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Trilhando a Transformação: Desafio de Inovações em Turismo Sustentável

Desafio realizado pela Ashoka e CTG Brasil buscando apoiar projetos de turismo que promovam o desenvolvimento local, gerem transformação social, fortaleçam as comunidades como protagonistas e se estruturem a partir da colaboração de diversos atores.

Challenge
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Desafio realizado pela Ashoka e CTG Brasil buscando apoiar projetos de turismo que promovam o desenvolvimento local, gerem transformação social, fortaleçam as comunidades como protagonistas e se estruturem a partir da colaboração de diversos atores.

 

O desafio buscou identificar o maior número possível de inovações sociais no setor do turismo que promovessem a sustentabilidade. Usamos como base as quatro áreas fundamentais de impacto do campo: a economia local, a inclusão social, a valorização de culturas e a conservação e restauração do meio ambiente. 
 
Além disso foram especialmente valorizadas propostas inclusivas e afirmativas que reforçam questões de diversidade geográfica, etária, de acessibilidade, de gênero e/ou étnico-racial. 
 
O Desafio pretendeu aproximar agentes transformadores preocupados em debater e encontrar caminhos conjuntos para o futuro sustentável do turismo. Ofereceu oportunidades para os participantes se conectarem entre si, trocarem sobre os seus projetos e, assim, potencializarem suas iniciativas nesse momento tão desafiador.    

197
Participantes
26
Estados brasileiros
R$300,000
Prêmios
40+
Colaboradores da CTG engajados

Conheça as iniciativas vencedoras

Rede Batuc - Turismo Comunitário da Bahia em Movimento (da Bahia, representada por Elizangela Lima)

Desde 2015, a Rede BATUC apoia a articulação, capacitação e comercialização dos empreendimentos de turismo comunitário da Bahia. Ela engloba atualmente 34 iniciativas que praticam várias formas do turismo sustentável, incluindo religioso, étnico, de lazer, cultural, gastronômico e ecológico. Tanto seus atrativos culturais locais quanto os atrativos naturais são apresentados com promoção do cuidado, do ensino e aprendizado em sua preservação. A rede prioriza a promoção da inovação social aplicada ao turismo, implementando práticas de gestão do turismo desenvolvidas localmente nos territórios que também possuem como objetivo a valorização da vida em sociedade. Seus bancos sociais e suas moedas locais fornecem incentivos e empréstimos sociais para que famílias possam investir em empreendimentos locais, o que faz com que boa parte dos recursos financeiros circulem localmente. Além disso, o plantio agroecológico, presente em muitas comunidades, combina os ganhos sociais e econômicos com o ecológico.

 

Rota da Liberdade (de São Paulo, representada por Solange Barbosa)

A Rota da Liberdade atua com turismo em comunidades negras tradicionais. Ela atua como operadora local, enquanto as comunidades são os receptivos locais. Os roteiros valorizam as narrativas e a agenda destas comunidades, por meio de atividades como rodas de conversa, venda de artesanato, gastronomia e outras. Além do ganho econômico gerado pela inserção das comunidades tradicionais negras no cenário turístico, os roteiros oferecidos produzem um impacto sociocultural positivo tanto para quem viaja para conhecê-las quanto para quem os oferece. Projetos como o Rota da Liberdade mostram a possibilidade de o turismo contribuir para a valorização da história e da memória do povo negro - algo cuja importância em um país como o Brasil é imensurável.

 

Turismo CO2 Legal - Guardiões do Clima (da Bahia, representada por Salvador Ribeiro da Silva Filho) 

Criada em Serra Grande (BA), em 2009, esta iniciativa busca engajar o segmento turístico e os turistas na compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas por suas atividades e viagens. A taxa de emissão destes gases pode ser calculada em seu site ou pelo aplicativo Calculadora Turismo CO₂ Legal. Os empreendimentos e turistas participantes pagam pela tonelada de GEE emitida e, com este recurso, agricultores familiares e populações atuam para a conservação de florestas, a restauração de áreas degradadas e praticam agricultura de baixo carbono. Também recebem pagamento por serviços ambientais (PSA) e assumem compromissos socioambientais. Os empreendimentos passam a adquirir, preferencialmente, os produtos orgânicos dos beneficiários e tanto turistas quanto empreendimentos e beneficiários recebem descontos nas compras feitas na rede de parceiros. Assim, essa rede ligada ao turismo sustentável fortalece a conservação ambiental e a resiliência da comunidade.