prefeitura de São Paulo. Com o filme editado, a SPCine, também da Prefeitura, pretende que o filme rode em todo seu circuito: 27 salas do centro à periferia da cidade, locais inclusive de baixa renda onde as pessoas nunca foram ao cinema antes. Com o filme editado e o site no ar, poderemos fazer parcerias com instituições públicas para um trabalho de discussão e sensibilização sobre o tema em toda a rede de ensino municipal, com alunos e professores.

Novas tendências: Além de seu projeto, que fatores, mudanças ou sucessos você acredita que poderiam ter uma forte influência no avanço dos Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

A luta por direitos humanos pode ser beneficiada pelo uso da internet para, de um lado, facilitar o acesso e, de outro, permitir que qualquer um produza um conteúdo importante que pode ser visto e acessado. Porém, não deve se limitar apenas a isso. A sensibilização mostrando histórias de pessoas reais, como é o caso de nosso projeto, deve se dar também no espaço público e nas ruas da cidade, para que a discussão fique menos abstrata e possa ser mais real, palatável e humana. Os direitos humanos só poderão avançar se conseguirmos contar as histórias de violação deles.

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