Iniciativas Definem Etapas para o Avanço em Habitação Urbana Sustentável

Por John C. Reinhardt, AICP – Gerente de Programa, American Planning Association

Depois de analisar muitas inscrições fantásticas do desafio Moradia Ideal: Colaboração para Cidades mais Inclusivas e Sustentáveis, uma série de temas-chave vieram à tona. Esses temas refletem minhas próprias experiências como profissional de planejamento urbano. Tentarei refletir sobre como essa perspectiva profissional própria poderia ajudá-los a formar uma lente crítica para selecionar as suas inscrições favoritas.

O primeiro tema é a importância de se considerar todas as escalas – desde casas, passando por bairros e cidades, até chegar nos estados e ao país – na construção de cidades mais inclusivas, acessíveis e sustentáveis. Muitas inscrições destacam o fato de que “moradia ideal, ” não se trata apenas das casas, mas diz respeito aos bairros, às cidades e ao país. Os projetos que estão sendo analisados podem ganhar uma escala maior? Podem ser replicados dentro dos bairros ou em diferentes lugares da cidade? O governo federal pode adotar essa política ou esse programa? Um projeto não precisa, necessariamente, responder a todas essas perguntas, mas os melhores projetos são os que possibilitam a criação de um efeito cascata.

A segunda e estimulante descoberta é que vários projetos incorporaram um planejamento abrangente como parte da estratégia. Projetos incluíram educação, desenvolvimento econômico, transporte, saúde pública e espaços de lazer, lembrando do princípio que a cidade é das pessoas. Esse tipo de pensamento interdisciplinar é necessário para melhorar a condição de vida de milhões de pessoas, tanto para essa como para as futures gerações. Conforme analisam as inscrições, perguntem-se como cada projeto pode trazer valor para sua própria comunidade. Os melhores modelos e conceitos podem ser facilmente adaptados tanto em Lima, no Peru, como em Ohio, nos EUA.

A terceira tendência aponta para o fim da divisão natural entre o setor público, o setor privado e as ONGs. A existência dessa competição – com governo, ONG e o apoio de fundações – mostra que essa barreira começa lentamente a cair e algumas das inscrições mais eficazes capturaram esse espírito. Analisem que tipo de parcerias a proposta estabelece. Considerem as parcerias que podem brotar e não foram levadas em conta pelo candidato.

Da perspectiva de um planejador urbano, os projetos selecionados aqui refletem os pensamentos dos 24 signatários e apoiadores da Declaração de Vancouver, de 2006, que evidenciou o compromisso dos profissionais de planejamento urbano em atacar os problemas da urbanização acelerada. Particularmente relevante para esse concurso, o texto diz:

“Defendemos o Planejamento como um processo inclusivo. Planejar é, ao mesmo tempo, estratégico, integrante, participatório e criativo; abrangendo a diversidade cultural e suas raízes nas preocupações com a equidade.”

Eu os desafio a levar em conta esse pensamento final enquanto analisam e escolhem os três melhores projetos entre os onze finalistas selecionados aqui.

John Reinhardt é planejador urbano da American Planning Association, onde supervisiona os programas: Parceria de Energia e Clima das Américas e o Delta Urbanism.

 

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